PAN, PEV e BE ao lado da MUBI


(João Almeida) #1

https://mubi.pt/2018/10/10/a-bicicleta-no-orcamento-de-estado-2019-reuniao-da-mubi-com-os-grupos-parlamentares/


(Nuro Carvalho) #2

O trabalho da MUBi começa a ter impactos práticos na mudança das políticas!


(João Almeida) #3

O PEV diz que foi aceite.


(Pedro Sanches) #4

Recorde-se que no início de Outubro a Associação Pela Mobilidade Urbana Em Bicicleta (MUBi) tinha defendido publicamente aquilo que o PEV agora conseguiu junto do Governo, tendo dito estar em conversações com os grupos parlamentares na Assembleia da República para a inclusão deste apoio no Orçamento de Estado para o próximo ano.

https://mubi.pt/2018/10/10/a-bicicleta-no-orcamento-de-estado-2019-reuniao-da-mubi-com-os-grupos-parlamentares/


(Rui Igreja) #5

O Bloco de Esquerda tb vai propor incentivos às bicicletas eléctricas:
https://www.esquerda.net/artigo/bloco-alarga-incentivo-para-aquisicao-de-veiculos-eletricos-bicicletas/58014


Qual será o próximo?

E parece q é certa a concordância do Governo.


(João Almeida) #6

O Secretário de Estado diz que sim.


(Nuro Carvalho) #7

Mas não parece lá muito forte nessas declarações…


(Luís L Belard) #8

Isso de incentivar compra de eBikes… não me parece nada fácil distinguir, na prática, as que são adquiridas para deslocações pendulares (é esse o objectivo) e as que servirão exclusivamente para a prática desportiva.
Subsidiar estas últimas em nada beneficiará a circulação nas ruas e parece até um pouco injusto para com aqueles que andam a juntar os tostões para comprar uma bicicleta num shopping, porque precisam dela para o trabalho.
Há ebikes para uso urbano (caso das Neomouv, Órbita ou Tern, por exemplo) mas vejo a publicidade mais agressiva por parte da Lapierre, Cannondale ou Treck, que são ebikes para BTT que nalguns casos até ultrapassam 9000 euros.
Vamos esperar para ver qual o critério e a forma de incentivo que irão propor.


(Three) #9

Há pessoas que nunca vão ficar satisfeitas com nada. A prática desportiva também é algo de positivo, o que não se pode é colocar um polícia a vigiar cada cidadão!

Injusto porquê? Não percebi a relação com o shopping… mas seria curioso saber quem anda a “juntar tostões” para comprar um bicicleta para “trabalhar”


(José Miguel Ramos Modesto) #10

Epa, e-bikes para uso desportivo?
Lá porque existem e alguns comprarão… de certeza que são assim tantos para que seja tema?


(Three) #11

Não me parece, essa é uma falsa questão, mas de facto continua a existir quem pegue no carro para fazer os 500 m até ao ginásio :stuck_out_tongue:


(Nuno Fernandes) #12

Existe mercado para as e-bikes para uso desportivo sim. Assim como nas deslocações pendulares há pessoas que não podem/querem pedalar sem auxilio elétrico, quem vai passear na natureza pode querer fazê-lo sem grande esforço. Por exemplo subir um monte com auxilio e depois curtir as descidas. Embora eu não o faça não me parece assim tão descabido. As marcas classicas parecem pensar da mesma forma, tal o forte investimento neste mercado.

Eu acho que não faz sentido descriminar o fim a que a pessoa destina a bicicleta. Eu quero é o maior nº de pessoas a pedalar, seja por lazer/desporto, deslocação diária ou as duas (como é o meu caso).

É um grande falha no “mundo” das bicicletas o não conseguir-se falar em uníssono e numa frente comum.
Os commuters puxam para um lado, os bttistas para outro, os da bicicleta de estrada para outro. É muito mais aquilo que nos une que aquilo que nos separa, e quando entedermos isso seremos mais fortes como comunidade.


(Rui Igreja) #13

Concordo.
Aqui ao lado, em Espanha, por exemplo, assistimos às grandes estrelas do ciclismo de estrada a lutarem pela redução do risco rodoviário sobre os ciclistas.

Sobre os incentivos do Estado às bicicletas com assistência eléctrica, o factor que realmente interessa não é quantas são usadas para mobilidade e quantas para outros fins. O que interessa é quantas vêm substituir deslocações anteriormente feitas em automóvel.
Porque, se uma bicicleta eléctrica é usada para mobilidade, mas vem substituir deslocações anteriormente feitas a pé, em bicicleta convencional ou em transportes públicos, então não traz uma mais valia para a sociedade.
Mas estudos de vários locais mostram que essa transferência modal carro -> bicicleta eléctrica aconteceu entre 35% e 76% das bicicletas eléctricas.
E um estudo sobre um programa estatal francês de incentivo financeiro à aquisição de bicicletas eléctricas, mostrou que em 61% dos casos os beneficiários do programa substituíram antigas deslocações pendulares feitas de carro por deslocações em bicicleta eléctrica.
– MUBi, Abimota, FPC e Zero (2018), Mobilidade Eléctrica Para Todos: https://mubi.pt/wp-content/uploads/2018/11/PP-Mobilidade-Electrica-Para-Todos.pdf


(João Almeida) #14

(Luís L Belard) #15

Obrigado João pelo texto, que vem corroborar a minha opinião.
De facto o que interessa é que a bike ou ebike substitua a deslocação de carro. A questão será pois, como afirmei: “… não me parece nada fácil distinguir, na prática, as que são adquiridas para deslocações pendulares (é esse o objectivo) e as que servirão exclusivamente para a prática desportiva”.


(Miguel Baptista) #16

Alguém pergunta a quem beneficia do incentivo à compra do carro eléctrico, se o vai usar para ir trabalhar ou para passear ao fim de semana?


(João Almeida) #17

O artigo mostra que uma e-bike desportiva também pode servir para fazer deslocações pendulares.
De qualquer maneira, li algures que o Secretário de Estado está a pensar introduzir um limite no valor máximo do veículo a adquirir para o caso dos carros eléctricos, de forma a que o Estado não esteja a subsidiar a compra de carros de luxo (onde muitas vezes se incluem os desportivos).
Talvez algo semelhante se pudesse propôr para as e-bikes.


(Three) #18

e-bikes de luxo ? :rofl:


(João Almeida) #19

O PAN pelos vistos também propôs para as bicicletas sem assistência eléctrica.

https://www.wattson.pt/2018/11/24/governo-vai-dar-incentivo-para-comprar-bicicletas-eletricas/


(Rui Igreja) #20

O PAN propôs incentivo de 10% até 100 Euros para as bicicletas convencionais. Mas propôs isto tb no programa de Incentivos à Introdução ao Consumo de Veículos de Baixas Emissões.

Por um lado, este programa de introdução ao consumo, como o nome pretende indicar, destina-se a produtos com ainda pequenas quotas de mercado. E em Portugal são vendidas por ano 350 mil bicicletas convencionais. E são vendidas 3 mil eléctricas. (Dados da CONEBI referentes a 2016)

Por outro, este programa tinha um orçamento de 2.65 M€ em 2017 e em 2018, e houve indicações q será aumentado para 3 M€ em 2019.
Assumindo um incentivo médio de 50€ para cada bicicleta convencional, resultaria em 17.5 M€.
Supondo q o Governo limita o número de unidades a mil (como acontece agora para os carros e motos), a quota anual ficaria preenchida logo no primeiro dia do ano.