Olá,
Quando escolhemos uma e-bike, sobretudo se vivemos em zonas com declives acentuados, há 2 factores críticos de decisão:
- As mudanças (número de carretos e diferença entre o maior e o menor);
- O torque que o motor desenvolve (medido em Nm)
São estes 2 factores que vão determinar o esforço que terás de fazer nas subidas mais íngremes. Outro a ter em conta é o peso do conjunto bicicleta e utilizador, mas esse é mais variável.
Dos modelos que mencionas, apenas tenho experiência com a decathlon (numas versões com uns 3/4 anos). Eu peso 90kg e subo qualquer rua de Lisboa com a minha btt manhosa, não eléctrica, de 15kg, com MUITAS mudanças. Faço menos esforço do que na eléctrica dobrável da Décathlon, e só vou um pouco mais devagar. Porquê? Porque essa eléctrica só tem 6 mudanças e menos de 40Nm (pode ser que as mais recentes sejam melhores).
Para ser curto e grosso, eu não gastaria o meu dinheiro com nenhuma dessas. Eis um sumário das razões.
- Décathlon: pelas razões que expliquei antes;
- d3 (pro?): não tem mudanças e não encontrei o torque desenvolvido pelo motor; e aquelas rodinhas em mau piso…
- D11 não encontrei no site;
- M1 pro: é um trambolho (quanto pesa?) e, com aqueles pneus, deve ser dificílimo pedalar sem assistência; os 50Nm talvez sejam suficientes (se não fores muito pesado).
Acrescento o seguinte, que vem da minha experiência, mas é muito pessoal. Uma das minhas actividades profissionais é como guia de passeios de bicicleta, tanto com e-bikes como convencionais.
Eu gosto de pedalar, e muitas e-bikes têm sistemas de assistência em que o motor intervém demasiado, não porque tenha potência a mais ou a menos, mas porque o sistema (mesmo com sensor de torque) não é suficientemente bom para permitir que a assistência esteja lá sem sentires que estás a pedalar no vazio. De todos os sistemas que conheço, o Bosch é aquele de que gosto mais, mas há outros bastante bons (Shimano, Brose, etc.). Essa é mais uma razão para não optar pelos modelos que indicas, mas é muito subjectiva.
Quando apareceu (há uns 4 anos), experimentei a e-Brompton e achei muito boa. O problema é que custa mais de 3000 euros!
Outra via é não ires para uma dobrável. A opção por uma eléctrica não dobrável permitir-te-á obteres uma bicicleta melhor por um valor acessível. Tu é que sabes da tua vida, mas lanço-te algumas questões que talvez te ajudem na decisão, e nas quais talvez ainda não tenhas pensado:
- Precisas mesmo de fazer uma parte do trajecto de carro? Com uma boa bicicleta, mais confortável e rápida, podes percorrer maiores distâncias.
- Será que não podes pedalar até um comboio, fazer uma parte do trajecto de comboio, e depois pedalar até ao destino?
Um conselho final: não compres uma bicicleta sem a experimentar! É como comprar uns sapatos: se não estiverem bons, vão magoar 
Espero que ajude e depois conta-nos qual foi a decisão final.
Boas pedaladas