Ciclovia no Braço de Prata - Jornal público


(Nuro Carvalho) #1

(José João Leiria Ralha) #2

Faltou no artigo a alegada ligação que haverá em ciclovia (e sucessivos jardins) ao corredor verde oriental (Alvalade/Areeiro-Braço de Prata).


(Aónio Lourenço) #3

Excelente notícia. É um escândalo civilizacional uma cidade com uma frente de rio tão ampla e tão bela, tê-la convertido num espaço putrefacto e de mera passagem para a porca-pequena-burguesia-motorizada, para quem a cidade tem a mesma utilidade que uma prostituta tem para um cliente: o vulgar e frio usufruto sem qualquer tipo de fruição.


(Three) #4

Isso anda mau. Devias deixar de fumar essas coisas Holandesas!
Mas poderiam por exemplo começar por retirar o terminal de contentores e o porto de cruzeiros. Só a fumarada dos camiões e dos navios é o dobro de todos os automóveis que circulam em Lisboa!


(José Miguel Ramos Modesto) #5

Por acaso aqui terei de concordar com o @Aonio_Lourenco. Os buracos que se escavam na cidade para se abrir túneis rodoviários, os grandes viadutos que moldam a paisagem, o alcatroar tão extensivamente a cidade de Lisboa deixando-a feia e sem um espaço público de qualidade, sempre me transmitiu o sentimento de que tal maltrato apenas serve para a colocar à disposição de quem ali não mora mas se quer constantemente servir dela. Como se faz com as prostitutas.

Foi uma cidade cujas ruas e praças deixaram de ser para serem desfrutadas, e locais de encontros e desencontros, para serem meros pontos de passagem, desenhadas para servir os que lá não moram mas vão lá enchê-la de ruído, poluição e tráfego. É precisamente uma prostituta… só a queremos disponível, para nós, para no fim do serviço desaparecermos e pormo-nos bem longe.

Última nota: duvido muito que o tráfego marítimo polua metade do que polui o tráfego rodoviário…


(Three) #6

Pois as cidades também existem para quem não lá vive pois são esses que as fazem funcionar.

Não preciso da cidade para absolutamente nada, podem ficar com ela para vadiarem à vontade desde que os serviços e empregos que lá se encontram sejam deslocalizados para outro local.

Quanto ao tráfego marítimo, informa-te. A verdades são inconvenientes e as tuas dúvidas não vão mudar a realidade.


(José Miguel Ramos Modesto) #7

As cidades existem para toda a gente… mas é precisamente isso que elas são: cidades! Durante muito tempo tentou-se de fazer de Lisboa uma área de serviço, e as suas ruas e avenidas eram para ser a auto-estrada.

Lá vem você outra vez com a conversa do centralismo… numa área metropolitana!
Olhe, eu só tenho pena é que o centralismo (dentro da AML, volto a frisar) não seja ainda maior, e lembrem-se de inventar aberrações como o TagusPark e outros parques empresariais por aí perdidos. Haveria de ser bonito se os movimentos pendulares não tivessem 98% o mesmo destino…

Quanto ao tráfego marítimo, informa-te. Ou vai me dizer que os valores absurdos que a estação de monitorização da qualidade do ar na Avenida da Liberdade regista provêm maioritariamente dos navios que cruzam o Tejo?


(Three) #8

Vocês querem tudo e de preferência pago com o Orçamento de estado, que é como quem diz, por todos os Portugueses, incluindo aqueles que nem sequer têm água canalizada.

Resposta errada, é o centralismo desenfreado que leva a situações destas, tudo para alguns, nada para os restantes e desenrasquem-se a lá chegar sem carro porque eu quero é ar puro nas cidades. Não interessa se os TPs de Lisboa andam a abarrotar e transportam para Lisboa pouco menos de 100 000 pessoas por dia , e ainda acham que cabem mais 350 000.

Já monitorizaram as emissões sem navios ? Ou acham que as emissões do porto de Lisboa são levadas para Norte e não chegam à Av. Liberdade ?


(José Miguel Ramos Modesto) #9

Nós queremos tudo?? Deve-me estar a confundir com alguma carroólico que se sente no direito de levar o carro todos os dias para a cidade, e os portugueses todos que sustentem o meu modo de vida, o espaço que eu preciso para circular, os prejuízos que dou à economia devido ao congestionamento que provoco, e os estragos que faço à saúde dos outros e que tem de ser pago por um estado sobreendividado. Quem afinal é que quer tudo pago com o OE?? O PC não é um espelho, pah! Lisboa foi durante muitos anos uma prostituta, e uma prostituta paga por todos para alguns. Essa é a verdade que incomoda os clientes dessa prostituição.

