Ferrovia em Portugal


(Aónio Eliphis) #161

Até a Moura Guedes:


(João Almeida) #162

Escrevo-vos neste dia chuvoso a partir da estação de comboios de Santa Comba Dão. Já devia estar noutro comboio a chegar a Aveiro, mas apanhei este já com 20 minutos de atraso na estação de Nelas. Foi atrasando cada vez mais até que parámos aqui e ficámos sem electricidade. Pelos vistos, caiu uma cantenária mais à frente. Ainda não sabem a que horas arrancamos ou como posso depois chegar a Aveiro. Nas duas últimas vezes que andei na linha da Beira Alta também perdi a ligação, mas o atraso final foi só de uma hora, numa viagem que é suposto durar duas. Já no início deste ano, um comboio com passageiros descarrilou nesta linha, felizmente nada de grave aconteceu. Eu ia no seguinte e tive que deixar a minha bicicleta na estação de Mangualde, pois a meio da viagem tivemos de mudar para autocarro, algo comum durante os últimos anos, período em que a linha foi sendo alternadamente reparada em certos troços. Esta linha já tem problemas pelo menos há 10 anos, desde que fui para a Universidade. Houve uma altura em que decidi levar carro, ainda não pensava muito sobre a sustentabilidade dos transportes. Mas mesmo muita gente preocupada com o assunto, deve ter feito o mesmo, assim fica difícil. É este o trajecto que liga Lisboa a Madrid e a França. Aqui passam Regionais, Intercidades, Alfa-Pendulares e SudExpress. É este o estado da ferrovia em Portugal.

P.S. Da próxima vez que conseguir fazer esta viagem sem problemas, aviso. Já não me lembro da última vez. O Ferrovia 2020 prevê a requalificação desta linha, vamos ver como corre.


(João Almeida) #163

(Aónio Eliphis) #164

Mais um caso gritante de promiscuidade entre poder público e privado.


(João Almeida) #165

A CP está tramada.


(Pedro Sanches) #166

BICICLETAS NOS COMBOIOS
Os passageiros devem ter direito a transportar bicicletas nos comboios, incluindo nos comboios de alta velocidade e de longa distância, bem como nos comboios transfronteiriços e locais. Todos os comboios de passageiros novos ou renovados devem, o mais tardar dois anos após a entrada em vigor desta legislação, incluir uma zona designada, devidamente assinalada, para o transporte de bicicletas montadas, com uma capacidade mínima para oito bicicletas, diz o texto parlamentar.


(Nuro Carvalho) #167

Eles vão empurrar com a barriga mais uns anos…


(Three) #168

A nuance “novos ou renovados” estraga tudo


(João Almeida) #169

(João Almeida) #170

Que vos parece isto? @Aonio_Lourenco?


(Three) #171

Que os tachos dos amigos são para ficar e que as greves abusivas dos comunas vão continuar por mais 15 anos. Depois admiram-se por terem muitos carros a entrar em Lisboa !!!


(Aónio Eliphis) #172

Não sobrescrevendo de todo a forma como o @Three se expressa, concordo todavia, neste caso em particular, com a substância. Tens aliás aqui um apanhado fidedigno sobre o que pensa a vox populi.

Vê o vídeo todo:


(José Miguel Ramos Modesto) #173

É típico de um país fechado onde se procuram preservar certas elites. Ou seja, outros operadores que entrem, vêem o seu trabalho e investimento ficar à mercê das greves da CP. É um ambiente agreste à criação de novos postos de trabalho, investimento, e à criação de novas e melhores condições de mobilidade. Ou seja não me parece que esse sector vá atrair investimento…


(João Almeida) #174

@Aonio_Lourenco, defendes portanto a privatização da CP em simultâneo com a liberalização do sector?

Porquê @ZeM? Em que é que as greves da CP afectam os outros operadores? Nas ligações?


(José Miguel Ramos Modesto) #175

Pelo que percebi da notícia, a CP ao se tornar um operador interno, significa que determinados serviços que viessem a ser providenciados por outros operadores, sê-lo-iam feitos através da CP.


(Aónio Eliphis) #176

Não tenho opinião estabelecida sobre isso, pois julgo que a concorrência deveria tornar a CP mais atractiva, como aconteceu com a TAP.

Mas como explicas por exemplo isto?

É a primeira greve em 16 anos de operação! Achas normal? Aceitável? Justificado?


(João Almeida) #177

Então com a chegada da liberalização, existe alguma opção para além de tornar a CP um operador interno ou privatizá-la?


(Three) #178

A questão é muitas das greves são das infraestruturas, e portanto de pouco serve ter muitos operadores se a via não estiver disponível. E se a privatização for como a da energia, é melhor ficar quieto!

Por outro lado boa parte das greves fazem parte de uma agenda política contra o governo em funções. Os parvinhos dos grevistas são manipulados como fantoches obedientes.

Foi a greve na autoeuropa, a do porto de Setúbal, dos enfermeiros,(cuja bastonária é membro do conselho nacional do PSD), dos juizes, da ferrovia ( aqui é crónica e é rara com governos PSD ).

Portanto tudo isto são apenas guerras políticas onde os parolos dos grevistas são iludidos como carneiros obedientes.


(João Almeida) #179

As infraestruturas são responsabilidade das Infraestruturas de Portugal e não da CP.
Como operador interno, se calhar podem ficar responsáveis pelas bilheteiras, mas isso contorna-se com uma app para smartphone e umas máquinas automáticas.
Não sei é por exemplo em caso de acidente ou alguma emergência na linha, se isso será responsabilidade da IP, da CP ou de cada operador.


(Three) #180

ah ah ah , essas soluções são literalmente uma “m*rda”. As máquinas automáticas estão sempre avariadas ou vandalizadas. Sou obrigado a ter telemóvel para poder andar de comboio ?