World statistics of Car Costs


(José Miguel Ramos Modesto) #63

Rentabilizar propriedade privada na mesma frase que marxismo?

Porra, e quando pensava que já não podia ser surpreendido desse lado…


(Aónio Eliphis) #64

Que é apenas tua!


(João Almeida) #65

Lá consegui mudar a votação do PAN.

https://www.dinheirovivo.pt/economia/aprovadas-resolucoes-do-psd-e-pcp-para-baixar-imposto-sobre-produtos-petroliferos/


(José Miguel Ramos Modesto) #66

@jmpa o problema é que votar contra o ISP é fácil… toda a sociedade (civil) faz pressão nesse sentido. Neste aspecto, o PAN seguiu pela via do que é fácil quando devia primar pela diferença. Agora, mais longe dos olhares atentos das pessoas, já é mais fácil seguir pelo outro lado.
O PAN tem-se revelado exímio na defesa dos direitos dos animais, mas por vezes de conduta duvidosa no que a ambiente diz respeito.
Relembro que o PAN quando surgiu, era PPA (Partido Pelos Animais) o que conjugado com estas acções fazem duvidar se a alteração de nome não é somente cosmética. Acho que o PAN pode ter arriscado alguns votos do seu potencial eleitorado nesta acção.


(João Almeida) #67

@ZeM tens andado desatento:

Mas sim, o PAN precisa de fazer muito mais pela mobilidade sustentável. O PAN ou qualquer outro partido, se bem que me parece que o PS tem estado melhor nesta matéria.


(João Almeida) #68

(Aónio Eliphis) #69

Mas isso sempre avança? Ouvi dizer que havia uma norma na constituição que impedia essas medidas, pois implica perda de receita fiscal. Sou contra a parasitagem do funcionalismo público, mas entre devolver os 600 milhões aos professores e devolver o ISP aos automobilistas, nem pensaria duas vezes.


(João Almeida) #70

Está em discussão, mas devido à lei travão, parece-me que só poderá mesmo avançar para o ano no Orçamento de Estado de 2019. Vai ser muito difícil evitar que aconteça. A não ser que o BE e PCP recuem.

http://www.canal.parlamento.pt/?cid=3100&title=audicao-com-o-secretario-de-estado-dos-assuntos-fiscais


(Aónio Eliphis) #71

Estou para ver onde vão buscar 474 milhões de euros: €474/€193.121*100%=0.24% do PIB. O Centeno terá de voltar às contas!

Falta agora a Xistas, de acordo com a norma travão da Constituição, dizer onde vai buscar os ditos 474 milhões de euros. Atenção que a Xistas, que preside ao “partido dos contribuintes” não necessita de “roubar” doutro lado, pode simplesmente dizer que vai cortar algures nos salários ou benefícios de algum outro sector que recebe do estado. Falta dizer quais!

A demagogia em Portugal é como o eixo das abcissas num referencial cartesiano: vai de -infinito a + infinito, da extrema esquerda à extrema direita!


(João Almeida) #72

“O Parlamento prepara-se para votar na actual sessão legislativa, que termina no dia 18 de Julho, o projecto de lei do CDS, que prevê a eliminação do adicional ao Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), mas o PSD dificilmente viabilizará o diploma, apresentando propostas próprias compagináveis com a orientação definida por Rui Rio.”


(Three) #73

Como é hábito os combustíveis são o saco azul que financia as mordomias do funcionalismo público…independentemente de serem usados para transportar pão ou em passeios de iates privados


(João Almeida) #74

Peço desculpa pelo off-topic, mas isto tem influência directa na mobilidade urbana.

«“WINDFALL GAINS”

A propósito do proveito que o mercado imobiliário lisboeta tem trazido a quem nele aposta, gostaria de partilhar convosco as seguintes ideias.

