A uberização da mobilidade aumenta o impacto negativo do automóvel


(João Almeida) #41

Here are the highlights of their findings, which were published in the journal Transport Reviews:

  • If we move into a future in which a considerable amount of people have personal AVs, their productivity will increase and spending on parking will decrease, but traffic will spike. The researchers estimate that vehicle miles traveled (VMT) will increase between 15 percent and 59 percent.
  • Even shared AVs could show an increase in VMT, especially if there are a lot of empty trips taken or if people migrate to shared AVs from other sustainable travel modes, like transit, biking, and walking. The jury is definitely still out on shared AVs, however, because studies show that VMT goes down if people are willing to share rides.
  • It’s becoming clearer that AVs will seriously impact transit ridership. This is why it’s so important to work now to make good transit systems much better in serving as the nucleus for how city dwellers get around.
  • Private AVs would increase the amount of time people spend in their vehicles.
  • Parking is a big deal. If all private vehicle trips were replaced with shared AV trips, more than 90 percent of parking could be eliminated. Even replacing private vehicles with private AVs could reduce the need for parking slightly.
  • Shared AVs could go a long way to stem the tide of urban sprawl. But personal AVs would likely have the reverse effect, causing more people to live in outer suburbs and rural areas.

https://mobilitylab.org/2018/10/10/private-autonomous-vehicles-would-be-a-disaster-comprehensive-research-finds/


(João Almeida) #42

E esta hein?
Agora que eles também têm bicicletas, ficam sempre a ganhar.


(Aónio Eliphis) #43

Viste? Tem de ser a uber a vir defender a racionalidade da mobilidade. Claro que eles se preocupam apenas com os seus lucros pois sabem que mais gente usará os seus serviços. Mas é triste esta iniciativa não vir dos cidadãos que são os principais beneficiários.

Mas os seus argumentos são racionalmente válidos, considerando que muitas cidades estão a colocar limites ao número de veículos uber e derivados que circulam na cidade, tal como acontece na contingência dos táxis. Porque motivo devemos limitar o número de táxis ou veículos uber, sob o argumento sofista da limitação de tráfego e poluentes, se não limitamos o número de veículos privados? O que faria sentido seria limitar o número de carros, independentemente da sua natureza.


(Manuel Reis Jorge) #44

Globalmente, reduzir o espaço para o carro na cidade é o mais importante. Se onde há 3 faixas passa a haver só duas, quer o carro particular , quer o Uber perde vantagens.
A que ficou livre que passe para ciclovia ou transporte colectivo.
Quanto aos movimentos pendulares, qualquer transporte por automóvel é mau. Todos concordam. E nessas horas de ponta, há menos oferta e mais procura, deixando de ser tão interessante essa escolha.


(Aónio Eliphis) #45

Também concordo plenamente! É o que é usado nas cidades holandesas: restrição física ao automóvel, mas não há portagens urbanas (na prática há, porque estacionar na rua ou em parques no centro é caríssimo e estacionamento ilegal é rapidamente punido)!

A vantagem todavia das portagens urbanas é que podem ser usadas para canalizar fundos para os transportes coletivos, e além disso diminuem o ruído, a poluição e o congestionamento. E o tráfego em excesso também afeta muito negativamente a mobilidade em modos suaves.


(Three) #46

Fazer depender o financiamento dos TPS das portagens urbanas significa não prescindir do rendimento aí obtido e isso significa continuar a ter carros nas cidades, mas pagantes. Em resumo está-se a alimentar a desigualdade social pois quem pode paga e quem não pode não entra.


(Pedro Sanches) #47

Entra. De transportes colectivos.


(Three) #48

Se existirem, mas isso significa que uns podem e outros não, e isso é segregação social!


(José Miguel Ramos Modesto) #49

Oh Three então e os parques dissuasores? É que isso também é segregação social… Que Lisboa continue muito bem servida de TP mas que a malta dos subúrbios continue dependente do carro porque não existe vontade em investir em transportes públicos…


(Aónio Eliphis) #50

Segregação social, muito bom! Só falta dizeres que a mobilidade em bicicleta promove um apartheid. De facto, não há sociedade mais segregacionista que a sociedade baseada no automóvel. Esqueces-te que 1/4 da população não tem dinheiro para suster um automóvel.


(Three) #51

E onde reside essa população ? E quem andou a criar empregos em locais onde não se consegue chegar sem automóvel?

A mobilidade em bicicleta não promove , apenas revela um apartheid entre os que conseguiram adquirir habitação a uma distância ciclável do local de trabalho e os que não o conseguiram. e não venhas com a história da bicicleta em TPs porque isso simplesmente não existe nem funciona nos horários que interessam.

Agora, quando restringes acessos com base em taxas estás a seleccionar ricos face a pobres. O critério terá de ser outro mais democrático.


(José Miguel Ramos Modesto) #52

A combinação bicicleta + TP não funciona nos horários que interessam porquê?


