Rotundas para totós avançam


(Sérgio Loureiro) #1

Rotundas para totós avançam


(Rui Fonseca) #2

Em vez de criarem regras que muita gente não é capaz de seguir e que em caso de acidente penalizam quem circula corretamente, deveriam fazer rotundas assim:


(Nuro Carvalho) #3

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(Three) #4

Isso não faz sentido nenhum, seria o caos circular nessa “rotunda”


(Gonçalo Vieira) #5

É a turbo-rotunda.
Já existiu uma no Concelho de Oeiras, junto à Estação Agronómina Nacional que, na minha experiência, funcionava muito bem.
Servia uma zona residencial e as pessoas rapidamente se familiarizaram com o seu modo de uso.
Nunca tentei entrar numa de bicicleta.


(Three) #6

Isso de turbo não tem nada. Numa zona residencial circula-se a velocidade reduzida, tanto fazia ter essa rotunda como outra coisa qualquer!


(Gonçalo Vieira) #7

É ler, ver as referências e ganhar perspectiva sobre o tema.


(Rui Fonseca) #8

A circulação seria exatamente a mesma que atualmente quando se cumpre o código da estrada.

A única diferença é que não haveria mudanças de via pois as vias vão para fora nos momentos em que é suposto sair para a via de fora à luz das regras atuais.

Estás a dizer que a circulação em todas as rotundas de Portugal é um caos? Talvez tenhas razão.


(Three) #9

Como não existe? A menos que saias na seguinte, terás de transpor uma série de traços descontínuos.

Sim estou, ninguém respeita nada, ter traços no pavimento ou não ter é a mesma coisa.

Isso não funciona por cá onde os automobilistas conduzem como traças atraídas pela luz.


(Rui Fonseca) #10

Isso são mudanças para vias que abrem a partir de dentro onde nunca vai haver carros a circular.

Por outro lado resolve a questão da saída pois basta seguires a via em que circulas.

À luz do código atual tens de estar progressivamente a sair para vias de fora, onde carros em incumprimento podem estar a circular, e se tu lhes bateres és tu o culpado.

A verde é o trajeto que farias nesta rotunda, independentemente de ter estas marcações ou as marcações antigas cumprindo o CE atual.

O problema é que um carro atualmente pode fazer o trajeto laranja, ou seja, fazer a rotunda sempre por fora e depois impedir-te a passagem para a via de fora, e caso lhe batesses a culpa seria tua.

Com estas marcações isso não aconteceria pois as marcações direcionam-no para a saída, como é suposto tendo em conta o facto de estar na via de fora. A única forma de ele continuar na rotunda é invadindo a tua via, pelo que seria culpado caso te batesse.


(Luís L Belard) #11

Embora o CdE seja claro sobre a circulação nas rotundas e o problema não esteja na sua interpretação, nem sempre é fácil mudar de faixa de rodagem nos momentos certos e dando as devidas prioridades.
E isso começa mesmo antes da rotunda, quando a via por onde entramos está compacta e ninguém nos deixa gentilmente mudar de faixa. Depois dentro da rotunda passa-se o mesmo e se isso é fácil com pouco trânsito, a coisa complica-se quando há tráfego intenso ou pesados que nos tapam a visão.
Mas o principal problema das rotundas por onde tenho passado, é que em muitos casos estão mal pensadas ou mal dimensionadas (já para não falar naquelas em que plantaram paragens de autocarro).
Pois é exactamente o mesmo que se passa com ciclovias e ciclofaixas: as autarquias depois da fase dos ‘repuxos’, passaram às rotundas de 200 em 200 metros porque era modernaço. Conheço várias rotundas em que um pesado de carga ou autocarro não consegue manter-se ‘na linha’ ainda que vá seguir em frente, simplesmente porque a distância entre eixos não é compatível com a curva que desenharam no pavimento. Então os ‘ligeiros’ param, pois é impossível manterem-se a par do pesado sem serem esmagados. E nem vale a pena falar dos ciclistas, que lá vão seguindo pela direita, sempre mais à direita, à espera de levar uma tangente ou mesmo uma secante em cada saída!
Outro problema e grave criado pelas rotundas é inviabilizar os corredores Bus: se um autocarro obedecer ao CdE tem de ceder passagem a quem nela circula e lá se vai o corredor; se criarem um corredor Bus contínuo, lá se vai o conceito de rotunda… Ou seja, parece (este parece é dito com ironia) que não pensaram nos transportes públicos.


(Rui Fonseca) #12

Da mesma forma que um autocarro tem prioridade quando está a sair duma paragem, poderia ter prioridade dentro das rotundas.