Obras na ponte 25 de Abril


(rosa felix) #1

Acho que está aqui uma boa oportunidade para se fazer pressão para que seja pensada uma solução para bicicletas.

Em São Fransicso isso é uma realidade e um sucesso!
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(Romão Leiria) #2

Pensei o mesmo :grin:


(Nuro Carvalho) #3

Apesar de achar que um dia será uma realidade, acho que ainda é cedo para enveredar por tal empresa… Um passo de cada vez!


(Three) #4

Nunca na vida existirá uma solução dessas nessa ponte. Se dizes que és engenheiro deverias perceber porquê.


(Cláudio Coelho) #5

Então mas porque não existe essa possibilidade nesta ponte?


(Romão Leiria) #6

Uma ciclovia ali ao lado do comboio ficava que era uma maravilha. Ou podiam autorizar as bicicletas. De qualquer forma a velocidade máxima é “só” 70km/h. Passavam para 50km/h na direita e estava feito.


(Herculano Rebordao) #7

Efetivamente há bastante espaço ao lado do comboio, e como há dois lados um
podia servir para ciclovia e passagem pedestre.


(Pedro Nóbrega Da Costa) #8

isso ate pode vir a ser algo no futuro, mas nao em 2018 ou 2020

ainda andamos aqui a discutir a perda de 20 lugares na guerra junqueiro para uma ciclovia, a 25 de abril ainda pode esperar .
temos de ser realistas, nao vai ser do nada que tiram 33% da capacidade rodoviaria da ponte.

antes disso tinha lisboa de ter infraestrutura por toda a cidade e a bicicleta tem de provar o seu lugar na mobilidade da cidade… estamos melhor, mas ainda muito longe disso.

se nem ligação à periferia deste lado existe como deve ser , quanto mais à margem sul…

a ideia de meter a ciclovia ao lado do comboio tambem nao sei se dava

nao parece haver assim tanto espaço, certamente ha regras de segurança que obrigam a ter esses canais livres de lado e que nao permitem ter peoes e bicicletas a meio metro de um comboio em andamento a 60kmh
ainda mais sabendo que qualquer problema (acidentes, suicidios etc) bloqueiam a ligacao entre as duas margens… lembrar que passam ali todo o tipo de comboios, desde urbanos a alfas (nem sei se passam ali mercadorias? )
alem disso a ponte estremece quando passa o comboio, e
o acesso ao piso de baixo tambem seria manhoso, do lado de almada o comboio acaba em tunel.

mas bem, pode ser que dentro de uns anos, se a bicicleta em lisboa efetivamente vingar e o resto da periferia já estiver tambem ligada à cidade, venha a acontecer… mas nao me parece que seja num futuro proximo .


(Pedro Sequeira) #9

Malta, aproveito para deixar uma análise dos custos… e porque é que o estado vai lá meter tanto $$

há uma ponte que liga a dinamarca à suécia, tem 8.000 metros, mas o vão principal é metade da 25 abril, e foi feita muito mais tarde, portanto não é fácil estimar os custos

e sim, eles lá ganham mais $$, mas é tipo 2 ou 3x mais

a portagem dessa ponte são 50 euros? e pagam nos 2 sentidos, não é apenas num como na 25
mas 1 bilhete de comboio são “só” 10euros

ou seja, lá, ir e vir, de comboio custa 20, e de carro 100, 5x mais

agora compara quanto custa fazer o mesmo entre Lisboa e Almada
de fertagus, 4 euros (ida e volta), de popo, 2 euros.

ou seja, lá ir de carro é 10x mais caro, cá é 2x mais barato

quem paga a diferença? todos, os que vão de carro, e os que vão de comboio, e os que não vão, 18 milhões de cada vez

ps: em relação à ciclovia não se preocupem com a viabilidade técnica, se os politicos quisessem mesmo a coisa era feita na boa :slight_smile:


(Alexandre Climber) #10

E o dinheiro não seria problema :wink:

Faziam, como se faz com as Gira, quem está a pagar esse investimento, é
quem estaciona com os carros…

Na ponte, bastava aumentar a portagem uns centimos, e de certeza que
chegaria para pagar a obra, desse tabuleiro extra, onde quer que ele fosse!

:wink:


(Three) #11

Taxar quem trabalha para pagar delírios de turistas … sabem a ponte não serve apenas Lisboa, mas os parques empresariais sem TPs que nasceram como cogumelos na periferia de Lisboa! Centralismo psicótico, agora acham que a ponte é só deles…


(Three) #12

Definitivamente você desconhece por completo as normas de seguranças em pontes e caminhos de ferro!


(Alexandre Climber) #13

Delírios de turistas?

Um acesso pedonal e de bicicleta entre margens, como existe no Porto,ja la
foi alguma vez? So viu la turistas?

A sexta, 16/03/2018, 18:10, Three [email protected] escreveu:


(Three) #14

De facto no Porto existem pontes suspensas com 2 Km de extensão e ventos laterais do Atlântico :smiley:


(João Almeida) #15

(Sérgio Loureiro) #16

Mais um tiro pela culatra… Eu uso a bicicleta e não sou turista! Uso a bicicleta para ir/vir para o trabalho, para ir às compras, para ir ter com as amigos! Praticamente todos os ciclistas que conheço em Lisboa são portugueses e alguns estrangeiros que fazem o mesmo que eu!


(José Miguel Ramos Modesto) #17

O @Three fala em centralismo psicótico mas já não toca no ponto do Estado todos os anos pagar dinheiro para que quem passa de carro na Ponte 25 de Abril pague menos dinheiro. Todos os anos o Estado paga avultadas coimas à UE por manter, de forma ilegal, as portagens das duas pontes de Lisboa à taxa reduzida de 6%.
Ou no acordo que fez nos anos 90 com a Lusoponte, na sequência dos protestos dos camionistas, que a troco de não aumentar portagens, deixaria de ser a Lusoponte para passar a ser o Estado a encarregar-se da manutenção.
Mas como é para os carros, então está tudo bem…


(Three) #18

Não continua a ser centralismo? Onde estão as alternativas? Ou achas que consegues meter todos os passageiros dos carros no comboio e nos barcos e depois criar ligações para todos os parques empresariais periféricos ( que actualmente NÂO EXISTEM) ?


(José Miguel Ramos Modesto) #19

Aqui nem estou a discutir se existem alternativas ou não! A Ponte está ali!! Mas tu, eu, o resto da malta, e nós todos, subsidiamos com os nossos impostos (de uma perspectiva ilegal até) portagens para que quem as use pague menos. No entanto, para o comboio que presta serviço público e faz exactamente aquele trajecto o apoio público que recebe é zero (talvez agora isso tenha mudado com os novos passes). Faz-te sentido? E que tal subsidiarmos menos as portagens, para subsidiarmos antes os transportes públicos, hein?

Talvez desta forma penses melhor: Já viste que o apoio público que se dá a quem paga portagens nas pontes, de modo a pagar menos, é bastante maior que o que é dado a um utente da linha do Oeste?


(Three) #20

Eu até sou dos mais penalizados com essa história, nem uso a ponte, pago impostos para a financiar tal como os passes da AML e no entanto não tenho direito a passe com desconto porque estou na região Oeste onde não existem comboios dignos desse nome nem tarifa suburbana e a tua solução é aumentar ainda mais as portagens das autoestradas, que é a única coisa que sobra, para eu ser ainda mais penalizado.