World statistics of Car Costs


(Alexandre Climber) #166

Primeiro não desprezei o interior. Segundo fiz uma constatação de como as coisas funcionam.

Quando te sentes apertado, partes para insinuações infundadas, lol… Mas se ficas feliz com isso… Continua assim, e acabarás a falar sozinho, a viver sozinho, dentro do teu popo “sagrado”.


(Three) #167

Constatação pontual e erradamente generalizada.
Portanto “um taxi de vez em quando e uma carreira por dia chega para essa gente”, é a tua perspectiva. O que ignoras é dezenas de povoados a 30-40 km de Lisboa possuem esse tipo de acessibilidade e tu queres retirar-lhe o único meio de locomoção inventando mais impostos sobre o sector automóvel e básicamente discriminando-os relativamente aos que têm acesso a transportes públicos urbanos.

Infundadas são a tuas propostas segregacionistas e radicais!


(Alexandre Climber) #168

Portanto,resumes o interior de portugal aos arredores de lisboa? É isso? Consegues ver algo mais para além do teu quintal?

Jaá agora, podes me indicar quais foram minha propostas segregacionistas e radicais?


(José Miguel Ramos Modesto) #169

A sério que tu pensavas que esse liberalismo, é o mesmo que o outro que é tantas vezes referido e criticado nos dias de hoje? Oh meus senhores…


(José Miguel Ramos Modesto) #170

E investir em transportes públicos, não?


(Three) #171

Tal como voltou a acontecer na primeira república, não existe qualquer diferença. Só os iludidos acham que existe diferença!


(José Miguel Ramos Modesto) #172

Uma coisa é o conceito de liberalismo que surgiu aquando a conquista de novas liberdades individuais e sociais no antigo regime. Outra coisa é o liberalismo que assenta no princípio da “mão invisível” de Adam Smith e que estipula a auto-regulação dos mercados, por inerência do racionalismo dos agentes económicos. São coisas completamente distintas. É por isso que o que se lhe opunha era o absolutismo… e não nenhuma forma particular de organização económica. Era antes de tudo a estrutura das instituições políticas e, e depois a organização do Estado que estava em causa. É por isso que uns proclamavam constituições, enquanto outros outorgavam cartas constitucionais.
A maior carga fiscal que esse movimento trouxe eventualmente terá a ver com o melhoramento e investimento em serviços públicos que ocorreu, assim como uma estrutura social do Estado mais apontada às populações. É liberalismo político (e eventualmente até social), que pouco tem a ver com liberalismo económico! Isso são outras andanças…


(Three) #173

São conceitos que estão relacionados, não tentes separas as coisas !

Algo que foi literalmente nulo e inexistente!


(Aónio Eliphis) #174

Podes ser mais específico? A que te referes exatamente? Assim, de repente a única tarefa do estado que garante efetivamente a propriedade privada de imóveis (falamos de imóveis), são as forças de segurança para que ninguém nos assalte a casa. Mas o IMI não vai para as polícias, vai diretamente para os municípios.

Caso decidas comprar um terreno e edificar uma casa, por exemplo, o estado não te garante nada. Terás de comprar o terreno, pagar aos construtores, terás de pagar todas e demais taxas para que te façam a ligação elétrica ou de esgotos, ou telecomunicações, e quando começas a habitar a casa, começas a pagar todo o tipo de taxas para que tenhas os serviços habitacionais.

Como digo, as únicas entidades públicas que de facto te garantem a propriedade privada, são as polícias. Caso contrário, é voltarmos ao Paleolítico, onde de facto não havia propriedade privada, toda a propriedade era alcançada apenas pela força e não pelo direito e pela lei.


(João Almeida) #175

Posso, mas requer uma resposta longa. Amanhã a ver se consigo.


(João Almeida) #176

Não são só as polícias. São as polícias e restantes forças armadas, são os tribunais, são as conservatórias, são as finanças, são os serviços de protecção civil, são os bombeiros, são os guardas florestais, etc. É verdade que existem outras fontes de receitas e outras valências destes serviços, mas os proprietários devem dar a sua contribuição para esta despesa pública, em especial nos casos em que não se trata de primeira habitação.

Para além desta função fundamental do IMI, e sobre a qual me parece que nenhuma ideologia política que defenda o direito à propriedade privada poderá discordar, este imposto é um excelente mecanismo para regular a política de uso dos solos, do urbanismo e do mercado imobiliário.

