A uberização da mobilidade aumenta o impacto negativo do automóvel


(João Almeida) #61

He notes that we can’t afford to let AVs roll out in our cities the same way that automobiles did, causing all kinds of unplanned-for negative effects on society.

https://mobilitylab.org/2018/10/31/autonomous-vehicles-are-not-just-a-transportation-issue/


(João Almeida) #62

Publicação da “Iniciativa Liberal”

Lei Uber socialista prejudica consumidores para beneficiar lobbies

  1. Entra hoje em vigor a nova legislação que regula as plataformas eléctrónicas de transporte. É uma legislação que, como tantas outras, não aparece para resolver um problema real, mas para satisfazer grupos de pressão dentro da sociedade. Irá trazer mais uma camada de burocracia desnecessária, impedir o crescimento e a criação de emprego na economia digital, e enviar os sinais errados a empresas que queiram investir em Portugal no futuro.

  2. Plataformas como a Uber e a Cabify vieram melhorar a mobilidade dentro das cidades e também dar oportunidades de emprego fácil e imediato a alguns milhares de pessoas. Foi uma fonte importante de emprego no período da crise e poderia voltar a sê-lo numa futura crise.

  3. Não havia qualquer queixa dos consumidores relativa a diferenças na qualidade do serviço entre os motoristas das plataformas electrónicas e os taxistas que justificasse as novas exigências.

  4. A nova lei, que vem exigir 50 horas de formação a um custo superior a 300 euros, não foi feita para servir os consumidores. Foi antes feita para servir a corporação dos taxistas, das escolas de condução e das empresas já instaladas nas plataformas electrónicas que assim terão menos concorrência.

  5. É também uma lei centralista que, ao tornar menos rentável o negócio, irá impedir o crescimento destas plataformas fora das grandes cidades, onde as alternativas de mobilidade são mais escassas.

  6. O mesmo país que paga dezenas de milhões de euros todos os anos para receber o Websummit aprova leis que impedem empresas tecnológicas de prosperar, criar emprego e riqueza.

  7. A Iniciativa Liberal é a favor da liberalização do sector. A experiência com as plataformas electrónicas nos últimos anos demonstrou que a autoregulação e a competição livre são as melhores garantias de inovação no serviço e qualidade na sua prestação.


(João Almeida) #63

Excelente artigo. A ler de uma ponta à outra.

E a MUBi pode vir a ter que intervir nisto.


(Aónio Eliphis) #64

excelente, obrigado pelo texto da iniciativa liberal, com o qual eu concordo na totalidade.
Podes sff enviar URL?

O ponto 5 é particularmente relevante, basta analisar as queixas constantes do @Three


(João Almeida) #65

Está na página oficial de Facebook do partido. Como sei que algumas pessoas aqui, como é o teu caso, não usam Facebook, copiei o texto da publicação. Não sei se eles também têm um site onde publicam estas coisas.


(Aónio Eliphis) #66

Muito obrigado pela partilha integral


(João Almeida) #67

Só não sei como estás de acordo com o ponto 2, em que eles dizem que as plataformas vieram melhorar a mobilidade nas cidades. Com os dados de incremento de tráfego até agora recolhidos, seria melhor dizerem “têm o potencial para melhorar a mobilidade nas cidades”.


(Aónio Eliphis) #68

Bem, de facto para o ponto 2 é necessário mais dados. Não sabemos que tipo de quota de mercado a uber foi atrair, se pessoas que levavam o carro ou usavam os transportes públicos. Em qualquer caso como reiteradamente tenho referido, o estado não pode discriminar negativamente a uber, e deixar entrar carros privados à vontade na cidade, apenas porque é a uber. Vai contra o próprio estado de direito.


(João Almeida) #69

Olhem aí a história destes novos partidos.


(João Almeida) #70

“As pessoas irão dormir nos seus veículos, o que terá implicações para a hotelaria à beira da estrada. E as pessoas irão também comer nos seus carros que passam a funcionar como restaurantes”, disse Scott ao Fast Company. Mas os carros autónomos poderão apenas mudar esses negócios: se calhar, em vez de oferecer um quarto ou uma mesa, os hotéis e restaurantes poderão disponibilizar serviços de quarto ou refeições em modo drive-in.


(Aónio Eliphis) #71

@jmpa no outro dia estava a pensar a propósito deste tema, considerando que foi um dos tópicos sobre o qual pensei logo há uns anos quando comecei nestas andanças. E agora julgo importante a propósito da uber e similares.

Sabes qual a área ocupada por todos os carros existentes em Lisboa?

É uma pergunta retórica para percebermos que a questão da superfície não é de todo irrelevante.


(João Almeida) #72

Mas a questão é que eu tenho muitas dúvidas que essa área vá diminuir sem medidas adicionais de restrição de tráfego.


(Aónio Eliphis) #73

olha que não sei, mesmo hoje como sabes a CML inaugurou mais um parque no centro da cidade para 218 lugares


(João Almeida) #74

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(Aónio Eliphis) #75

assim de repente estou confuso

Vê Seattle, por exemplo, o número de agregados com carro cresceu quase o mesmo que a população, mas o número de car-free-light cresceu muito mais. Logo, o número de carros por casa baixou, certo? Ou estou a interpretar mal os dados? Los Angeles foi ao contrário!


(João Almeida) #76

Para essa análise precisarias de saber também como foi a variação no número de “households” ocupadas.


(Ana P.) #77

Malta, seria óptimo ter-vos na discussão do debate do próximo, e primeiro, Sexta da Bicicultura, dia 1 de Fevereiro ao final da tarde. Precisamos de gente com perguntas relevantes para fazer, e sem medo de fazer perguntas difíceis! https://www.eventbrite.pt/e/registo-sexta-da-bicicultura-os-transportes-partilhados-e-a-cidade-55215998538


(João Almeida) #78

(Aónio Eliphis) #79

Adoraria poder ir!


(Aónio Eliphis) #80

Como concluímos, no longo prazo reduzem os carros, não reduz é o congestionamento nem a poluição, mas reduz espaço para estacionamento e número total de carros.