E sim, haveria de ser giro se não existisse nenhuma área metropolitana, ou você acha mesmo que iam todos trabalhar pertinho de casa e andar a pé? Que se dividíssemos a área da AML em 50 zonas iguais, e os postos de trabalho fossem uniformemente distribuídos, significando que na sua área de residência existiam 2% dos empregos, e nas restantes zonas 98%, e por acaso você e a sua mulher só sondavam esses 2% do mercado de trabalho e viravam costas aos restantes 98%, e a esmagadora maioria das pessoas fazia o mesmo? Isso é fantasioso!!! A malta de Oeiras, Paço de Arcos e Cacém trabalha toda no Tagus Park, a malta de Lisboa trabalha toda em Lisboa, a malta do Barreiro trabalha toda na indústria local, e a malta de Palmela e arredores trabalha toda na AutoEuropa e nas empresas que a servem?

O que você quer já todos percebemos há muito, é poder andar de carro para todo o lado e sem restrições, à custa do OE!

Os valores da poluição registada atinge os valores mais altos nas horas de ponta do tráfego rodoviário. Tão simples quanto isso! Agora indemnize mas é os restantes cidadãos nacionais pelos prejuízos que provoca ao SNS.

No fim de toda esta conversa, você vive num Mundo fantástico de ilusões!!!


(Nuro Carvalho) #10

@ZeM, daqui a pouco estás a chamar imbecil ao trol. Tem calma man… :slight_smile:


(José Miguel Ramos Modesto) #11

Epa, fico indignado com tanto disparate… ainda houve coisas que apaguei antes de carregar enter. Eu que sempre pensei que o homem estivesse mais sensato do que quando aqui chegou e mais amistável na comunicação, ultimamente parece que só tenho lido disparates pah. Até houve um post noutro tópico a que me abstive de responder porque nada de bom viria de mim.


(Three) #12

O portugueses já sustentam o seu modo de vida quando financiam os défices crónicos da Carris, Metro, CP e Transtejo e pagam 70 % de impostos sobre combustíveis.

Não é o você quer? Que todos andem de bicicleta e vivam em barracas próximas do emprego? Empregos esses que não quer deixar sair de Lisboa. Demagogia barata!

Não quero nada disso, mas o OE vive de facto à custa dos impostos rodoviários ( + de 20%)

Eu disse para se informar. Quantos navios atracam em Lisboa? Só um deles duplica as emissões de todos os carros em Lisboa, e estou a ser generoso. Para o caso de não saber, estes navios continuam com os motores ligados mesmo quando atracados.

Demagogia de quem acha que pode obrigar toda a gente a andar de bicicleta numa cidade estado onde só entra a elite autorizada para servir a realeza.


(José Miguel Ramos Modesto) #14

@Three

Além de não ser emigrante, também nunca lhe chamei imbecil (e pode ir escrutinar os tópicos todos à vontade para se relembrar), e você sabe que quando todos o acusavam de trol, eu não partilhei dessa visão e procurei manter sempre um debate sério e tive interesse na troca de ideias. E é precisamente no seguimento disso, da incongruência do que diz de mim, e nos disparates irracionais e ofensivos que tenho lido nos últimos dias, que esta é a última vez que lhe falo neste fórum.

1.º - Já lhe disse mil e quinhentas vezes que eu não moro em Lisboa!!! Tenho de ir para Lisboa, todos os dias, de transportes públicos, como milhares de pessoas. A diferença entre nós os dois é que eu coíbo-me de pensar “malandros daqueles que moram mesmo em Lisboa”, e em vez de adoptar os mesmos pensamentos que se ouvem no café da esquina, sobre impostos e sobre investimento público, eu procuro pensar por mim mesmo, estudo, reflicto e analiso os números. E os números não deixam dúvidas de que o uso do carro dá mais prejuízo ao Estado que o uso de transportes públicos! Sim, custa mais a um alentejano um lisboeta que pegue no carro todos os dias que um que ande de transportes públicos todos os dias. E quem diz um lisboeta diz um português qualquer. Isto é uma não questão!! Isto está mais que explorado pelos investigadores! Ainda eu era estudante de economia (coisa que não deve fazer porra de ideia o que é, ou como funciona) já no meio académico o custo do transporte individual era o exemplo mais clássico de fortes externalidades. Muito mais do que uma empresa pública custeada por todos mas usufruída por alguns! Capiche???

2.º - Não, não quero!! Está a ver, está constantemente a dizer disparates que não coincidem com a realidade! Parece que estou na tasca do Zé a discutir política e futebol. E depois vem falar em demagogia!

3.º - Já respondi a esse disparate!

