Carros verdes são como prostitutos virgens: simplesmente não existem!


(Three) #206

Pertencem ao grupo e partilham motores. Mas se não confias em nada junta-te ao grupo dos defensores da terra plana já que os outros são todos uns malandros!


(Pedro Sanches) #207

(João Almeida) #208

(Three) #209

Essa teoria aplica-se literalmente a tudo, carros, frigoríficos, penicos, sapatos ou pneus de bicicleta, agravado pela produção na China sujeita a longos transportes e correspondentes emissões.

Por outro lado manter carros velhos a circular agrava as emissões e a emissão de micro plásticos das carroçarias sob acção dos ultravioletas. O mesmo em relação ao condutores desses veículos que respiram partículas que se vão soltando dos revestimentos ressequidos do interior da viatura como poliuretanos, borrachas e enchimentos dos assentos.


(João Almeida) #210

Uma vergonha.


(Rui Fonseca) #211

Que tristeza.

Quantas pessoas vão continuar a ser atropeladas porque estão habituadas ao ruído dos carros e metem-se na estrada sem olhar…

É preciso fazer o contrário. Habituar as pessoas à ausência de ruído.

Já agora também vão obrigar as bicicletas a fazer ruído?


(Three) #212

Vergonha porquê? Porque os peões e ciclistas circulam com fones nos ouvidos?

Já que esta “solução” é uma vergonha e uma tristeza, qual a solução “inteligente” proposta pelos “gurus” para o problema ?


(João Almeida) #213

Muito curioso.

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1352231016308548


(Three) #214

Vá, diz lá qual a conspiração em curso neste caso …


(João Almeida) #215

Innas performs innovative developments in the field of hydraulic components, hydraulic drives and combustion engines.

https://www.innas.com/fallacies.html


(Alexandre Climber) #216

Parece que o three nunca ouviu falar nos outros tipos de poluição. Sonora,luminosa,etc.

A quarta, 12/06/2019, 17:12, João Almeida via Fórum da MUBi [email protected] escreveu:


(Rui Fonseca) #217

Que problema? É uma mera questão de hábito. À medida que houver cada vez mais carros silenciosos os peões vão perder o perigoso hábito de se atirarem à estrada fiando-se apenas na audição, correndo o risco de serem atropelados por uma bicicleta ou por um veículo cujo ruído não estejam a ouvir (ex. porque o vento está no sentido oposto ou está a ser abafado por outros ruídos).

Qualquer pessoa que vá viver para a Holanda rapidamente perde o hábito de atravessar sem olhar, por exemplo.


(Three) #218

Claro que não, a inteligência ficou toda do lado dos autofóbicos, não sabias?


(José Miguel Ramos Modesto) #219

E eu que estava ansioso que o motor a combustão desaparecesse por completo para eliminarmos a poluição sonora e ruído das nossas cidades… oh god… :tired_face:


(Three) #220

Não vais ter sorte mesmo que eliminem todos os motores de combustão

Mas se queres eliminar os outsiders basta eliminar as razões que os obrigam a ir lá. Empresas e empregos,serviços. Mas isso já não queres, pois não ? O que tu queres é uma cidade para usufruto dos residentes mas servida por escravos que se amontoam em TPs sobrelotados para lá chegarem.


(Rui Fonseca) #221

Portanto até aos 35 km/h o ruído dos elétricos é muito baixo.


(José Miguel Ramos Modesto) #222

Pah eu juro que não te percebo… tu ora criticas as empresas por se concentrarem todas no mesmo local, ora as criticas por se instalarem no cu do Mundo para onde não há transportes de jeito (tipo TagusPark). Como é, afinal?

