World statistics of Car Costs


(Aónio Eliphis) #103

O que a “iniciativa liberal” se esquece de perguntar, é depois quem é que paga as estradas?


(João Almeida) #104

(João Almeida) #105

Já que falei sobre este assunto neste tópico.

“The best transportation plan is a good land use plan”
Portland discovered the same phenomenon when trying to achieve a goal of 25% of trips happening by bike. Great goal! But, BikePortland explains:

  • The obstacle to advancing our city to 25 percent of trips by bike by 2030 wasn’t actually the biking, city staff said. It was real estate.
  • “Even in 2035, there are too few jobs too far from housing,” senior transportation planner Peter Hurley had told the city planning commission June 13.
  • In other words: Portland wants to officially concede that its recently approved comprehensive plan didn’t legalize enough density for Portland to join the ranks of the world’s best cities for biking.

Com o aumento das populações aumentam também as cidades, e com elas a necessidade de re-estruturação das redes de estradas, saneamento, electricidade e transportes públicos. No Brasil, a falta de habitação acessível no centro da cidade obriga muitos cariocas a residir em favelas onde falta saneamento básico. Nos Estados Unidos o mesmo problema “empurra” a população para áreas suburbanas, obrigando a longas viagens diárias que afetam negativamente a saúde de quem as faz.
Como evitar que o crescimento das cidades modernas se reflita negativamente na saúde das populações?
A UN Habitat – criada pelas Nações Unidas em 1978 para estudar os problemas relacionados com o crescimento urbano – dá-nos algumas ideias: planear a expansão urbana a longo prazo, optando por criar zonas populacionalmente “densas” dentro do espaço da cidade em detrimento da expansão dos seus limites, que afastam as populações do centro (“sprawling”); criar e melhorar as redes de transportes que permitam o acesso rápido, fácil e barato de pessoas e mercadorias aos diferentes pontos da cidade (transportes coletivos ou individuais, desde que tenham uma pequena pegada ecológica); investir na reabilitação de espaços verdes para a prática de exercício físico e convívio dentro das comunidades (não esquecer o papel determinante das interações sociais na saúde mental).
Do mesmo modo a Healthy Cities Network, órgão da Organização Mundial de Saúde para a promoção da saúde nas cidades, defende a importância de dar prioridade a decisões políticas que favoreçam o bem-estar dos cidadãos, promovendo a colaboração entre os municípios, líderes políticos e membros da comunidade como atores da promoção da saúde.


(João Almeida) #106

As vendas de ligeiros de passageiros a gasóleo em Portugal ganharam peso no terceiro trimestre, representando 54,6% das vendas. Nos primeiros nove meses do ano, o diesel vale 53,6% do mercado português. Na UE, a tendência é a oposta, com o gasóleo a ter um peso de apenas 36,1%.


(Pedro Sanches) #107

image

Retirado daqui:

http://am-lisboa.pt/documentos/1540903852J6aDK7hi0Qo06GH3.pdf?fbclid=IwAR0H-s4KBLLL_YA8N021ILQ1tpRIknUidJeU-k3biWpxhLQWV7OZmXNknqQ


(Aónio Eliphis) #108

Este gráfico de Roterdão é muito elucidativo


(João Almeida) #110

Não temos qualquer hipótese de evitar o colapso climático.

O Governo decretou um aumento dos impostos dos combustíveis de 7,6 cêntimos por litro para o ‘diesel’ e de 3,9 cêntimos para a gasolina e, a partir de janeiro, serão aplicadas taxas adicionais a estes produtos de 6 e de 3 cêntimos, respetivamente.
Os “coletes amarelos” têm o apoio de 74% da população francesa, segundo uma sondagem publicada na passada sexta-feira.


(Nuro Carvalho) #111

Uma tristeza… :frowning:


(Three) #112

O “coletes amarelos” são motoristas de transportadoras, queres criar camiões a pedal ? Aumentar preços de combustíveis é totalmente autista quando não se criam alternativas. Não me parece que os TPs andem vazios, muito pelo contrário. Também no domínio das mercadorias não me parece que tenham criado vias alternativas como ferrovias de carga. Depois argumentam que podem ir a pé ao supermercado a pé…pois é, mas os produtos têm que lá chegar de alguma forma…

Às vezes certos comentários caem no ridículo…


(Pedro Sanches) #113

Os protestos dos “coletes amarelos”, numa referência aos coletes amarelos que todos os automobilistas devem ter nos automóveis para se tornarem visíveis, mobilizaram centenas de milhares de pessoas em todo o país.

Os “coletes amarelos” são um movimento cívico à margem de partidos e sindicatos criado espontaneamente nas redes sociais e alimentado pelo descontentamento da classe média-baixa.


