Carros verdes são como prostitutos virgens: simplesmente não existem!


(José Miguel Ramos Modesto) #61

O tipo de comentário que eu dirigi ao Paulo é o tipo de comentário que já dirigi no passado a outras pessoas que têm frequentemente a mania de que sabem mais do que quem faz trabalho de investigação e normalmente nem aplicar uma percentagem (como exemplo de uma coisa elementar) sabem. E eu, não sei se é defeito se é feitio, mas lido muito mal com a falta de humildade, umbiguismo ou egos do tamanho do Mundo. E aqui decididamente fiz um juízo errado do Paulo e interpretei mal a sua posição, pelo que a minha resposta foi totalmente desmesurada, em função disso também acho que foi incorrecta.

Eu sei que às vezes é fácil dizermos certo tipo de coisas na net e exaltarmo-nos nas nossas opiniões ou com as opiniões dos outros, mas é também bom às vezes podermo-nos sempre lembrar que estamos a lidar com pessoas.

Em relação ao ponto levantado pelo Mário de irmos todos para um café. Gostava efectivamente de um dia conhecer caras daqui! Até porque este espaço é em geral frequentado por pessoas com cabeça e todos aqui nos identificamos com uma causa (pelo menos quem é sócio, claro). Bom, às vezes também é difícil ter algum tipo de papel mais activo, e há pessoas da MUBi que são muito activas e fazem um excelente trabalho (estou muito atento ali ao tópico das eleições autárquicas!). Pela minha parte (que vale o que vale, e vale muito pouco comparado com a contribuição que alguns dão, isso é certo!), gosto de pensar que faço a minha parte sempre que opto pelo transporte público ou pela bicicleta, em detrimento do carro.


(Mário Alex) #62

Bora lá marcar esses cafés!


(Aónio Eliphis) #63

Oponho-me! Isto está indexado no Google e títulos apelativos e provocadores atraem visitantes para o tópico. Isto é café central; a casa de chá é noutra sede :wink:


(Three) #64

Mas quem disse que não existem carros verdes?


(Three) #65

Portanto voltamos a viver como na idade média porque não produzimos carros nem petróleo. Mas refinamos o que por si também é negócio. Talvez devéssemos suprimir as vacinas pois a maior parte delas não são produzidas cá e viver orgulhosamente sós, pobres e remediados.


(Pedro Sequeira) #66

é só mais um “contra”, ninguém pode negar isso… há muitos outros, cabe a cada um ver como pesa na sua balança. mas faz-me confusão termos p.ex. menos pessoas a andar de bicicleta do que em outros paises mais ricos, produtores de carros/petroleo, tipo noruega ou alemanha…


(Aónio Eliphis) #67

Uma prostituta não fica imaculada apenas por estar vestida de branco.

Mas de facto, carros verdes existem:


(Three) #68

Óbviamente não percebeu a ironia do comentário! :rage:

Quanto às prostitutas você lá deve saber! No entanto poderia poupar-se a mais uma referência insultuosa às senhoras!


(Three) #69

Você não percebeu o que eu disse. É claro que vai sempre carregar até aos 100 %. É a capacidade que se reduz e não existe nenhum indicador para isso excepto um teste completo de carga descarga.


(José Miguel Ramos Modesto) #70

Oh @Three, eu acho que você ainda não percebeu bem qual é a causa que a MUBi, ou uma boa parte das pessoas que por aqui passam, defende…

Ninguém é contra os carros! A gente precisa de carros! Ninguém contesta isso!
Acho que também ninguém contesta que os carros eléctricos são mais amigos do ambiente que os carros a combustão! E isso será mais evidente se se apostar mais nas renováveis…

O que se tenta dizer, é que existe um uso excessivo do carro e aqui existem duas faces da mesma realidade. Há pessoas (do que vejo à minha volta, diria que é o caso da maioria das pessoas na região de Lisboa mas admito ser apenas a realidade que eu percepciono, e não uma verdade absoluta) que podiam fazer uso do transporte público mas preferem o carro, ainda que não fossem perder muito mais tempo. E há outras que, efectivamente, os transportes públicos que servem a sua área de residência são péssimos. Obviamente que aqui não se defendem apenas bicicletas e infraestruturas cicláveis, defende-se também uma melhor rede de transportes públicos. É importantíssimo para o objectivo de querermos cidades mais descongestionadas, mais humanas, mais limpas, menos ruidosas, com melhores espaços públicos e mais aprazíveis para se viver.

Não é como fechar o país e deixar de importar seja o que for… uma pessoa vacinar-se, é importante, mas sem vacinas simplesmente não o faz e provavelmente vai sobrecarregar o SNS com mais despesa e vai ter menos qualidade de vida porque adoece mais facilmente. Mas os carros têm uma alternativa nos movimentos pendulares diários. Não se trata de simplesmente obrigarmos as pessoas a deixar o carro em casa, trata-se de defendermos políticas públicas que apostem nos transportes públicos de modo a que eles sejam uma boa opção para cada vez mais e mais pessoas. Isso traz-nos inúmeras vantagens, e nem preciso de tocar no ambiente. Se tivermos melhores transportes públicos e as pessoas efectivamente os usarem, ou usarem a bicicleta, ou as duas coisas conjugadas, terão menos despesas para suportar, o país gastará muito menos com combustíveis, teremos uma melhor economia porque as pessoas têm as finanças mais folgadas ao mesmo tempo que a balança de pagamentos fica mais saudável, e consegue-se mais desempenho nas contas públicas com tudo isso. É só isto.

Em relação aos carros eléctricos, eu julgo que o que o autor deste tópico quer transmitir é que, independentemente de eles serem mais amigos do ambiente, não são amigos o suficiente e não vão de encontro ao que mencionei anteriormente.


(Aónio Eliphis) #71

e porque é que tem o mau gosto de fazer generalizações sobre coisas que eu nunca disse?

exatamente! Principalmente em meios urbanos.


(Three) #72

Certo, mas onde estão as alternativas? E não me venham com a conversa de que são as bicicletas porque não são. Lisboa não é Amesterdão, tens relevo considerável e no que toca às bicicletas, o relevo é determinante.


(Three) #73

Qualquer carro será sempre inimigo do ambiente, por isso sugiro uma carroça com uma parelha de Lusitanos. Depois alguém há-de se queixar dos dejectos, mas pelo menos são biodegradáveis :smiley:


(Herculano Rebordao) #74

Lisboa é praticamente plana.

http://www.veraveritas.eu/2014/03/bicicleta-e-as-colinas.html


(Pedro Sanches) #75

(Romão Leiria) #76

Pergunta sincera: se não achas que as bicicletas são a alternativa, o que fazes aqui?


(Three) #77

Tal como disse um comentador e muito bem:
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  • não existe uma faixa larga junto ao rio sem inclinação. Existe uma pequena faixa estreita,
  • As faixas amarelas fazem parecer que tem baixa inclinação. Mas muito pouca gente consegue subir a fontes pereira de melo e muito menos a Marechal Gomes da Costa, que são 2 kms a 4% !!!

Ou seja, a zona ciclável de lisboa está reduzida a um planalto na zona de alvalade, e à zona do Parque das Nações/Moscavide. Fora isso só tens uma faixa junto ao rio e a baixa pombalina (que não devia ser ciclável, devia ser pedonal com proibição total de qualquer veículo ).
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(Three) #78

Chateio… :smiley:


Portugueses preferem andar de carro
(Herculano Rebordao) #79

Pois não temos paciência para chatos!


(Herculano Rebordao) #80

Já ouviu falar de bicicletas pedelec?