Radares e Fiscalização

Este tema não tem muito a ver com o uso da bicicleta, mas com trânsito, transportes e a fiscalização rodoviária no seu todo…

Muitos são aqueles que, como eu, advogam que a fiscalização deveria ser mais apertada a par com outras medidas de acalmia de trânsito, dentro e fora das localidades.

Ora aqui há uns tempos descobri que existem no facebook, essa grande rede social, grupos que permitem informar e ser informado sobre Radares e Operações Stop.

https://www.facebook.com/groups/gpopstoplisboa/
https://www.facebook.com/groups/355633234609507/

Algumas das informações são efetivamente úteis pois indicam acidentes e demoras no trânsito, e para quem se descola de veículos motorizados pode ser a diferença entre ficar nas filas ou ir mais tarde ou escolher outros trajetos.
Agora que tenho andado mais de carro uso esta aplicação:
https://www.waze.com/pt-PT/

Deixo à vossa análise a psicologia e forma de estar no trânsito de muitos dos que usam estes grupos… enfim…

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A própria PSP costuma divulgar as datas e locais de operações stop.

certo, mas não é bem a mesma coisa…

Não sei se percebi bem o que querias dizer com a tua primeira mensagem. O que eu queria dizer é que as autoridades informam a população onde e quando vão acontecer as operações stop e se as autoridades fazem isto estão de certa forma a legitimar que todos o façam.

Sim, as autoridades publicitam algumas das Operações Stops, não creio que todas.
E não dizem os carros que andam em patrulha e onde…

Mas o que me faz comichão são alguns dos comentários, tal como li algures:
“Porcos a sacar prendinhas de natal na rotunda tal e tal”
“Estes porcos não sabem fazer mais nada.”
“Quase que era apanhado, mas safei-me”

E depois há videos e fotos que a malta tira a conduzir em total desrespeito e falta de segurança.

Mas pronto, devo ser só eu que acho estas atitudes “esquisitas”…

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Eu não acho normal estes comentários… Mas deve ser um esquisitice minha.

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Na Holanda avisam cada hora ou meia hora aonde há “flitscontroles”=radar/fotos. Há tanto que pouca gente ultrapassa os 140 na autoestrada. Nas cidades grande parte dos semáforos têm um tal sistema. Para controlar a velocidade e se passas o vermelho. Assim os condutores também não abrandam para conseguir passar o amarelo. Ou pelo menos MUITO menos duque cá. Já cá vi muitas vezes um carro a abrandar dessa maneira a passar o vermelho no momento que fica verde para os peões. Penso que se um for atropelado ainda vão dizer que foi um “acidente”.
Não sempre gosto das ações da Polícia. Mas desde que vivo cá e comparo o trânsito com a Holanda, vejo porquê regras e enforcement as vezes são mesmo precisas.

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Radares e multas:

https://static.publico.pt/infografia/2016/portugal/novos_radares2.svg

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Vim aqui parar por causa da 1º noticia do Tiago,

Parece que já perceberam que avisar a 100% onde estão os radares não é uma boa prática, basicamente esta alteração de politica permite limitar a velocidade em 50 sítios, com apenas 30 radares, +67% do que no método anterior.

Mas porquê avisar de todo? Ou se querem avisar, porque acham que isso faz com que nesses sítios se cumpra realmente, então arranjem mais zonas! 50 para o país todo é ridiculo.

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Venham eles!

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Nem todas as operações stop visam o controle de trânsito ou infrações ao CE. Mas nãoo existe muito a fazer a estas novas tecnologias que permitem que os utilizadores possam trocar informações entre si. Permitem que se faço um transporte de mercadoria ilicita de faro a bragança sem ser incomodado.

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O problema das multas é que a vox populi acha, e em parte com razão, que as multas apenas servem para “sacar”, tal é a discricionariedade da sua aplicação, e o facto de, segundo creio, servirem para o fundo de pensões dos polícias (ou algo similar).

Eu defendo que as multas não deveriam ser pecuniárias, ou seja, em dinheiro. O pessoal encara as multas como um “azar” e não como algo dissuasório. As multas deveriam ser apenas acumuladas na carta por pontos, e ao fim de três, perdia a carta por um mês. Ou algo similar. E não o regabofe da carta por pontos atual, que até se pode matar três peões ao volante, e que nada de relevante acontece.

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Não sou da mesma opinião, @Aonio_Lourenco. As multas até deveriam ser mais pesadas (uma percentagem do valor auferido), e todo o valor delas seriam revertidas para o Fundo de Garantia Automóvel, para investimento em radares novos, em anúncios contra a sinistralidade em horário nobre e nos outdoors, em ciclovias (pois que fica sem carta pode, a qualquer momento, tornar-se um ciclista).

O que se lê nas redes sociais é um quadro pintado pela rebeldia, a falta de respeito pela autoridade e ignorância das consequências da velocidade.

Quanto ao sistema de pontos, até acho o conceito interessante. Já existem dados de quantos condutores ficaram sem carta desde que entrou este sistema?

Confesso que não sei, mas presumo que haja muito pouca penalização. Mas uma pesquisa rude no Google deu nisto:

Por isso, podes ver que tem sido de facto o regabofe geral, aliás, como era expectável. Eu preferia muito mais que tivessem ficado sem carta aí uns 1000 condutores - não porque quero penalizar alguém, mas porque todos sabemos que infrações rodoviárias graves “são o prato do dia” - e que as multas revertessem zero para o estado. Como digo, a vox populi não encara a multa como forma de consciencialização rodoviária, encaram-na como mais uma taxa ou imposto. E isso não é de todo o propósito de uma coima, visto que o propósito principal de uma coima, no meu endenter, deveria ser a pedagogia e a consciencialização do condutor.

Pelos vistos foram 59 em 2 anos:

Uma verdadeira gota no oceano de infrações:

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Estes numeros(reduzidos), são impressionantes…

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E atenção que ficar com zero pontos não implica ficar sem carta, porque os processos podem ser impugnados, o que cria atrasos infindáveis nos tribunais. Enquanto isso, eles conduzem normalmente!

Todos as pessoas que conheço que supostamente ficaram sem carta… nunca ficaram sem ela. Nunca deixaram realmente de poder conduzir.
Duas, enviaram a carta a pedir que pagassem a multa em prestações. A resposta nunca chegou, a multa prescreveu, e não se deixa de conduzir enquanto se espera pelo fim do processo (que não terminou, prescreveu! lool), o outro, reivindicou em tribunal que precisava do carro para trabalhar… e tudo bem.

É fácil.

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Esta para mim é de génio. Se for cozinheiro posso matar à facada? Preciso da faca para trabalhar.

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