Dilemas éticos das decisões dos veículos com condução automática


(Rui Fonseca) #61

E que tal não dotar os veículos com inteligência suficiente para perceber esses dilemas?

O veículo não tem de saber que o autocarro leva crianças. Se não souber isso, não há dilema. Limita-se a agir segundo o algoritmo que permita evitar o acidente que estatisticamente causa mais feridos.


(João Almeida) #62

(Luís L Belard) #63

Garanto que não me meterei num carro que já venha programado por uma qualquer inteligente ‘comissão de ética’ que decida substituir-me e interpretar a régua e esquadro a moral social dominante, transformando-a em bits. Quero ser eu a decidir nos ‘trilemas’: mato as criancinhas, o paraplégico ou vou eu de cabeça para o abismo?!
Eu é que escolho como o meu carro deve ser programado e assim serei, como hoje acontece, o único responsável.
Se perante as dezenas de situações e opções que me sejam apresentadas para programar me acobarde e fique incapaz de tomar decisões, então agradeço que me dispensem de seguir regras com que não concordo e desarrisquem-me de utilizador de máquinas que acham que sabem o que eu quero.