Beneficiar os sistemas de transportes públicos na zona metropolitana de Lisboa, através de portagens urbanas


(José Miguel Ramos Modesto) #21

É conhecido mas quem não é da zona sabe lá o nome das estações que a compõem…


(João Almeida) #22

https://thehustle.co/new-york-london-congestion-fee/

https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-03-28/congestion-pricing-key-to-unclogged-roads-fast-cash-quicktake


(Three) #23

Mais exemplos para sacar impostos! :face_vomiting:


(João Almeida) #24

(José Miguel Ramos Modesto) #25

Esta podia ser uma medida muito positiva para aliviar qualquer peso (de que a malta agora se queixa…) que o financiamento dos transportes públicos tenham no Orçamento do Estado. E seria uma verdadeira afectação de recursos no seu todo, transferindo recursos de um hábito que se quer combater e reduzir na sociedade para outro que muito mais desejável que o substitua.


(Three) #26

Mais uma vez, a betada da AML leva tudo, os outros que paguem a factura para a elite ficar bem. ! E o palhaço do Carlos Humberto da AML ainda teve a lata de dizer que os cidadãos da zona Oeste não são cidadãos metropolitanos, seja lá isso o que for, e por isso não têm direito ao passe dos 40 euros mesmo que trabalhem em Lisboa.
Portanto estamos perante uma discriminação explícita de cidadãos num estado de fantoches centralizados na capital do império!


(Rui Martins) #27

Ai sim @Aonio_Lourenco?
Quem já cá está dentro pode andar à vontade?
O congestionamento causado pelos de fora é diferente do causado pelos de dentro? O gajo da Amadora não pode vir por o filho à escola em Lisboa, mas o da Lapa pode?
Qualquer discriminação com base na origem geográfica parece-me injusta.
Condicionamento, sim, mas para todos.
Não quero fazer coro com o Three :grinning: mas parece-me um conceito bem medieval :grinning::grinning:


(Alexandre Climber) #28

Concordo em parte. Ou seja, acho que por exemplo, 1 carro por familia, para levar criancas a escola, nao pode ser taxado, do mesmo modo, que 5 carros numa familia.

E por isso concordo, com o modo como se pagam os carros na EMEL, em taxas crescentes. De qualquer modo o valor que a EMEL cobra para residentes é estupidamente baixo, tendo em conta a usurpação da via publica…


(Three) #29

Evidentemente.

Porquê para todos? Mesmo para aqueles para os quais absolutamente nada mudou?

Mas já é justo penalizar automobilistas de regiões não incluídas na AML que trabalham em Lisboa. O teu conceito de justiça é bem enviesado. Os que menos recursos possuem são os que mais têm de pagar!
Em resumo é tudo para Lisboa e os restantes que f*dam!


(Rui Fonseca) #30

Acho piada do pessoal que vem com a história de não haver alternativas e com acusações de só olhar para o próprio umbigo para cima de quem… Já usa as alternativas que supostamente não existem!


(José Miguel Ramos Modesto) #31

Olha eu não moro em Lisboa e muito raramente levo para lá carro. Essa conversa do coitadinho é mesmo enjoativa… infelizmente temos um País carregado disso, que se prende a ele próprio em vez de avançar.

Tu ainda não percebeste que são as comunidades intermunicipais que em grande medida gerem o seu sistema de transportes? Porque é que em vez de espingardares com essa toxicidade toda, não dizes antes que uma boa medida seria um passe que cobrisse as duas regiões? Ou três, ou quatro? Para poder permitir aos cidadãos de Lisboa irem trabalhar também para Torres Vedras (também há quem o faça, não te convenças de que só o movimento pendular inverso existe) com esses preços. Ou os do Porto a Braga. Ou os de Faro a Chaves (qual seria o limite?). Tenho um colega de trabalho que vem várias vezes por semana do Porto a Lisboa (nos restantes dias trabalha a partir de casa) e de certeza que não vem mais porque não existe um passe que cubra aquela distância. No entanto não o vejo com essa negatividade toda.
Seria muito mais produtivo, para ti e para todos, se soubesses tocar nesses pontos em vez de espingardares contra tudo à tua volta sem nada de objectivo ou concreto.

Porque é que não começam por tentar eleger alguém para esses municípios que dê particular atenção aos transportes públicos? Eu invejo muito os cidadãos de Lisboa… mas de uma forma saudável. Acho que deviam haver muitos mais municípios a seguir as pisadas daquele, e procurarem de forma concertada (ou não) diminuir a dependência dos seus habitantes face ao automóvel e provi-los de melhores serviços públicos.


(Three) #32

Se não consegues olhar para os factos devias abrir os olhos. O que temos é um país polarizado em Lisboa. Se os “avanços” passam por discriminar cidadãos estamos muito mal!

Porque é que não olhas para os factos tal como eles são? O orçamento de estado cobre todas as depesas de Lisboa e deixa migalhas para o resto. Mais de 100 milhões para financiar os TPs da AML e para a região Oeste, 1,4 milhões! Chamas a isso equidade? Vão torrar 200 milões em duas estações de metro em Lisboa e para a linha do Oeste vão apenas 100 milhões numa extensão até ás Caldas da Rainha. Nem se dignaram propor a duplicação e electrificação até Torres Vedras, ficam-se pelo meio do caminho. Vivemos no mesmo país, não pode existir discriminação!