(José Miguel Ramos Modesto) #114

Pah, combustível é daquelas coisas em que, se é preciso carregar nalguma coisa, que carreguem nisso…
O argumento é o alívio da carga fiscal sobre o trabalho. Bolas, preferem assim tanto levar menos aéreos para casa só para gastar menos uns cêntimos por cada vez que optam pegar no carro? Epa que autismo…


(Three) #115

Bocas de quem vive em locais privilegiados, os outros que se lixem! Mania de olhar apenas para o umbigo!

Autismo é não perceber que não foram criadas alternativas credíveis.

Classe média baixa? De certeza ?


(João Almeida) #116

Más notícias.

Camionistas portugueses admitem seguir exemplo de protestos em França
O presidente da Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) admitiu, em declarações à TSF, que seguir o exemplo dos protestos dos coletes amarelos em França é uma das opções em cima da mesa. “Dependendo das respostas [da reunião], temos muitos empresários revoltados que querem fazer algumas manifestações para o bem do setor”, disse Márcio Lopes, acrescentando que “provavelmente será este o princípio de que algo vai acontecer”.

“Da maneira com os empresários estão revoltados, não é fácil conseguir fazer com que as coisas ganhem caminhos normais”, alertou ainda o presidente da ANTP.

Boas notícias.

A influenciar positivamente este aumento de quota dos VE está a queda das vendas do mercado global de automóveis ligeiros de passageiros (-14%).


(José Miguel Ramos Modesto) #117

Lutemos por essas alternativas em vez de por estas superficialidades… é aqui que está o autismo. Andamos a matar 600 pessoas ao ano, outros milhares prematuramente por causa de problemas de saúde associados ao sedentarismo e à poluição, e rebentamos com o planeta todo porque, porque… achamos que temos de andar de carro para todo o lado, e ainda lutamos para que o Estado crie condições para tal!

Claro… autismo… isso é bom é para os outros. A velha máxima. Quem não tem carro ou não tem posses para comprar um, fica onde no meio desta história toda? Pois… com esses podemos nós bem, não é verdade?
Transportes públicos? Os outros que se manifestem por eles… a gente quer é ouro negro.


(Aónio Eliphis) #118

Lapidar!!!

IRS: 12.230,1 milhões de euros

ISP+ISV+IUC: 3643 + 802,9 + 394,5 milhões de euros = 4804,4 milhões de euros (dados fresquinhos para o OE 2019)

O estado saca o triplo em fiscalidade sobre o trabalho do que o faz sobre os proprietários de carros!


(Aónio Eliphis) #119

Atenção em qualquer caso que a França tem um problema sério de fiscalidade. De acordo com o eurostat já ultrapassou a Dinamarca em termos de carga fiscal em % do PIB, estando em #1 na Europa. O que safa os franceses é que apesar de tudo são muito produtivos, porque o estado em França “come bem”. Também é verdade que têm um estado social muito presente e interventivo.


(José Miguel Ramos Modesto) #120

E assim por alto, até existem mais veículos motorizados em Portugal do que trabalhadores lool.


(Three) #121

A forma de sobrevivência de muitas famílias não é um superficialidade!

Andamos? Diga-se antes que se matam sozinhos, e não tem a ver com o facto de existirem automóveis mas tão somente com a forma deficiente como os usam

…porque os asiáticos e americanos que são muito mais que os europeus, estão-se completamente nas tintas para o planeta e conseguem abafar por completo qualquer esforço europeu por mais titânico que seja

Os corta relvas também contam ?


(José Miguel Ramos Modesto) #122

Sobrevivência? Porque raio lutam para que o governo mantenha os combustíveis baixos, sem sequer reflectir as externalidades negativas que geram, em vez de lutarem por transportes públicos?

Desculpa lá, não é por noutras regiões do Mundo a preocupação estar muito aquém do que deviam, que nós nos devíamos abster do que é correcto.

População activa em 2017 (ainda inclui desempregados): 5.219.400
Veículos ligeiros + motociclos em 2016 (ainda faltam os ciclomotores, e em 2017 concerteza o número seria maior): 5.400.000

Fontes: https://www.pordata.pt/Portugal/Popula%C3%A7%C3%A3o+activa+total+e+por+sexo-28 e https://www.pordata.pt/Europa/Ve%C3%ADculos+registados+por+tipo+de+ve%C3%ADculo-3070

Eu sei, é surpreendente. Mas é o que temos.


(Nuro Carvalho) #123

@ZeM, não queres gastar a tua energia e foco em algo mais produtivo que estas conversas intermináveis que não servem de muito… precisamos de mãozinhas na MUBi… :slight_smile: