Obike chega a Portugal


(Andre Lopes) #41

Ironicamente ia escrever sobre isso quando vi a sua questão.

Ontem estava perto do M do Pombal sentado a beber café e não é que reparo em um individuo a carregar uma no lombo… Até aqui nada suspeito mas estranhei.

Não é que o tipo para numa esquina abre a mochina e tenta com uma chave de fendas ou outra coisas qualquer como alavanca para partir o cadeado. Como estava longe não sei se ela apitou mas começou logo a piscar uma luz atrás e o tipo saiu voando dali.

Prova de conceito (anti roubo)? É que além disso essas bicicletas não obstante serem únicas acho que são seguidas por GPS. Em outras palavras “já fostes” para os amigos do alheio ou os que vão com más intenções.


(Miguel Baptista) #42

Têm GPS sim. Até podes saber a localização dela, pelo menos até ele dar cabo do GPS mas como é que identificas o larápio?


(Pedro Sanches) #43

Fácil, a CML agora anda com a mania das podas das árvores. É fácil encontrar ramos e troncos por aí espalhados no chão. Pegas num, mandas-lhe uma paulada no lombo, chamas a PSP e dizes que o larápio não só roubou uma bike como danificou uma árvore.


(Manuel Reis Jorge) #44

As bici dockless que chegaram a Bruxelas Paris e Lille em Outubro 2017 já vão ser retiradas: cerca de 2000 bikes foram vandalizadas ou privatizadas…o operador Gobbe.bike desistiu.


(Manuel Reis Jorge) #45

As Obike desapareceram…esperemos que voltem.


(Pedro Nóbrega Da Costa) #46

se fossem tao eficientes a acabar com carros no passeio como sao a acabar com as bicicletas…

nao sei é se estao preocupados com os passeios ocupados ou se estao a ver se sacam uns trocos em licenças de operação


(António Pedro Figueiredo) #47

É capaz de acontecer o mesmo por cá. Eu tenho visto muitas danificadas e caídas no chão (sobretudo depois da tempestade)

Ontem não consegui passar por uma que estava caída e tive que parar. Levantei-a e fui coloca-la apoiada a uma vedação.
E foi bom para perceber que aquilo é mesmo muito manhoso. Está toda empenada e o selim e guiador já estavam cheios de ferrugem na base, além de completamente tortos.

Será talvez um bom final para esta primeira investida?

Os Sistemas “dockless” têm a grande virtude de serem bastante flexíveis para a “operação” e para o utilizador, aliás como tem sido muito debatido aqui no forum (na categoria mobilidade sustentável)
Isto aumenta o uso da bicicleta sem dúvida. Junto de quem ou se é junto de todos, é outra questão. Mas se as usam já é bom.

Mas importa reflectir também um pouco sobre o impacto negativo de um “operador” que chega uma cidade, descarrega umas centenas de bicicleta e não tem grande preocupação alem de (1)manter o sistema a funcionar (reparações) e (2)equilibrar alguma oferta com a procura (movendo blocos de bicicleta para zonas de mais procura. ex: junto as terminais dos barcos de manhã)

Não me parece, mas posso estar errado, que haja algum cuidado (efectivo) com o estacionamento das bicicletas no espaço público. As scooters electricas partilhadas (ecooltra) tb têm este problema pois é frequente ve-las no meio dos passeios a bloquear a passagem, mas a policia pode multar e a multa segue para o último utilizador.
Com a obike isso não acontece.

A MUBi foi contactada por eles antes de iniciarem o teste (sim isto é um teste) e fomos muito directos sobre a necessidade de prevenir problemas relacionados com a coexistência com o peão, designadamente o estacionamento nos passeios. Recentemente foram partilhadas fotografias virais que correram o mundo, e mesmo que reflectindo uma realidade diferente da nossa, ajudam a construir a percepção das pessoas em relação a estes assuntos.

Os movimentos de promoção do uso da bicicleta são muito cuidadosos nas questões de coexistência com os peões e na contrução de uma percepção positiva da sociedade em relação às bicicletas
Não precisamos de má-publicidade, ou o goodwill negativo que uma operação desta, descuidada e negligente pode acarretar para todos nós.

É importante que a actividade da Obike seja fiscalizada de alguma forma para garantir que tal não acontece, porque caso contrário temo que terá um efeito secundário desagradável.


(Manuel Reis Jorge) #48

sim claro, mas tambem é preciso que a população esteja educada e civilizada, sensibilizada a esta problematica .


(António Pedro Figueiredo) #49

Entretanto acabei por transformar isto num post no meu facebook. Esta aqui.


partilhem se quiserem


(António Pedro Figueiredo) #50

Manuel, tens razão no que dizes mas isso lembram-me a questão do uso de plástico no nosso consumo.

Não se pode esperar que as pessoas tomem esse tipo de decisões de forma activa. Por vezes até me parece deliberada a passagem do ónus para o utilizador desresponsabilizando as entidades competentes.

No caso do plástico, quase tudo num supermercado vem numa embalagem de plástico, desde os iogurtes ao queijo, e sacos de legumes. O pai de familia stressado que vai às compras gere o tempo e o orçamento. As preocupações ambientais na maioria de nós fica em 2 plano. (falo por mim claro)

Se o estado (via regulação) penalizar as embalagens de plástico com custos, podes ter a certeza que o mercado ajusta-se trazendo ao consumidor formas mais baratas de embalagem, pois sabe que o consumidor não vai querer pagar mais pela embalagem de plástico.