Culpar os municípios é simplesmente imbecil, Lisboa canibaliza todos os recursos com o suporte do governo central e ninguém tem força para mudar isso, portanto deixa-te de fantasias! Se os municípios mal conseguem pagar a conta corrente quanto mais este adicional. É quase um conceito de cidade estado, penalizador para os cidadãos que julgavam viver num mesmo país!

Acho piada ao pessoal que fala de barriga cheia e acha que Torres Vedras fica lá para o Norte e que os seus habitantes são seres inferiores e portanto sem direitos!

Mas já que falas tanto como é que explicas isto ?

Arruda dos Vinhos - Lx (35km): 138€
Carregado (a 2 km da AML ) - Lx: 145€
Sobral de Monte Agraço - Lx (41km): 154€
Encarnação (Mafra) - Lx (54km): 40€
Canha (Montijo) - Lx (65km): 40€


(José Miguel Ramos Modesto) #33

Não respondeste a nada do que te disse…

Eu também me podia vir para aqui queixar de Oeiras ser o 4º município da AML que mais vai contribuir para o sistema de passes… sendo no entanto provavelmente o pior servido em toda a AML. No entanto, acho que não é esse o caminho… o caminho da “queixa”. É um (mau) hábito que acontece em demasia. Centra-te antes nas soluções em vez dos problemas!


(Three) #34

Quais soluções? Fazer percursos de 50Km de bicicleta? Bela solução a tua! :rofl:


(Luís L Belard) #35

A notícia vinda ontem a público sobre as intenções de aumentar a frota de ‘eléctricos’ (os ‘carros eléctricos - TP’ e não os automóveis eléctricos, entenda-se) na região de Lisboa, acompanhada pela extensão dos percursos actuais e potencial futura conexão com o Metro, integração com linhas de autocarro e ferrovia existentes ou a melhorar, é algo que visto globalmente estende a oferta de TP nesta região, abarcando ainda parte dos concelhos de Oeiras e Loures. Não sendo obviamente um virar de página e de práticas imediato, o certo é que cria condições para que muitos automobilizados crónicos, pensem duas vezes antes de pegar no carro. E digo ‘visto globalmente’, porque há obviamente zonas, lugares ou ruas que ficam de fora. Claro que não é realista (é outra coisa qualquer) prometer mais dezenas de estações de Metro de um momento para o outro, como alguém fez nas últimas eleições autárquicas para Lisboa.
Independentemente da bondade ou não desta medida, oportunismo ou falta de estudo prévio por especialistas, o que pode surpreender os menos atentos ao fenómeno das chamadas ‘redes sociais’ - que de súbito veio permitir que qualquer um diga o que lhe vai na alma, mesmo que apenas para publicitar a sua ignorância, dificuldade de raciocínio ou analfabetismo funcional - são os comentários à notícia!
Vale a pena lê-los na edição online do Público sob o título “Rede de eléctricos da Carris vai ligar o Jamor a Sacavém”.
É pena que alguns dos habituais, bem informados - alguns mesmo especialistas na matéria e acérrimos defensores da melhoria dos TP aqui no Fórum da MUBi, e que aparecem com alguma frequência nos comentários do Público online - nem sequer se tenham pronunciado.
Nem lá, nem aqui.


(Three) #36

Parece que a motivação é apenas aumentar a oferta aos turistas, e com todas as condicionantes prioritárias (Plano Geral de Drenagem ,linha do LIO), a chegada a Sacavém só deve ocorrer lá para 2030, e Loures então, 2040.
Portanto pensem bem porque nos próximos 10 anos nada vai mudar a Norte de Lisboa, é tudo apenas propaganda eleitoral, pegar no carro vai continuar a ser a única opção até porque os comboios da linha do Norte continuam a abarrotar e a cair de podres, e não vai ser uma ciclovia de 30 Km até VFX que vai resolver alguma coisa.

Chama-se a isso liberdade de expressão, se não gosta não leia!

O trajecto desenhado parece colidir com a linha férrea. O plano inicial era manter o eléctrico junto ao rio entrando no parque das nações pela Alameda dos Oceanos. Infelizmente como não se pode perturbar a elite residente nos Jardins de Braço de Prata, vão obrigar o eléctrico a dar a volta ao cú do Judas atropelando tudo e todos os que vivem nas traseiras da referida urbanização.


(João Almeida) #38

Great title!


(Three) #39

Tentar aplicar a lei da oferta e da procura às vias de comunicação é simplesmente segregar a sociedade entre os que podem pagar e os que não podem, em particular quando tal recurso é indispensável à sobrevivência individual, não fossem as empresas geradores de empregos instalar-se em locais onde as vias de comunicação são “escassas”. Se um empregado não conseguir cobrir os custos para chegar ao emprego isso pode ter impacto nas próprias empresas que não conseguirão contratar ninguém a menos que subam os salários para fazer face aos “custos da acessibilidade”. Teremos de voltar aos bairros operários?


(Manuel Reis Jorge) #40

Vamos fazer uma petição para que o Three tenha comboios novos e frequentes na zona dele!
tá tudo atrasado!


(Alexandre Climber) #41

O Three, podia ter passe de comboio a 10€, com comboios de 5 em 5min, da porta da sua casa até à porta do trabalho, e iria continuar a queixar-se…

A imaginação dele não tem fim…