Capacete e ciclista urbano: usar ou não usar?


(Joao Santos) #310

Exactamente! Os acidentes previnem-se evitando situações de risco e “NUNCA FIANDO”. Eu nem de bicicleta, a pé ou de carro dou por garantido o comportamento dos outros. Este é o princípio da precaução, e está por trás do abrandamento nas passadeiras, intersecções, etc. Isto e o posicionamento correcto na faixa de rodagem, mantendo-nos sempre visíveis e tendo um comportamento sempre previsível e cauteloso, fazem muito mais pela segurança da bicicleta que dois ou três capacetes!


(Joao Santos) #311

Eh pá! Isto já parecem os argumentos a favor do acordo ortográfico! Os novos acham natural e os velhos acabam por se adaptar! E impõe-se ditatorialmente a toda a população com base nestas premissas! O tanas! O capacete usa-se quando é preciso. Não mais, a não ser que se veja mais que os outros… e perigos onde eles não existem. E passa-se a andar a pé de capacete também, já agora! A não ser que se tenha a convicção de que se podem fazer mais asneiras em cima da bicicleta se usarmos capacetes…


(Joao Santos) #312

Se todos os peões usarem capacete, também será possível, de certeza, evitar uma morte. Será que também compensa?


(Joao Santos) #313

Trabalhadores do ACP?


(Joao Santos) #314

A brincar a brincar, a fazer BTT já tive uma situação em que uma coquilha teria dado muito jeito! :smiley:


(João Pedro Abranches Freire) #315

Nas estatísticas dos acidentes envolvendo velocípedes sem motor:

http://www.ansr.pt/Estatisticas/RelatoriosDeSinistralidade/Documents/2014/RELATÓRIO%20ANUAL-%20VÍTIMAS%20A%2024%20HORAS/Relatório%20Anual%20de%20Sinistralidade%20Rodoviária%20-%202014.pdf

Está que entre 2013 e 2014 houve um aumento de :

18% de atropelamentos;

1% de Colisões;

46% de Despistes;

Num aumento total de 8.6% do número de acidentes

Em que resultaram:

A diminuição 5% do número de mortes;

E o aumento de:

34% dos feridos graves, sabe-se que há feridos graves que acabam por morrer no hospital

6.7% de feridos leves num total de aumento de

8% do número total de vítimas.

Dos números pode-se depreender que os acidentes em que os ciclistas são os principais responsáveis (despistes) ou os menos vulneráveis (atropelamentos) aumentaram de uma forma substancial.

O mesmo se poderá dizer do número de feridos graves


(Pedro Sequeira) #316

e…?

onde é que entra aqui o capacete?

os feridos graves e ligeiros, sabemos se aumentaram por causa dos despistas ou dos atropelamentos?

e mais importante, falta nas bicicletas uma coisa fundamental para tirar alguma conclusão desses dados, que é o nº de utilizadores,

porque se os despistes aumentaram 50% mas os utilizadores aumentaram 70 então não estamos mal nesse aspecto.

de resto esses dados assim atirados não percebo para que servem, e como é que se pode tirar dai alguma conclusão sobre o uso do capacete…


(João Pedro Abranches Freire) #317

Sabe perfeitamente que o número de pessoas a andar de bicicleta não aumentou por aí além entre 2013/2014, basta andar de bicicleta com regularidade para chegar a essa conclusão

E daí?

As alterações no código da estrada traduziram-se num fiasco…

O maior incremento de acidentes deveu-se a despiste, a maior parte das lesões em quedas são na cabeça e mais de 70% dessas são evitáveis com capacete

É fácil tirar ilações…


(Pedro Sequeira) #318

quote do Freire: “Dos números pode-se depreender que os acidentes em que os ciclistas são os principais responsáveis (despistes) ou os menos vulneráveis (atropelamentos) aumentaram de uma forma substancial.”

as colisões aumentaram 1% de 1420 para 1433, e segundo o joão "aumentaram de uma forma substancial"
mesmo o total, foi 8.6%

mas entre 2013/2014 toda a gente que anda de bicicleta com regularidade sabe (?) e se lembra (?) que o número de utilizadores de bicicleta “não aumentou por ai além”. lol

eu por acaso diria que nos últimos anos até tem aumentado mais do que esses 8%

e obviamente que uma alteração à lei, com pouca divulgação, não tem efeitos imediatos, não quer dizer que as alterações em si sejam más

e sim, para si é muito fácil tirar ilações, provavelmente erradas. essa da “a maior parte das lesões em quedas são na cabeça e mais de 70% dessas são evitáveis com capacete”

