A carro-dependência tem cura. Consulte os nossos especialistas

Ás vezes, dá vontade de mandar imprimir estas brincadeiras e metê-las no para-brisas dos carros. :smiley: Ou pagar um cartaz enorme, visível da 2ª circular. :smiley:

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Muito bom :smile:

Esta mesmo não imprimindo, é excelente para divulgar nas redes sociais, ou para usar como banner publicitário em sites

Muito giro.
Vou usar (penso que é para isso não?

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Sugeria apenas uma melhoria da legibelidade, aclareando um pouco a imagem por baixo das letras azuis (ou colocando um “glow” nas mesmas)

@MarioJAlves, my point made

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@Nuro_Carvalho também achas que nos massos de tabaco em vez de estar escrito “Fumar Mata” devia estar antes fotos de pessoas saudáveis, a correr, num jardim, com um ar muito saudável? É que agora ainda se vai avançar mais na direcção contrária, usando fotos de pessoas a morrer, em hospitais, cheias de doenças.

Para mim, fazia sentido uma campanha mais: “Reduza a sua velocidade, os peões não têm culpa de você estar atrasado” e depois com fotos de peões atropelados…

agora, para mim não há evidência que uma mensagem “positiva” seja mais eficaz que a divulgação da dolorosa verdade…

O que eu acho, pessoalmente, é que a forma de resolver um problema não é apenas ir pela negativa.
Mas não me vou emiscuir na estratégia que decidirem por maioria ser a correta a adotar. Força nisso!

Já agora, esta campanha está de acordo com os teus parâmetros?
Carros a atropelarem ciclistas?

http://www.ansr.pt/Campanhas/Pages/Segurança-dos-Ciclistas,-uma-Responsabilidade-Partilhada2014.aspx

“… pretendendo igualmente desenvolver a consciência cívica dos condutores de veículos motorizados em relação aos velocípedes.”

Vamos concordar em discordar?

Acho que as mensagens devem ser positivistas, e bem o alertámos na MUBi devido ao facto de o vídeo que o Nuro cita ser um mau exemplo da promoção da segurança rodoviária, exatamente porque passava a ideia de que andar de bicicleta era perigoso.

Mas uma provocaçãozita anti-automóvel de vez em quando não fica mal, para abanar consciências :slight_smile:

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Versão final no Facebook da MC:

positivas, @joaopferreira :smile:

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http://www.priberam.pt/dlpo/positivista
http://www.priberam.pt/dlpo/positivismo

Querias mesmo dizer "positivistas?
Relativas ao positivismo filosófico?
Então “meti a pata”…
Desculpa @joaopferreira

sim, na medida que medidas positivas, tendem a tomar uma visão mais pragmática e positivista em comparação com as medidas metafísicas, que exigem mais reflexão, mas que por vezes se afastam da realidade vivencial do quotidiano de cada um.

No ativismo pró-mobilidade ativa precisamos de ambas.

“que exigem mais reflexão, mas que por vezes se afastam da realidade
vivencial do quotidiano de cada um.”

Traduzindo isto, basicamente chegamos à conclusão, que a maioria das
pessoas não quer pensar e não é capaz de ir além da primeira camada de
um problema. :wink:

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Claro que podemos discordar!

Eu fiz o papel de advogado do diabo. Mas o senso comum dirá que campanhas positivas são mais eficazes, mas eu acho que este senso comum não está ainda validado cientificamente no que se refere à eficácia das campanhas.

Será que me fiz entender?

Este medo de chocar quem abusa do carro para mim é infundado. Não há evidência científica que uma campanha a focar nos benefícios da bicicleta seja mais eficaz do que uma campanha a “malhar” nos automobilistas. Tudo isto é sempre baseado na percepção de cada um… Podemos não querer passar a vida a falar destes assuntos em reuniões de família ou em grupos de amigos, e ás tantas em nome da nossa saúde mental e social fica mais fácil um gajo dizer porque é que é bom andar de bicicleta ao invés dos malefícios de uma sociedade excessivamente motorizada, mas enquanto organização consciente e interessada na verdadeira mudança acho que a mubi não deve ter este tipo de inibições que um individuo isoladamente terá.

Abraço

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O @ricardocruz Chamou a atenção para este artigo, vamos ler e assimiliar…

http://momentummag.com/how-to-end-war-on-cars/

“The language we use shapes our perceptions of the world around us and the people we interact with. If you were tuned into Seattle, WA’s, transportation debates in 2010, the first thing you would have heard about is the “war on cars”. Calls for more bike lanes and safer streets were being depicted in mainstream media as a militant attack on the rights of automobile drivers by the warring mobs of cyclists. This statement, a war on cars, was often left unquestioned, and led to a pervading sense of animosity amongst many of the city’s residents.”

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No meu reduzido universo de amigos, a quantidade de gente que sendo favorável à bicicleta, me alertou de início para o discurso “ou estás comigo ou estás contra mim” que domina muito do activismo pro-bicicleta.

O “ataque” à hegemonia do automóvel, tem de ser separada do discurso pro-bicicleta. Precisamos de um discurso pro-cidades e pro-pessoas.

Recordo esta entrevista ao John Whitelegg, que desde 2010 me serve de mote:

“most cycling activists and professionals are missing out the important point, that good city planning is not only about cycling, but how we make cities a pleasant place to live.”

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Eu diria que 95% do que se escreve neste fórum, pode ser considerado como pró-bicicleta, pró-pessoas ou pró-cidades. A MUBi por exemplo, nas suas comunicações oficiais, não tem nenhum texto que possa ser considerado anti-automóvel, mas apenas pró-qualidade de vida dos espaços urbanos. O facto de haver algumas publicações individuais (eu por exemplo) a colocar em causa a hegemonia automóvel, não pode ser encarado, julgo eu, como um ataque fanático ao sistema.

Acho que a maioria das pessoas tem as noções e os valores sobre o que deve ser uma cidade, tão deturpados, que qualquer coisa que falemos ou digamos, que vise aumentar a qualidade de vida das cidades, é imediatamente encarado como uma abordagem fanática, quase tipo religiosa.

Há uma comparação que alguns especialistas fazem entre o automóvel e o tabaco; mas se analisarmos agora apenas a vertente do tabaco na sociedade, se alguém hoje em dia criticar abertamente hábitos tabágicos, não é encarado como tendo posições radicais anti-tabaco. Há 40 anos, talvez assim o fosse. E foi preciso haver na altura médicos e cientistas “radicais e fanáticos”, mas obviamente sempre com uma vertente pedagógica, pacata e racional, para contestarem a hegemonia que a indústria do tabaco tinha na sociedade, através da publicidade e da influência na política e nos meios de comunicação social.

Peço, caso tenham tempo, que leiam esta publicação, inspirada neste artigo científico.

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