4.º - Sabe qual é que é a diferença entre 1 cruzeiro e 1 milhão de carros? Eu vou explicar como se estivesse a explicar a uma menina de 3 anos…
Um carro, numa cidade que é servida ao todo por 6 linhas de comboio, 5 que vêm dos subúrbios de todos os lados, é facilmente substituível por uma alternativa. Um cruzeiro não! Um cruzeiro não é um meio de transporte, um cruzeiro é uma experiência que se tem. Você não pode, por definição, pegar em pessoas que chegam em cruzeiros e espetá-los dentro de um transporte público! Nem tal é possível, como nem sequer é a mesma coisa. A porra de um carro na cidade é substituível muito facilmente, um navio não!
Mais, sabe qual é a porcaria que nós respiramos? É a que vem do cu dos carros, não dos navios! São centenas e milhares de carros que passam juntinhos aos pulmões de todos, os navios estão longe o suficiente para que não se sintam ao nível das pessoas. É como as termoeléctricas de Sines! Também poluem mais que os carros que entram em Lisboa. Mas nós não respiramos aquela porcaria toda, pois não? Nem podemos encerrá-las para já por não haverem alternativas, tal como os cruzeiros para quem quer fazer uma viagem de cruzeiro pela Europa ou pelo Mediterrâneo, não é?

5.º - não há resposta racional para esse disparate.

Eu vou deixar de o levar a sério e de lhe dirigir a palavra, como sempre fiz, (e você sabe que é verdade e que quando todos o acusaram de trol, eu não partilhei dessa visão e quis fazer parte de uma troca de ideias - por isso agora pense e reflicta sobre a sua postura perante as coisas e perante os outros), porque você não passa de mais um labrego e ordinário (ordinário não no sentido de mal educado, mas no sentido de ser vulgar) típico deste pequeno país, com a típica mentalidade pequenina, atrasada e fechada que mantém este país constantemente na cauda de tudo e a viver na corda bamba. Você, representa o que de mais errado existe com este país! Não sabe falar sem encher o peito, sem achar que todo o Mundo é burro e está errado e você é o único esperto. Eu lido muito bem com muita coisa e gosto de viver com a diferença… mas se há coisa com que eu tenho muitos problemas em lidar é com pessoas estúpidas, que estão constantemente a insistir nos mesmos pontos, descarregam as suas frustrações nos outros (ora é nos lisboetas, ora é nos jovens, ora é nos ciclistas). Você é indialogável!!!

Você representa aquilo que todos os meus amigos que emigraram têm apontado com raíz dos problemas deste país: a mentalidade de merda que domina. Passe bem.


(Nuro Carvalho) #15

True!! o Zem bem tentou…


(Three) #16

Os insultos do costume de “economistas” que acham que têm a solução para tudo e que privilegiam o lazer (os cruzeiros não têm alternativa por isso podem poluir à vontade mas são apenas para lazer) mas os automóveis de quem tenta sobreviver no dia a dia deviam ser proibidos.
A ignorância de quem acha que o fumo de um paquete ancorado em St. Apolónia não chega a Lisboa e que os fumos da central de Sines ficam por lá e não afectam Lisboetas.
Mais os seus amigos emigrantes que o são simplesmente porque desistiram do país e arranjaram um bode espiatório como desculpa. É sempre fácil emigrar para onde tudo já foi feito sem demagogia ou arrogância, para depois voltarem como heróis salvadores da pátria.
Tretas de meninos mimados cuja única preocupação é decidir a que concerto vão no próximo verão


(José Miguel Ramos Modesto) #17

Eu tento sempre Nuro. Acho que as pessoas, precisamente por serem pessoas, o merecem e tenho sempre fé. Surpreendentemente maior parte das vezes em que não desisto de alguém de quem já toda a gente desistiu, a pessoa acaba por se revelar mais sensata e equilibrada do que esperava inicialmente. E às vezes há pessoas que vêm com conversas de “vocês isto, vocês aquilo…”, demagogia para aqui, demagogia para ali, fanáticos estes, radicais aqueles, os jovens não sei o quê (ainda me lembro quando foram os mais velhos que puseram aos mais jovens a alcunha de “geração mil euros”… hoje é para rir lol, era bem bom, e ao mesmo tempo um gajo tem que ouvir certas barbaridades, como a “preocupação de que concerto se vai no próximo Verão”… deve ser pelos jovens portugueses serem tão mimados que são os europeus que mais tarde saem de casa e menos filhos têm)… ya, e às vezes um gajo desiste de algumas pessoas.


(Aónio Lourenço) #18

@ZeM é triste, admito, mas é um facto. E aquela zona apenas vai melhorar, porque vai haver ali um investimento considerável de natureza privada. Nobre exceção todavia ao investimento público feito no Parque das Nações, que também reabilitou profundamente uma zona igualdade degradada. Em qualquer caso, a CML em comunicação com o investidor privado, por certo obrigou-o a devolver aquele espaço aos cidadãos. E fê-lo muito bem!