é para rir só pode. a 1ª parte é absurda, a não ser que o joão não tenha bracinhos, ai sim o mais provável é em cada queda ir com a cabeça ao chão.

a 2ª já não é tão ridícula, mas continua a não ter em conta efeitos como o menor cuidado que os automobilistas tem com ciclistas que aparentam ser menos vulneráveis (e nem falo na diminuição da segurança quando devido à obrigatoriedade andam menos pessoas de bicicleta

enfim, arranjou uns números novos (2013?) para reacender o mesmo debate, sem focar nos argumentos que já foram apresentados em muitos posts anteriores, e que volto a reforçar no paragrafo anterior…


(João Pedro Abranches Freire) #319

HELLO,

Eu não falei nas colisões mas em despistes…

Relativamente à lesões parece que é preciso escrever tudo: A maior parte das lesões graves ou muito graves ocorrem na cabeça… As pessoas geralmente não vão ao hospital se fazem uma ferida num braço ou numa perna com uma queda e essas acabam por não entrar para as estatísticas…

Desde que comecei a andar de bicicleta em Lx verifico que o número de ciclistas não aumentou por aí além, tal abrange esse período.

Digo-lhe mais, ultimamente tenho verificado um decréscimo do número de ciclistas.

Há um ano por volta desta altura do ano passava regularmente por mais de 6 por dia, hoje em dia raramente passo por mais de 3-4

Parece que com a redução da percepção da crise há pessoal a optar por outros meios de transporte…


(Ricardo Ferreira) #320

Tenho tentado não alimentar o troll, mas há disparates aos quais não resisto. Eu comecei a utilizar a bicicleta em Lisboa por volta de 2008. Foi também nesse ano que participei pela primeira vez na MC.

Não sei a que período se refere mas, mais importante do que utilizar o capacete, é circular de olhos abertos. Não há outra explicação para não reparar no aumento de utilizadores da bicicleta na cidade.

Até há uns 3 ou 4 anos, quando me cruzava, nas ruas de Lisboa, com outra pessoa de bicicleta, era quase sempre uma cara conhecida. Hoje, são quase sempre caras novas. E, embora possamos também agradecer a este inverno solarengo, a verdade é que estamos em Janeiro, e basta pararmos ali no cruzamento da Duque de Ávila com a Av. da República para contarmos muitas pessoas em bicicleta.

Mas, para que não se fie no que lhe digo, vou pedir os números a uma pessoa que tem feito contagens com algum rigor, desde há uns poucos anos, em alguns pontos da cidade. A evolução é clara, e difere muito daquilo que escreve.

Parece que a sua percepção é que tem sofrido uma grande redução. Ou, então, simplesmente nunca existiu…

RF


(Pedro Sequeira) #321

please… quote sua “Dos números pode-se depreender que os acidentes em que os ciclistas são os principais responsáveis (despistes) ou os menos vulneráveis (atropelamentos) aumentaram de uma forma substancial.”

agrega os atropelamentos no aumento substancial… para quê? passar a percepção que andar de bicicleta esta cada vez mais perigoso? e depois diz que estava a falar só dos despistes eheh

e + ainda passa a ideia de que o nº de ciclistas diminuiu, ou seja, o nº de acidentes por ciclista (ou por km) aumentou ainda mais…

enfim… estou curioso para ver os dados do ricferr ^^

para dar mais emoção

se ficar provado que está enganado baza do forum até…hm, abril? se não vou eu, combinado?


(João Pedro Abranches Freire) #322

Os números comparam 2013 com 2014

Livra, não agreguei coisíssima nenhuma, apenas referi os tipos de acidentes que tiveram um maior aumento: 46% de despistes e 18% de atropelamentos.

O que relatei é que neste inverno, 2016-2017, caso não tenha percebido não tem nada a ver com 2013-2014, tenho verificado menos pessoas a andar de bicicleta.

Penso que seria interessante a MUBI pedir aos seus associados que sistematicamente indiquem por quantos ciclistas passam.

