Passes baratos não estão a tirar carros das ruas

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Nenhuma novidade portanto, essa tem sido a experiência da Europa.

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mas de acordo com certas iluminárias (todas de esquerda, porque será?) o problema resolve-se com transportes públicos gratuitos.

A propósito do Dia Europeu sem Carros, especialistas referem ao PÚBLICO que o programa de 2019 através do qual o Governo conseguiu baixar os preços dos passes de transporte público não está a ser suficiente para reduzir o recurso ao automóvel — pois muitos continuam a ter poucos transportes perto de si.

E que tal duplicar o preço dos passes, e com o acrescento de receita, aumentar a abrangência territorial? Ah, não, isso é uma visão “neoliberal”

Os Estados subsidiam muito mais os custos do uso do automóvel particular do que os custos dos transportes públicos, mesmo no caso que estes sejam gratuitos para o utilizador.

Ou seja, a medida não pode ser vista isoladamente. E nunca será eficaz ou ineficaz somente por ela própria.

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Eu pessoalmente não trocaria a minha bicicleta por um transporte público para deslocações diárias. E não me parece que os automobilistas abdiquem do seu conforto e da sua liberdade pessoal para viajarem em transportes públicos onde as pessoas são tratadas como ‘gado’, atulhados de gente, mal ventilados, com pessoas de higiene pessoal duvidosa, e tarados que as querem apalpar/roçar quando o espaço começa a ser pouco ou nulo.

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Ontem fui tentar fazer o Passe SUB23 para o meu filho de 14 anos. A forma como isto é feito faz desistir muitas pessoas. Temos que pedir ao agrupamento da escola para emitir uma papel a dizer que fulano tal é aluno. Depois temos que nos deslocar a um posto físico (no meu caso a vários kms da residência) com vários documentos. Os tempos de espera de atendimento depois de tirar senha são de 4 ou 5 horas. Ainda esperei 2 horas e voltei ao escritório, pois ainda faltavam vários números e o atendimento era lento. Quando retornei a senha tinha passado por 10 números. Ainda consegui uma outra senha e esperei mais 1 hora, mas desisti.
Depois parece que o passe só é válido no concelho Lisboa e não na AML.
Praticamente, uma pessoa têm que tirar um dia de férias para tratar dum passe.
É muito bonito fazer campanha a dizer que têm passes gratuitos, mas depois minarem o acesso com obstáculos que faz muitas pessoas desistirem.
Devia haver uma opção para fazer isto online.

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Nenhuma medida, por si só, é suficiente para alterar significativamente a mobilidade nas cidades, isto é, derrubar a supremacia do automóvel. Daí que o PART, por si só, não resolve, mas é indubitavelmente um incentivo à utilização do transporte público. Aumentar o preço dos passes tornaria menos atrativo a utilização dos transportes público, com especial impacto nas famílias com menores rendimentos. Outra questão: o PART também inclui verbas para a densificação da oferta de transportes. Partilho o link para o último relatório de avaliação da medida, que acredito pode ser útil para clarificar alguns pontos desta troca de ideias. RELATÓRIO 2020: 2º Relatório de avaliação do impacto do PART | 1º Relatório de avaliação do impacto do PROTransP

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Baixar os preços tem de vir acompanhado de uma melhoria da oferta.

E não podem esperar que as pessoas que já gastaram dinheiro num carro o deixem de usar só porque os passes ficaram mais baratos.

Mas quanto melhores forem os transportes publicos menos pessoas vão comprar carro.

O “prazer” de andar em transportes públicos em Portugal anda perto disto:
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Varia muito com as operadoras e linhas. Eu uso maioritariamente metro, CP (linha de Sintra) e Carris, e acho que funcionam bastante bem.

Conheço pessoas que vêm da Margem Sul para Lisboa de autocarro, e que agora usam a Carris Metropolitana, e a qualidade é atroz.

Digo isto para nos abstermos de generalizar.

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Mesmo na Margem Sul a disparidade do sucesso da Carris Metropolitana é muito grande. Eu vivo em Almada e fiquei muito melhor servido. Mas acho que essencialmente estão a acontecer duas coisas quanto à Carris Metropolitana:

  1. todos os números indicam que já hoje (e no início da operação também acho que sim) a oferta no geral é superior à que era antes. Há mais autocarros a circular e mais Km a serem percorridos. Mas se por um lado, eu, passei a ter muitos mais autocarros a servir-me, há zonas que ficaram muito piores. Eu acho que isso acontece porque há carreiras, que por falta de motoristas, não foram ainda postas em circulação por falta de motoristas… e possivelmente isso é um erro porque, imagino eu, a rede é pensada no seu conjunto como um todo e não pedaço a pedaço. Mas as coisas nessas zonas já estabilizaram muito mais e está a correr muito melhor.

  2. e honestamente do que vi até hoje este é o ponto mais importante… as pessoas simplesmente não procuram-se informar. A numeração das carreiras mudou completamente e muita gente queixava-se que acabaram com determinada carreira mas não era verdade. E isto era o que acontecia com muitas das reclamações.

Em todo o caso parece-me que em Almada correu muito melhor que em Setúbal…

Seja como for a minha experiência com os transportes públicos na área metropolitana de Lisboa é em geral boa. E sempre morei nos subúrbios. Mas claro, há subúrbios melhores servidos que outros…

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Porque será que as pessoas de bem, não andam de transportes públicos? :thinking:

city authorities in Tallinn - which has been closely examining its own experiment in offering free transport since it was introduced over 9 years ago - are skeptical that the policy has done much to convince drivers to leave their vehicles at home.

“What we actually saw in Tallinn was that the shift from public transport to cars went up,”

“In nine years’ time, the share of cars has risen from 42 per cent of the trips to 48 per cent now. So, in this kind of sustainable mobility terms, it actually hasn’t proven to be effective”.