Também já pensaste que é muito mais fácil financiar uma rede de transportes públicos, se as pessoas se moverem em massa para o mesmo núcleo? As próprias empresas tendem a concentrarem-se umas perto das outras, por questões de gestão, de planeamento, de logística, de partilha e diluição de custos… Porque é que existem zonas industriais? Porque é que existem zonas comerciais? Porque é que Paços de Ferreira é a capital do móvel? São fenómenos bem conhecidos e estudados.
Mas imagina que às empresas falha algum raciocínio lógico e que se espalham por aí sem qualquer tipo de ordem ou critério. Não tinhas de lutar por uma rede de transportes eficiente e de qualidade apenas entre Torres Vedras e Lisboa. Tinhas de lutar por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Lourinhã, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Peniche, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Ericeira, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Sobral de Monte Agraço, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Alenquer, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Nazaré, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Óbidos, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Pombal, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Porto de Mós, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Batalha, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Alcobaça, por uma rede de transportes eficiente e de qualidade entre Torres Vedras e Bombarral… Etc etc etc etc etc.
Senão houvesse muita gente a ir de Sintra a Lisboa todos os dias, a linha de Sintra teria de ter muito menos oferta (ou passaria a ser muito mais cara já que andaria muito mais vazia), e haveria a preocupação adicional de transportar pessoas todos os dias de todos os outros locais para Sintra. Portanto a própria linha de Sintra deixaria de ser suficiente para servir Sintra, tinhas de ligar Sintra directamente a tudo o resto. O mesmo em relação a todas as outras localidades e vilas… era uma festa de investimento público em obras e infraestruturas. Havia de ser bonito. Ou então não havia nada disso e andávamos todos de carro para todo o lado porque já não haviam pessoas a deslocarem-se em massa (cada um ia para o seu cantinho, não havia um destino partilhado) e não me parece que o Estado consiga pagar um chaffeur a cada cidadão… com todos os custos sociais, económicos e ambientais que isso implica.

Mas sabes porque é que pensas assim? Porque não aceitas o transporte público como uma solução e alternativa ao automóvel particular… o teu maior problema não é teres transportes públicos de merda, o teu maior problema é o teu local de trabalho não ficar num sítio onde se ande de carro à vontade.


(José Miguel Ramos Modesto) #223

https://pplware.sapo.pt/motores/boom-do-carro-eletrico-na-suecia-ameaca-fornecimento-de-energia/?fbclid=IwAR1fnQUfE5YRppole2eyCjgyhkQIC981vz35k4NDsDHB7Xp32xmJkI2C6RE


(Three) #224

Eu não critico isso, apenas estava a justificar a existência de elevados volumes de tráfego nas cidades quando a rede de transportes públicos é uma m*rda.

A crítica mantém-se, se a solução para reduzir tráfego nas cidades é colocar as empresas no cú de Judas ignorando a necessidade de TPs para esses locais então ficamos na mesma!

Claro que sim, mas relativamente aos parques empresariais nada foi foi feito em termos de TPs

Isso é uma falácia. Com a revolução digital já não existe necessidade de proximidade física para a interacção entre empresas e o custo dos espaços empresariais cresce com a ocupação.

Porque são as zonas aprovadas pelos PDMs para instalação de empresas.

Porque reune no mesma área know-how e fontes de matéria prima para essa actividade. Daqui a pouco estás a perguntar porque razão não existem pedreiras no Lagoas Park.


(José Miguel Ramos Modesto) #225

Pronto, já estamos a chegar a algum lado!

As empresas não necessitam de proximidade física? Isso depende, e muito, do sector como é óbvio. Além de que nem sempre tem a ver com a proximidade com as outras empresas per si, tem simplesmente a ver com o facto de serem zonas, como tu mesmo referiste, em que existe muito know-how, e também onde existem melhores transportes públicos. O transporte público tem um papel fundamental e isso tem-se reflectido por exemplo no índice de competitividade dos municípios portugueses, onde Oeiras tem caído a pique. Lisboa, por exemplo, consegue atrair gente qualificada residente em toda a área metropolitana, enquanto que o raio de acção ou de influência de Oeiras é muito mais limitado… há já muitos jovens qualificados que não possuem carro (nem planeiam ter porque são caros), o que faz a atractividade dos parques empresariais de Oeiras (podiam ser outros mas é um exemplo clássico) caírem a pique.

O problema do tráfego nas cidades não é por acumularem nelas muitos postos de trabalho. É antes a rede deficitária de transportes públicos!