Tal não terá valor para determinar números absolutos uma vez que haverá ciclistas que serão contados mais do que uma vez mas poderá ser interessante para caracterizar em termos relativos a evolução do número de ciclistas e se usam ou não capacete.

Fica aqui o meu contributo:

Faço um trajecto de 11 km de manhã e outro de 9 km à tarde, ambos abrangendo a ciclovia da Duque de Ávila

Hoje passei por 4 homens, nenhuma mulher, todos de capacete e apenas na ciclovia da Duque de Ávila.


(Pedro Sequeira) #323

eu referia-me ao facto de juntar os atropelamentos que aumentaram 1% e chamar-lhe um aumento substancial, enfim, já vamos muito offtopic

curiosamente essa sugestão é muito boa, muitos parabéns, por acaso ontem lembrei-me de algo semelhante, porque às 00:30 num raio de 50m éramos 3 ciclistas. epic
não necessariamente com a média, mas com as coisas mais tipo holanda, p.ex. “hoje ramos 6 à espera num semaforo”

ps: Eu acho que o joão podia ser perfeitamente um infiltrado da acp ou do psd/cds, porque as suas politicas de mobilidade encaixam tão bem nas deles.

e… o facto de mencionar que vê 4 ciclistas na ciclovia. + o joão = 5. até bate certo com os números do tal video do psd eheheh

pps: back to topic! :slight_smile:


(João Pedro Abranches Freire) #324

Desculpe?

Cada tiro, cada melro…

Os atropelamentos aumentaram 18%, isso é um aumento substancial…

O que aumentou 1% foi a colisão com outros veículos…

Quanto ao resto, eu não ligo a provocações…


(Herculano Rebordao) #325

Eu hoje passei por 14. 5 eram mulheres. Metade levava capacete.


(Rui Igreja) #326

Ò Troll @Freire, talvez não te fizesse mal saíres de vez em quando da cova para tirar o mofo às ideias e abrir os olhos para o mundo.

Os concelhos portugueses com maior taxa e maior nº absoluto de utilizadores de bicicleta são a Murtosa e Ílhavo. Há de acordo com os Censos2011 mais pessoas a utilizar a bicicleta como modo principal de transporte nas deslocações casa-trabalho/escola no concelho de Ílhavo do que em toda a Grande Lisboa: http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt/846763.html
Há mais do dobro de pessoas a fazê-lo na freguesia da Gafanha da Nazaré do que no concelho de Lisboa.
E isto não são novidades e modas de malta que gosta de andar apetrechada de gadgets e pirilampada. É uma cultura da bicicleta que existe há décadas e se vai mantendo.

Por isso, não venhas tu aí do fundo cova regurgitar q os 4 gajos q vês significam alguma coisa!

Escola Padre António Morais da Fonseca (Murtosa):
http://3.bp.blogspot.com/BzS-xboN3k0/TMWhHr-uiI/AAAAAAAAELs/WQBHwNpO-L0/s1600/x435.jpg
« dos 500 alunos existentes, cerca de 400 acedem regularmente de bicicleta, ou seja, 80%»

Escola Secundária da Gafanha da Nazaré:


«em 770 alunos, cerca de 550 vêm diariamente de bicicleta para a escola»

Murtosa:


(Pedro Sequeira) #327

tem razão João! ^^
estava a ver as colisões,
(já tinha dito tanta coisa sem sentido que já estava a assumir que está sempre errado, foi um erro da minha parte, my bad, entretanto fui rever os outros posts que publicou e não encontrei mais nenhum lapso destes ^^

já agora, aqueles 66 -> 78 são acidentes em que os ciclistas atropelaram alguém? (peões i guess?) ou também inclui acidentes em que foram os ciclistas os atropelados?

e se não inclui, não há sitios para ver as causas? ou é tudo ao molho?

mais importante, onde entra aqui o capacete? não diz que vê 100% dos ciclistas com capacete (os tais 4


(Pedro Sequeira) #328

fogo isso é epico!! :slight_smile:

se não fosse mau aceitar doces de estranhos devíamos fazer 1 vaquinha e ir 1 dia de verão oferecer 1 gelado a cada ciclista a chegar à escola :smiley:


(João Pedro Abranches Freire) #329

quando envolvem carros são colisões, quando envolvem peões são atropelamentos, penso que seja lógico