(Three) #53

Porquê? Porque a oferta de TPs é insuficiente. Como:
Tenta entrar num comboio de Sintra ou Póvoa de Santa Iria para Lisboa pelas 8 da manhã com uma bicicleta a ver se consegues espaço para entrar se até ficam passageiros a pé na plataforma … .Custa assim tanto perceber ?


(José Miguel Ramos Modesto) #54

E precisas mesmo de levar a bicicleta no comboio?


(João Almeida) #55

Para já, no signs of improvement na questão do car ownership.

https://mobilitylab.org/2018/10/25/in-los-angeles-how-many-uber-and-lyft-riders-own-cars/


(Three) #56

Consegues fazer 30 Km em cada sentido todos os dias de bicicleta ?

Epa, isso começa a entrar no domínio ideológico. Proibir os cidadão de possuir bens é um acto Comunista!


(José Miguel Ramos Modesto) #57

Pah, eu acho que não percebeste a minha observação…

Eu quando pergunto se precisas mesmo de levar a bicicleta no comboio, não me estou a referir a não ir de comboio e fazer tudo de bicicleta. Estou a referir-me à hipótese de se deixar a bicicleta parqueada na estação, ou nas suas proximidades, e aí apanhar o comboio. Porque sabemos bem que em geral as pessoas vivem num subúrbio muito mal servido de transportes (a não ser que vivam já próximo de uma estação de comboio - com comboios, diga-se de passagem, e eu digo-o porque já percebi que vives perto da linha do Oeste e eu não sei bem que tipo de oferta existe aí de momento), mas que chegando a Lisboa têm transportes que as conseguem colocar em (quase) qualquer ponto da cidade de um modo muito eficiente.

Praticamente toda a gente que reside na zona da Grande Lisboa vive a uma distância perfeitamente razoável de se fazer de bicicleta de uma estação de comboios. O grande problema na maioria (quase todas na verdade…) das situações é que esses tratam-se de percursos nada amigáveis, com muito tráfego automóvel e com velocidades que metem respeito.


(João Almeida) #58

(Three) #59

Esse é um convite óbvio a que deixes de a encontrar em menos de uma semana. Será muito rapidamente roubada, e não existem parques com segurança. outra vez os custos.

A oferta da linha do Oeste é virtualmente nula. 4 comboios por dia com 50% de probabilidade de serem suprimidos não é serviço nenhum. O problema é chegar a Lisboa. `Mas depois não existe uma rede de TPs que ligue polos industriais e empresariais a nós de TPs, apenas carreiras de autocarros minimalistas com horários restritos apenas adequados ao funcionalismo público. A flexibilidade horária exigida pelas empresas actuais não tem resposta na oferta de TPs.


(José Miguel Ramos Modesto) #60

Eu percebo-te e tens toda a razão quanto às queixas do que se passa na linha do Oeste (obviamente 4 comboios por dia é o equivalente a dizer-se que não existem transportes públicos…), e da ausência de ligações entre o TagusPark e Lisboa.

Só discordo da segurança de se deixar a bike na estação… um bom cadeado em U, e ninguém lhe toca. Eu deixo a minha todos os dias, o dia inteiro, mesmo no centro de Lisboa. Mas pronto, seja como for para essa ser uma opção razoável para as pessoas da tua zona eram precisas duas coisas:

  1. haver comboios;
  2. as condições de tráfego ou infraestruturas sejam apelativas ao uso da bicicleta.

Quanto ao TagusPark olha, acho que é mesmo uma batalha perdida…
Estás a ver aquele projecto do BRT na A5 recentemente anunciado? Não vai servir o concelho de Oeiras, somente os de Lisboa e Cascais. Tu perguntas porquê: Oeiras auto-excluiu-se disso…
Outra. Recentemente anunciaram a construção de um viaduto rodoviário no valor de 2 milhões de euros. Há uma série de outras obras planeadas (como por exemplo, enterrar-se a Marginal em frente a Oeiras e fazer um túnel… ridículo). Eu pergunto: que transportes dariam para fazer com todos estes milhões?
Lisboa construiu 200 Km de ciclovias com 5 milhões de euros, Oeiras anunciou recentemente a construção de 4 Km até ao final de 2020… pego no exemplo das ciclovias porque é o exemplo no qual conheço os valores monetários anunciados, coisa que não me acontece nos TP, mas a lógica há-de ser a mesma e é aí que quero chegar: Oeiras está-se perfeitamente a borrifar, quer para bicicletas, quer para transportes públicos. É triste mas é assim. Está a ficar meeeesmo para trás em relação aos concelhos vizinhos e se isto é algo que se diz há muito tempo, está-se mesmo a começar a tornar assunto sério. Oeiras arrisca-se literalmente a despromover-se a um buraco entre Lisboa e Cascais… em que se vai de Lisboa a Cascais, e de Cascais a Lisboa, sem que exista nada no meio.