Isto para dizer que o obike deve ser fiscalizada pois esse sentido cívico não vai existir no curto prazo pelo utilizador, sobretudo num objecto que não está habituado a usar na cidade e não percebe até que ponto pode ser um entrave para outros


(Rui Fonseca) #51

Qual é a legislação em relação ao estacionamento de bibicletas?

Podem estacionar no passeio?
Podem estacionar no lugar dos carros?
Podem estacionar em lugares com parquímetro? Pagam parquímetro?
Quais são só procedimentos das autoridades em caso de estacionamentos indevidos?


(António Pedro Figueiredo) #52

Foram rapidos. :slight_smile: Parabens


(Rui Igreja) #53

Claro q sim.
O M Meireles, por exemplo, até diz q é uma armadilha a promoção do uso da bicicleta pelo lado da sensibilização para a sua utilização antes de se criararem condições para essa utilização.
Mas claro q para os políticos é mt mais fácil dizer q a responsabilidade é das pessoas, da mentalidade, etc, e não sua. Isto já o fez o Séc de Estado do Ambiente, e fa-lo mt vezes o pres. da CM Aveiro.

E, creio q vamos ver mt disto no Encontro em Guimarães.


(Hugo Alexandre da Cruz Mendes) #54

Este serviço tem de ser reposto rapidamente por ser alternativa. A única para já. Entendo o motivo porque as mandaram retirar temporariamente, mas não é muito coerente na tolerância em deixar estacionar centenas de automóveis ilegalmente na via pública.


(Mário Alex) #55

Ainda não tinha falado sobre este assunto mas cá vai.

Na minha opinião uma bicicleta nunca deverá ser visto como “descartável”, apesar da descartibilidade imperar nos dias de hoje…
A bicicleta pela a sua importancia social, económica, ecológica, etc, não deverá ser um “objecto” que se use e se deite fora.
O modelo destas empresas e de muitos dos seus utilizadores, no meu ponto de vista, vão contra senso da utilização da bicicleta. O seu facilitismo provocará de uma certa forma um consumismo inconsciente. Causa tanta impressão ver uma rua cheia de lixo não orgânico como uma rua com bicicletas mal estacionadas e de ar semi abandonado.

Como muitas outras coisas importantes na vida, uma bicicleta pode e deverá durar muitos anos. Devido à sua simplicidade mecânica é fácil de mantê-la por várias gerações. Isto é também um factor importantíssimo inerente à parte ecológica dela.
Não faz muito sentido mudarmos de bicicleta de 1 em 1 ou 2 em 2 ou 5 em 5 anos…
Escolhemos uma bicicleta como escolhemos uma obra de arte ou algo que gostamos realmente. Ela vai ficar parte de nós, uma extensão do nosso corpo!

Se vai incrementar uma subida na utilização da bicicleta? Talvez, mas que essa subida seja em sintonia com as regras básicas do civismo e do senso comum, e sabemos que é uma coisa que o ser humano facilmente se desvia destes valores.
A facilidade do uso da bicicleta tem que ser vista como uma mais valia e não um handicap público.
Claro que prefiro ver uma praga delas do que uma praga de carros mas em tudo há que haver uma consciencialização, no negócio em si como na sua utilização e utilizadores.
Lamento muito que este modelo de negócio tenha estas características de descartibilidade e de consumismo e principalmente porque se tratam de bicicletas, mas sem dúvida que poderá ser melhor adaptado para uma realidade que é emergente para o nosso planeta.

Mas eu tenho uma imagem muito romântica das bicicletas!
Me perdoem a minha visão tão “old school” (como dizem no estrangeiro!)


(Hugo Alexandre da Cruz Mendes) #56

Sugestão enviada para @CamaraLisboa e @FMedina_PCML, via twitter:

A solução é até bastante simples: Façam com que uma das regras da OBike em Lisboa seja que os seus utilizadores usem os estacionamentos públicos para parquear a bicicleta. Elas são equipadas por GPS, o que faz com que esta consideração seja exequível.


(Alexandre Climber) #57

Eticamente e literalmente, dois pesos duas medidas!!!


(Andre Lopes) #58

chega a ser demasiado anedótico, o vereador estar “preocupado” com a ocupação do espaço público.


(António Pedro Figueiredo) #59

Certo, concordo com isso!
E pode-se, partindo desse ponto, considerar que o trabalho prioritário é na ajuda e apoio (boas condições, conveniência e segurança) dos que ja andam de bicicleta, em vez de andar a gastar recursos a tentar convencer os que não andam.
Se a vida dos que andam for facilitada, eles serão directa ou indirectamente os "embaixadores"
Até porque dúvido muito que as pessoas comecem a andar de bicicleta por causa da sensibilização…


(Pedro Sanches) #60

Concordo. Enquanto não tirarem os carros todos dos passeios parece-me um pouco forçado estarem a impor que as Obike sejam estacionadas em local próprio.

Mas, @agp10701, vejamos o copo meio cheio. Podia ser uma oportunidade para exigir mais locais de estacionamento adequado em vários locais da cidade. Actualmente não me parece que fosse viável impor-se essa obrigação uma vez que praticamente não se vêem estacionamentos públicos para bicicletas.