Um exemplo concreto:

  • Investimentos públicos. São inúmeras as circunstâncias em que a realização de obras públicas na proximidade de um prédio produzem alterações no seu valor. Uma nova estrada, estação de metropolitano, escola, esquadra; ou um centro de saúde, jardim público ou polidesportivo podem, no intervalo de poucos anos, alçar o preço dos imóveis vizinhos mesmo sem que o seu proprietário haja realizado qualquer bem-feitoria nos prédios que possui, oferecendo ao titular uma mais-valia. Uma vez que este aumento da riqueza patrimonial do beneficiário se sustenta directamente no investimento público, será justo demandar-lhe um maior esforço contributivo para a cobertura do orçamento dessas obras. Outrossim, o titular do imóvel poderá sofrer menos-valias sempre que se dê construção de uma infra-estrutura que reduza o valor (hedónico ou de uso) de um prédio, como é o caso de vias rápidas de atravessamento, aterros sanitários, etc; neste caso será justo um ressarcimento pela perda patrimonial. Tal poderá ser realizado por meio de contribuições especiais e de agravamento (ou desagravamento, no segundo caso) do Imposto Municipal sobre Imóveis, figuras da maior importância no contexto da Política de Solos.

http://www.dgterritorio.gov.pt/static/repository/2013-12/2013-12-04152450_54ab20bb-0b19-4b78-b3b7-038c54e07421$$8DFEBCB8-39BF-4D6B-9005-B78E0D8DC9F4$$1A72522C-9B14-4026-B08F-9F46FF63C135$$File$$pt$$1.pdf

Há muitas outras funções, umas mais dependentes da ideologia que outras, mas basicamente lê o que diz quem estuda o assunto em Portugal:

https://pt.mondediplo.com/spip.php?article1197

E depois vê o resultado que dá uma fraca regulação da política de solos e do mercado imobiliário e da fraca taxação associada:


(Aónio Eliphis) #177

Admitindo que são essas entidades todas (algumas concordo, outras nem por isso, não vejo como as finanças garantem a propriedade privada), o IMI é um imposto municipal. O IMI vai diretamente para os municípios, e todas essas entidades recebem receitas do Orçamento de Estado e da administração central, de outros impostos (IRS, IVA, IRC, etc.)

Em relação ao valor patrimonial e às casas vazias, eu nunca defendi abolição de IMI na generalidade, mas apenas para habitação própria e permanente. Por isso, o argumento do valor patrimonial não colhe, porque ninguém vende a casa onde habita para ir morar na rua. Logo, quem sempre habitar na mesma casa, em nada ganha com o aumento do valor de mercado da casa, considerando que esse ganho apenas se materializa no ato da venda. Também não colhe o argumento das casas vazias, porque apenas defendo isenção de IMI para habitação própria e permanente. Digo mesmo que o IMI para habitação própria e permanente é um roubo por parte do estado, considerando ademais que o direito à habitação está consagrado na constituição.

Sabes para onde vai o IMI? Vai para os municípios se encheram de parques de estacionamento, viadutos, vias rápidas, rotundas, etc. Ah pois é, onde é que achas que os municípios vão buscar tanta receita para tanta obra rodoviária?


(João Almeida) #178

Portanto o teu argumento contra é que o IMI se trata de um imposto municipal e as entidades que referi recebem receitas do Orçamento de Estado?

Fácil, os municípios que passem a financiar também essas entidades com aquilo que cobram de IMI (e já agora de ocupação do espaço público, e.g. estacionamento automóvel) e que se baixe o IRS, IRC e TSU. Para mim, isto devia ser um dos pilares da descentralização.


(João Almeida) #179

Portanto achas que por exemplo este proprietário de habitação própria e permanente nada perdeu com a construção destas vias rápidas em cima de casa? Só quando vender é que vai perder alguma coisa, certo? A qualidade de vida manteve-se exactamente inalterada?


(João Almeida) #180

If you’re trying to unlock gridlocked roads, the problem isn’t so much that public transport is over-priced; it’s that driving one’s own car is under-priced.

https://www.bloomberg.com/opinion/articles/2018-12-14/luxembourg-s-free-public-transportation-isn-t-for-everyone


(Aónio Eliphis) #181

@jmpa, voltando ao tópico principal, talvez possamos continuar o nosso debate super interessante noutro tópico

Pessoal, que vos parece?

Podem testar sff? Please


(Aónio Eliphis) #182

(Herculano Rebordao) #183

Excelente! Muito bom trabalho.


(João Almeida) #184

O AutoCustos já está a surtir efeito para os diesel. :slight_smile:


(João Almeida) #185

@Aonio_Lourenco, a meu ver estas contas são mais importantes.