O investimento no BRT é totalmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e chega aos 66 milhões de euros, valores sem IVA, e as obras arrancaram no final de janeiro.
Haverá um contacto de quem gere o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para denunciar a situação? Provavelmente o nosso “amigo” Jorge Delgado.
O nosso “ex”-amigo Eduardo Pinheiro, agora SE do Planeamento, é responsável pelos aplicação dos fundos comunitários, como o PT2030.
Mas acho q o PRR, pela sua relevância e prioridade, ficou na responsabilidade directa da Ministra da Presidência.
Depois existe a tal estrutura de missão (ou algo do género) para a gestão do PRR. Mas não sei se têm algum contacto disponível.
O Jorge Delgado terá alguma responsabilidade por ser aplicação do PRR na área de governação dele. E tb por ser o responsável pela ENMAP, com cujos princípios e orientações esta aplicação do PRR colide.
Algumas ideias: 230812 MUBI Metrobus - Google Docs
Creio que realisticamente, nesta fase, é muito pouco provável conseguirmos mudar alguma coisa que exija a alteração da obra.
Algo que creio que talvez seja viável, é que todas a faixas da direita, quando não existe ciclovia, sejam vias mistas, pintadas de vermelho com o sinal de proibição de andar a mais de 30. Creio que a Sacadura Cabral em Lisboa (junto ao Campo Pequeno) tem algo do género.
Temos que fazer alguma coisa, nem que seja encher a caixa de e-mail da ministra de mensagens… O que acham?
Não é realista pensar que alguém cumpriria naquela zona o limite de 30km/h. Pelo que também não será realista que a CMP faça algo do género.
A via mais rápida tem um limite de 50.
Se a CMP o fará, só com muita motivação, mas parece-me menos improvável que alterar a obra em curso, e já se viu que gostam de ‘resolver’ ciclovias com tinta ![]()
Sem ofensa, mas quem conhece a Avenida da Boavista sabe perfeitamente que ninguém anda sequer a 50 km/h a não ser que haja um engarrafamento.
Estando o semáforo verde, é sempre a abrir até ao próximo semáforo vermelho. Pelo que até podem fazer pinturas bonitinhas no chão e, como sempre, ninguém vai respeitar.
Pensar o contrário é pura ilusão.
Na Boavista ou há via segregadas ou nada feito.
Ainda não há novidade sobre o reperfilamento das Avenidas Atlânticas, na Foz do Douro.
Foi anunciada a repavimentação total da Rua do Jornal de Notícias em Aldoar. Prevê a introdução de algumas medidas de redução de velocidade (lombas, intersecções em paralelo), mas não ciclovia.
Sobre as obras da avenida da Boavista gostaria de fazer alguma coisa , para impedir que os passeios tenham a largura apresentada junto ao antigo colégio dos Marista em frente ao Pingo Doce, onde não passa uma cadeira de rodas nem um carrinho de bebé! Isto é inadmissível e vai contra todas as diretivas comunitárias! Poderemos apresentar alguma petição junto das entidades comunitárias ? Alguém me sabe responder
Com a obra em andamento (e partes até já concretizadas), duvido que haja algo a fazer. A própria MUBi contestou isso publicamente há cerca de 2 meses:
A decisão a Câmara Municipal do Porto é clara: privilegiar a manutenção de 2 faixas para automóveis em detrimento da largura dos passeios e da existência de ciclovia.
@pedro_lourenco , sendo tudo isto financiado pelo PRR, q é gerido pelo Governo, não deveria caber tb aos partidos na AR questionar e interpelar o Governo sobre as contradições com estratégias e objectivos nacionais?
Compreendo o argumento. Mas também tem de ser respeitada a autonomia dos municípios na definição das soluções que consideram mais adequadas para a mobilidade. Não estou a ver como Governo pudesse obrigar a CMP a pôr / tirar mais uma faixa para automóveis, ou obriga-la a ter passeios mais largos. Julgo que isso são competências dos municípios.
Já agora, partilho a resposta que a CMP me deu ao seguinte pedido:
“Tendo tomado conhecimento do projeto de repavimentação da Rua do Jornal de Notícias, em Aldoar, venho fazer a seguinte sugestão/recomendação: que na requalificação prevista seja integrada a colocação de infraestrutura ciclável (ciclovia segregada onde a largura o permite), limitação de velocidade máxima a 30km/h (dado tratar-se de zona escolar), e outras medidas de limitação de velocidade automóvel (e.g., lombas, semaforização, passadeiras elevadas).”
Já os bicicletários pedidos para a freguesia de Ramalde - junto à ciclovia da Av. Xangai - mereceram a concordância dos serviços mas nunca saíram do papel (há mais de 2 anos!).
Destacaria a seguinte nota:
“A infraestrutura ciclável prevista e a concretizar num futuro próximo diz respeito às ciclovias intermunicipais do Fundo Ambiental, Porto-Matosinhos e Porto-Gondomar”.
Por outras palavras, não está previsto alargamento da rede municipal “num futuro próximo”.
Certo. Mas o PRR terá regras e objectivos e o “instrumento” europeu dos PRR tb. Se se entende q este empreendimento da CMP não cumpre isso, mais valia então o financiamento ser entregue a outros municípios.
Mas uma questão será q regras e orientações o Governo quis/quer dar ao PRR. E nesse assunto, acho q cabe inteiramente a responsabilidade e acção dos partido na AR. Ou, vamos continuar a fazer coisas contrárias aos objetivos que queremos e inscrevemos em estratégias e planos nacionais, e a desbaratar fundos europeus na mobilidade urbana?
Chateia-me a continuada e reiterada justificação de “vias estruturantes” para não reorganizarem as vias como deviam fazer.
Podiam começar a usar novas formas de analisar as ruas, tal como é preconizado pela UE. Os técnicos municipais precisavam de fazer aqui um shift.
Os próprios técnicos da CMP reconhecem no documento que os eixos viários estruturantes deveriam ter ciclovias segregadas. Mas tanto num caso como no outro (Rua do JN; Avenida da Boavista), o decisor político não está disposto a tomar a decisão evidente: sacrificar o espaço dedicado ao automóvel.



