Post traço contínuo?


(Nuro Carvalho) #1

Em Espanha já é possível… Para quando cá no burgo?


(Ricardo Cruz) #2

Há uns anos esse foi um tópico que tentei levar a core a defender. Ficou em águas de bacalhau, com vários a defender que havia outras questões mais prementes numa proposta de alteração do CE. Não alterei a minha posição, isto é, considero absolutamente essencial permitir essa passagem do traço contínuo, como acontece com muito sucesso em Espanha.


(Nuro Carvalho) #3

Acho que até as entidades que defendem os automobilistas são capazes de apoiar esta ideia. É voltar ao tema!


(Pedro Sequeira) #4

Também acho que faz sentido, deviamos defender essa medida tal como todas as outras que achamos bem… se vamos estar a “pedir” alterações aos bocados nunca mais, e concordo com o Nuro que esta provavelmente nem levanta grandes objecções dos tipos do costume


(Rui Igreja) #5

Seria de perguntar a movimentos de ciclistas em Espanha (à ConBici, por exemplo) o q acham deste ponto da lei.
E de procurar se casos idênticos existem na lei de outros países europeus.

Mas a minha opinião é q o grande problema para a segurança dos ciclistas em Portugal no q concerne à lei não está propriamente na lei.
Está no seu desconhecimento, na falta de fiscalização, no sentimento de impunidade, na cultura de culpabilização da vítima, etc.


(Nuro Carvalho) #6

De acordo Rui…


(Luís L Belard) #7

Em abstracto, permitir que em certas vias um veículo automóvel passe sobre um traço contínuo para ultrapassar uma bicicleta em segurança, é uma questão de bom senso. Um ciclista que circula numa via de aclive acentuado, já esforçando pernas e pulmões para manter uma velocidade de 15 km/h tentando não atrapalhar o trânsito, deveria poder ser ultrapassado em segurança por carros, transportes colectivos ou camiões que o sigam, apesar (e por causa) de haver um traço contínuo ao longo de 2 ou 3 km.
Mas sinceramente não vejo como verter essa possibilidade para a legislação, de uma forma clara e objectiva.
Permiti-la, transferindo para o condutor motorizado a responsabilidade da avaliação subjectiva da situação - tal como se faz (mal) no Artº 90.º nº 2 para os ciclistas que andam a par - ou seja, se a via tem ou não ‘reduzida visibilidade’, ou se o ‘trânsito é intenso’ e etc, mais vale nem mexer no assunto! Obviamente há situações em que é impossível haver unanimidade a avaliar as condições de tráfego, porque aquilo que para uns condutores é ‘muito trânsito’, ou ‘fraca visibilidade’ ou ‘pouco espaço’, para outros não é.
A única possibilidade que vejo, seria permitir pisar o traço contínuo nos locais em que exista berma asfaltada por onde, nesses casos, os ciclistas, deveriam obrigatoriamente transitar.
Pelo menos seria um critério objectivo e com garantia de segurança.


(Nuro Carvalho) #8

basta legislar que o traço contínuo com as bicicletas é como se fosse um tracejado…


(Pedro Sanches) #9

Também não me parece bom princípio obrigar os ciclistas a transitar nas bermas quando estas existam e sejam asfaltadas. É a mesma questão da obrigatoriedade de transitar nas ciclovias. Em ambos os casos, não basta que existam. Têm de ter condições mínimas para que lá se circule e essa avaliação muitas vezes também só é feita no momento.


(Pedro Sequeira) #10

isto não existe já em espanha? é ver se as associações lá tem algum problema especifico…

se não, é copiar, isto não é um exame não faz mal

(isso de obrigar a circular na berma não me parece nada bem… se a berma for boa e larga provavelmente os ciclistas vão optar por ir lá, se for esburacada, com raizes, suja, etc, não vão, simples


(Luís L Belard) #11

Sequeira_pedro_rc. Não veja nisto quaisquer intenções pedagógicas, mas se lesse e entendesse o que eu escrevi, provavelmente não teria escrito o último parágrafo.
Cito parte do meu comentário: “A única possibilidade que vejo, seria permitir pisar o traço contínuo nos locais em que exista berma asfaltada por onde, nesses casos, os ciclistas, deveriam obrigatoriamente transitar”.


(Luís L Belard) #12

Nuro_Carvalho: o sr Carlos Barbosa, presidente do ACP, gostou imenso desse seu à parte e vai aproveitá-lo numa próxima ‘charge’ sobre o sentido de responsabilidade dos ciclistas :wink:


(Nuro Carvalho) #13

é o quê?! agora em português, sff…

É legislar para tal como em Espanha… qual é a dificuldade em compreender isto?

Segue um “boneco” para entender:

http://revista.dgt.es/es/multimedia/infografia-animada/2016/1210-adelantamiento-ciclista-linea-continua.shtml#.WoWQ6agiK70

«¿Sabe que en ciertas condiciones está permitido el adelantamiento a ciclistas atravesando una línea contínua? Se lo explicamos en esta animación.
Vea otras infografías animadas sobre adelantamientos a ciclistas en “Cómo comportarse ante un ciclista si hay poca visibilidad” y “Cómo adelantar a un ciclista si otro se aproxima de frente”. Puede encontrar más información en nuestro reportaje “Bicis: cómo adelantarlas bien”, “Tráfico y Seguridad Vial”, nº 228 (sep.-oct. 2014). »

É o mesmo princípio que o “Idaho Stop”:

Em certas circusntâncias/condições um sinal/sinalização tem um sentido e para uns e outros significam coisas diferentes…


(Luís L Belard) #14

Não fique obcecado pelo que escreveu no post inicial com referência a Espanha (e com o qual concordo), mas sim à sua ‘perola’: “basta legislar que o traço contínuo com as bicicletas é como se fosse um tracejado…”.
Claro que foi traído pela frase, mas o que se interpreta do que escreveu é que “com as bicicletas, o traço contínuo é como se fosse tracejado”.
Sei que queria referir “no caso de ultrapassagem a ciclistas…” ,mas tal como está, os motorizados vão achar uma delícia.
Bom dia. E não se aborreça que se faz velho. A vida são dois dias e o Carnaval são três.


(Pedro Sequeira) #15

li, li, mas isso era do tipo ir lá alguém meter um sinal de permissão (de pisar) e depois de obrigatoriedade de usar a berma para os ciclistas

e depois vão lá periodicamente ver o estado da berma? se está suja, se apareceram raizes, etc etc, provavelmente não

e é isso que eu dizia, não é preciso obrigar os ciclistas a usar as ciclovias… se elas estiverem bem feitas, limpas, sem obstaculos, os ciclistas vão usar, portanto a obrigação é desnecessária

se não estiverem, a obrigação é uma tret que nos tira a liberdade de escolher a melhor opção, portanto também não é grande ideia


(Nuro Carvalho) #16

…whatever!