As “fortunas trazidas pelo vento” são um tópico discutido há décadas no planeamento urbanístico português. Tratam-se de aumentos muito significativos do valor do património imobiliário de um particular causados por alterações súbitas do seu contexto. Por exemplo:

—Quando os planos de ordenamento do território reclassificam um solo rústico, transformando-o em urbanizável, e desse modo multiplicam instantaneamente o seu valor de mercado;

—Quando uma obra pública (uma ponte, uma faculdade, um parque, &c) construída nas proximidades do imóvel o torna muito mais apetecível para o comércio ou a habitação, encarecendo-o;

—Quando uma ou mais normas são alteradas de modo a permitir variações súbitas dos preços de mercado (normas de arrendamento e de licenciamento de actividades, normas tributárias, &c);

—Quando o governador do Banco Central Europeu aumenta a massa monetária em circulação e diminui as taxas de juro de referência, inundando os mercados de crédito barato e por essa via aumenta o valor financeiro do imobiliário.

Qualquer uma estas alterações de contexto pode permitir a uma pessoa ganhar uma fortuna trazida pelo vento, sem que para a merecer tenha produzido qualquer forma de riqueza. Basta saber quando comprar e quando vender. A isto podemos chamar especulação.

Os “windfall gains” podem até mesmo ser obtidos independentemente de quaisquer benfeitorias: o prédio valoriza-se de modo automático mesmo sem que a sua estrutura física se tenha alterado — pois o valor depende sobretudo do preço do dinheiro e da localização do solo, não da qualidade do edifício. Se o proprietário entretanto o reabilitar, poderá acrescentar um pouco à sua valorização, mas o grosso dos ganhos provém de fenómenos alheios à sua iniciativa. Os lucros das obras não têm a mesma natureza económica das mais-valias por especulação, embora se lhes somem. Por isso, quanto mais especializado for um especulador menos gasta em obras: toda a lógica do seu negócio consiste em comprar no momento certo e vender no momento certo. O especulador mais puro prefere ser um “short-seller”, um vendedor a curto prazo, que encaixa o mais depressa possível as mais-valias.

As “fortunas trazidas pelo vento” são formas subtis de enriquecimento sem causa produtiva. São na sua maioria legais. Permitem enriquecer sem trabalho nem risco. Sucede que essas fortunas permitem comprar os bens e os serviços que terceiros produzem com trabalho e risco… Em última análise, são formas de extrair riqueza da sociedade sem oferecer nada em troca.»

«A política de urbanismo e de habitação deve se neutralizar o mais possível tanto mais-valias como menos-valias. Isso implicaria, por exemplo, que os proprietários de um imóvel desvalorizado por um plano de ordenamento ou por uma obra pública deveria ser compensado com reduções do IMI e outras compensações, enquanto que os proprietários beneficiados por esses instrumentos deveriam ser aumentados na sua tributação. Isso implicaria também que tivéssemos uma política de habitação com um grande número de alojamento a rendas controladas, de preferência de propriedade ou de gestão pública (como na Holanda, onde consoante os municípios até 30% dos fogos são geridos pelas autarquias), de modo a tamponizar os picos de especulação.

Sucede que nada disto é assim em Portugal. A maioria das mais-valias são inteiramente encaixadas pelos particulares; e como se viu nos últimos anos as menos-valias resultantes das fases recessivas do ciclo imobiliário terminam os seus dias como imparidades bancárias suportadas pelo erário público.»

«Supõe que tens um solo rústico que, graças à revisão do Plano Director Municipal, passa a ser solo urbanizável. Em concelhos periurbanos isso significaria, num exemplo plausível, que o seu valor subiria de 3.000 € para 2.000.000 € por hectare. Tu não venderias esse terreno: irias a um banco e pedirias um empréstimo dando o imóvel como garantia; dito de outro modo, hipotecarias o terreno do futuro loteamento. Com esse dinheiro compravas casas no centro e, sabendo que enquanto as taxas de juro estivessem a descer o preço dos imóveis estaria a subir, e portanto especularias com esse dinheiro emprestado. (Entretanto manterias as casas vazias, para não teres problemas com inquilinos).

