Queimar vermelhos e as suas consequências

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Até como peão prefiro passar no vermelho quando não vêm carros.

É que se não vêm carros, sei que não vou ser atropelado.

Enquanto que a passar no verde tenho de contar que os carros que viram no cruzamento, com sinal verde para eles, que eu tenho de virar a cabeça mais de 180º para os ver, me vão ver a atravessar e parar.

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Esses estudos não foram feitos em Portugal senão verias os resultados. Extrapolar comportamentos do Norte da Europa para os países do Sul é simplesmente anedótico

A bandalheira usual. Quem o faz a pé, fá-lo quando conduz qualquer veículo e por isso temos o que se vê. Mania de criar regras privadas.

Toda a gente sabe que os automobilistas do norte da europa não respeitam as regras (ao contrário da malta do sul, e em particular dos portugueses), já nos ciclistas, curiosamente, observa-se exactamente o oposto.

Aposto que é porque a fiscalização de automobilistas em Portugal é muito mais apertada do que no norte, aliás, dá para comprovar pelo nº e valor das coimas (agora n sei do link, mas era hilariante a comparação xD

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Por mais que prefiras que eu morra do que infringir a lei, eu prefiro o oposto.

Ainda no outro dia ia a pé na Av. Almirante Reis e reparei na velocidade em que os carros circulam.

Eu não tenho como saber, mas custa-me a crer que não fossem a pelo menos 60 ou 70 km/h.

Edit: OK, fui fazer umas contas, a 50 km/h demora-se 1 segundo por cada 13 metros percorridos.

Os carros deveriam demorar pelo menos 2 segundos a percorrer esta distância, portanto desconfio que iam BEM acima dos 50 km/h.

Não existem radares nas avenidas… claramente circulam a muito mais de 50 Km/h

“Entre 06 e 12 de maio, a Polícia de Segurança Pública realizou uma operação… tendo fiscalizado 11.907 viaturas.
…foram registadas 367 infrações por uso indevido do telemóvel… 32 detenções por condução sob influência do álcool, 15 detidos por falta de habilitação legal para conduzir e 635 contraordenações por excesso de velocidade”.
Ou seja, detectaram mais de 5% dos fiscalizados em excesso de velocidade. Como nestas (e em muitas outras) coisas não podemos evocar convicções nem basear opiniões no “acho que”, o que nos fazia falta para comparações entre os diversos países, seria conhecer a percentagem de veículos fiscalizados face aos existentes; só assim poderíamos afirmar se em Portugal há ou não uma fiscalização efectiva. O que os números mostram (e já os referi noutros tópicos do Fórum) é que o excesso de velocidade e as suas consequências (embates, atropelamentos, mortes) ocorre maioritariamente nas cidades. É aí que cada vez mais se sente a falta de meios automáticos de detecção de infracções e onde, por sinal, é mais fácil a sua instalação.

A Holanda, tantas vezes mencionada aqui no Fórum por boas razões, talvez não seja tão exemplar quanto pode parecer. Para além das disputas nas ciclovias que podem ser testemunhadas por quem lá vive (ou por aqueles que por lá passam de vez em quando, como é o meu caso), com abusos, reclamações e empurrões entre os aceleras que vão de speed, híbrida ou gravel e acham que o resto do pessoal tem de ir em ritmo de corrida ou sair da frente, andam também muitos automobilizados em excesso de velocidade.
Em Helmond, a uns 130 km ao sul de Amesterdão, foram instalados em 2017 dois radares numa das principais vias, verificando-se que 64% dos carros passavam acima do limite de velocidade!
É uma cidade com cerca de 90 mil habitantes, mas com uma das maiores taxas de mortes causadas por veículos automóveis da Holanda: 150 entre 2011 e 2016.

Para não adensar mais este tópico, podem ver o vídeo que coloquei em “Desproporção e injustiça”, do Aónio.
Claro que o que interessa (e vale mesmo a pena) é ouvir o debate…

João Almeida: ontem citei este vídeo do The Guardian num tópico do Aónio “Desproporção e injustiça”, como se fosse uma novidade. Peço-lhe desculpa, mas a verdade é que passei por este seu post sem ter aberto os vídeos…

Em Paris, há sinais assim, que autorizam a passagem às bicicletas no vermelho, mas poríbem-na ao tráfego motorizado.

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Problema resolvido de forma pragmática e simples!

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Continuando com o cenário de Código da Estrada para Ciclistas em França…

E já agora existem lá também existem os sinais:

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