Por que motivo a bicicleta não cai, quando conduzida por alguém que saiba andar?


(Aónio Eliphis) #1

Uma questão física interessante

Porque, quando conduzida por alguém que saiba andar de bicicleta, os desequilíbrios laterais instantâneos que ocorrem em qualquer objeto que tem apenas dois pontos de apoio, são a cada instance, compensados com o movimento na direção frontal e ligeiramente lateral (através do guiador e do corpo). Contrariamente ao que possa parecer, quando a bicicleta em cada instance se desequilibra para a esquerda, o que se faz é virar para a esquerda, para que a projeção no solo do centro de massa se encontre a cada instante, sobre a linha que une os dois pontos de apoio, ou seja, as rodas.

ler mais: https://qr.ae/TUtTjK


(João Almeida) #2

Já o meu professor de Sistemas de Controlo dizia a mesma coisa. O truque para aprender a andar de bicicleta é virar para o lado onde se vai cair.


(Aónio Eliphis) #3

Que curso tiraste? Ou estás a tirar, em Aveiro?


(João Almeida) #4

Eu fiz um ano na Faculdade de Arquitectura do Porto, mas depois vim para Aveiro fazer Engenharia Electrónica e Telecomunicações. Acabei este ano o doutoramento em Telecomunicações.


(João Almeida) #5

(Three) #6

Pouco coerente para quem vem defender o uso eficiente de recursos, desperdiçar um ano lectivo numa faculdade à custa dos contribuintes … …


(João Almeida) #7

Não desperdicei @Three, fiz as cadeiras todas e aprendi bastante.


(Three) #8

Irrelevante. Desististe por isso desperdiçaste um ano e impediste a entrada de alguém mais motivado. O contribuinte não tem de pagar o custo de más decisões e incertezas juvenis!


(Aónio Eliphis) #9

Como é irrelevante? Se ele entrou acima de alguém, é porque teve nota mais alta que esse alguém, logo entrou com todo o mérito e legitimidade.

O que podes questionar, e pode fazer-se esse debate no geral, é porque motivo o estado deve promover cursos que têm pouca empregabilidade ou pouca procura na economia real. Não julgo que seja o caso do @jmpa, pelo contrário!


(Three) #10

O que estou a questionar é porque razão alguém entra para um curso e depois desiste só porque “não era bem aquilo” ou porque “estava indeciso” e entretanto queimou 7000 € aos contribuintes, os quais poderiam ser aproveitados de forma útil por alguém cuja nota foi inferior mas com motivação superior para acabar o que começou!

Ter nota não legitima desperdício de recursos, neste caso, caros !


(João Almeida) #11

Mostra lá as fontes desses 7000 €.

Queres que eu mostre arrependimento ou que devolva o dinheiro?


(Three) #12

Fonix, eu não tenho que te provar nada, isto não é um tribunal !

Os valores gastos pelo estado por aluno no ensino superior são do domínio público!

Quero apenas que penses nisso antes de assumires falsos moralismos face a outras realidades idênticas!


(João Almeida) #13

@Three se não me mostras fontes, eu também posso dizer que paguei 1000 e tal € de propinas durante um ano para andar a financiar o Estado.


(Rui Fonseca) #14

Já agora não esquecer de counter steering, quando queremos virar para um lado na realidade começamos por virar para o lado oposto.


(Aónio Eliphis) #15

Sempre que alguém faz uma afirmação, dizem as regras do método científico, que deve ser o próprio a fornecer fontes, e não a mandar outrem procurar.

Em qualquer caso, eu fiz umas contas por alto: 1100 milhões de euros sobre 308.489 alunos no ensino superior público, dá 3565€. Retira-lhe as propinas de 1000€ e ficas com 2565€. Isto é em média, visto que os cursos de arquitectura têm custos ainda mais baixos.

Em qualquer caso, como tu costumas - e bem - afirmar: o que é que tens a ver com a escolha da vida dos outros?


(Alexandre Climber) #16

Ahahahah…

Bem metida :wink:


(João Almeida) #17

@Aonio_Lourenco se fazes as contas para 2019, as propinas já não são 1000 e tal €. No próximo ano, o BE conseguiu baixá-las para aproximadamente 850 €. E o objectivo é torná-las gratuitas. Aí, segundo o @Three, é que já ninguém vai poder trocar de curso.


(Three) #18

Boa tentativa de manipulação de números, mas mais uma vez, os números são públicos e essas contas de merceiro pouco valem. Se um aluna do secundário custa mais de 6000 € por ano queres agora demonstrar que um universitário fica mais barato?

De acordo com a vossa filosofia, tenho a partir do momento em que os meus impostos financiam essas escolhas!

Meu caro, comentei aquilo que gastaste, não o que vais gastar. O objectivo de torná-las gratuitas é uma falácia tal como o foi em 1994.

Mas podes trocar de curso à vontade desde que não tenha de ser eu a pagar por isso !


(Three) #19

Fontes podes encontrar no Luso, em Chaves e tantos outros sítios.

As propinas cobrem menos de 20 % do custo real dos cursos universitários portanto não financiaste absolutamente nada!