Um certo dia eras surpreendido por subidas inesperadas das taxas de juro. As tuas casas começavam a desvalorizar. Tentavas vendê-las para pagar a hipoteca do terreno ao banco, mas como o BCE cortou o financiamento deixou de haver compradores. Entras primeiro em incumprimento da hipoteca, depois em insolvência. O banco executa a garantia e recebe o terreno — só que já ninguém o compra a esse preço, já só tem préstimo como solo agrícola. 2.000.000 € em valor fundiário esfumaram-se no ar; o banco agora tornou-se proprietário de um terreno que vale muito menos do que pagou por ele. São as imparidades. Quando as imparidades são muito elevadas, o banco ameaça falência, e pede resgate ao Estado. O Estado fá-lo, e para suportar as despesas aumenta os impostos, corta nas prestações sociais, e vende activos públicos ao desbarato…»

«é possível criar políticas de habitação que impeçam esse “excesso de volatilidade”, o qual pode ser nefasto para todos (e especialmente para as classes mais desfavorecidas. Isso implica usar vários instrumentos de planeamento urbanístico, de regulação financeira, e de articulação entre urbanismo, fiscalidade e moeda. Mas, acima de tudo, essa volatilidade pode ser domada para níveis sensatos se houver uma política de habitação onde haja grande oferta de fogos para arrendamento social, públicos em ou co-gestão público-privada. Nos Países Baixos, por exemplo, a administração pública gere quase trinta por cento dos fogos existentes, e o facto de eles representarem uma percentagem tão elevada fá-los “tamponizar” os picos de valorização e de desvalorização.

É possível encontrar soluções para estes problemas numa economia mista de mercado, sem se renegar o direito à propriedade privada. »

Na Holanda…
«Há umas “agências municipais de arrendamento”, por assim dizer, que em cada município gerem entre 20 a 30 % do parque habitacional de modo a estabilizar os preços e manter oferta para todos os segmentos da procura. Os prédios vazios pagam por ano um imposto equivalente a 32% da renda anual óptima que se estima possível auferir, de modo que é caríssimo manter imóveis devolutos.»

Do autor de: http://www.forumdascidades.pt/sites/default/files/lds_estudos-2011_pbingre_politica-solos-e-sistema-economico_0.pdf


(João Almeida) #75

“Só em 2017, através da manipulação do consumo dos veículos, os portugueses terão gastado mais 264 milhões de euros em combustível extra. Valores constam de um estudo europeu.”


(João Almeida) #76

(Three) #77

Acho piada a estas conclusões fruto da caça às bruxas.

A indústria automóvel apresenta consumos obtidos segundo um percurso/teste normalizado que está claramente indicado nos folhetos técnicos, (quem manda ignorar os asteriscos). Depois tens condutores que aceleram como umas bestas para depois se queixarem que os carros gastam muito!!! E então na indústria dos motociclos nem apresentam consumos, (excepto em algumas versões recentes de scooters).

No final surgem estas pérolas jornalísticas convictos de que descobriram a roda…mas o pior é que a carneirada acéfala acredita em tudo!


(José Miguel Ramos Modesto) #78

Ohh Three… é claro que comem tudo.
Então andam a dizer que o portuga foi enganado (vejam bem!) pelas grandes marcas e que os seus corpulentos e maçudos automóveis gastam muito e deviam gastar pouco para andarem mais à la gardé, é claro que o zé povinho assina por baixo!


(João Almeida) #79

Não percebes nada disto @Three. A malta enganada foi toda trocar de carro este mês.


(Three) #80

Isto foi apenas um aproveitamento das marcas…


(PN) #81

@Three, já há algum tempo que os motociclos no geral apresentam os consumos, muito devido a, finalmente, haver quem procure reduzir despesas nas deslocações e procure esses números, os fabricantes acabaram por fazer a vontade.
Completamente de acordo com a questão do “acelerar que nem umas bestas”, não se percebe a pressa de chegar ao sinal vermelho seguinte :smile: pessoalmente, continuo a achar que, pelo exemplo da viatura com 15 anos que vou sustentando, os consumos não são tão diferentes como pintam (lab vs real), mas isto digo eu que faço, geralmente, abaixo do anunciado pelo fabricante.


(João Almeida) #82

Acho que a despesa com limpezas no autocustos está subestimada.