Capacete e ciclista urbano: usar ou não usar?


(Bernardo Nuno de Henriques Lebre de Campos Pereira) #371

Mais alguma desmistificação sobre os chapéus de plástico.


(Pedro Sequeira) #372

muito bom!

vale a pena ler a noticia, e o resumo do estudo (aqui: https://www.timeshighereducation.com/news/cyclists-wearing-helmets-at-greater-risk-car-drivers-keep-their-distance-from-bare-headed-cyclists-especially-if-theyre-women/205323.article#survey-answer

e os dados aqui: http://www.drianwalker.com/overtaking/

ps: curiosamente nesse estudo as distâncias de ultrapassagem em função da posição na via não batem certo com o obtido pelo grupo da segurança dos utilizadores vulneráveis…
(neste estudo os que circulam na berma tem mais distância de ultrapassagem

pps: "At some point during a discussion on the subject, a proponent of helmet compulsion will usually say something along the lines of: “Forget all this talk about freedom or inconvenience. If a bike helmet law saves just one life, then it will be worth it, surely?”

bruxos…


(Pedro Sequeira) #374

@Freire nos dados está assinalada a distância de ultrapassagem e a distância à berma a que o ciclista circulava (aproximada, claro)


(João Pedro Abranches Freire) #375

Tenho que ver o documento e os dados com atenção.

Seja como for tem a meu ver dois grandes “handicap”

  1. ser apenas uma pessoa a fazer o trajecto;

  2. mesmo que se tente fixar uma dada distância à berma se não houver traço no chão a delimitar o trajecto a seguir, é praticamente impossível manter a distância à berma


(Pedro Sequeira) #376

@Freire então, mas ser só uma pessoa permite isolar os efeitos… aliás, idealmente nem seria uma pessoa mas um root para manter sempre a tal distância

porque quanto à risca no chão, mesmo assim há sempre desvios, não sei qual a margem que considera admissivel para o estudo não ser lixo. se calhar so com um carril :wink: mas mesmo assim iam haver problemas, a não ser que a estrada fosse recta (ou com curvatura constante), largura constante, sem passadeiras, outros carros estacionados ou a circular, peões a passar a estrada, luminosidade variável, dia da semana, hora do dia, resultado do benfica (ou equivalente) no dia anterior :wink:


(João Pedro Abranches Freire) #377

Uma vez que os actos das pessoas, tal como a distância à berma, têm uma componente do subconsciente, a única forma de minimizar a influência do subconsciente é o mesmo percurso ser percorrido por várias pessoas desde que não seja possível traçar-se os riscos no chão e manter-se sempre essa distância…

Risco no chão é suficiente se a pessoa fizer os possíveis por se manter em cima dele.

Não me parece que seja o caso pelo que se torna complicado validar se a pessoa se encontrava no posicionamento da via que considera…

O mesmo trajecto, a mesma hora do dia e as mesmas condições meteorológicas também têm grande influência.

Caso o Benfica ganhe o campeonato pode ter relevância se o estudo for feito no dia das celebrações nas proximidades do Marquês de Pombal, ou nas proximidades da Avenida dos Aliados se for o Porto a ganhar ;-)…


(Pedro Sequeira) #378

O Dr Ian Walker parece ser muito acessível (ver aqui: http://drianwalker.com/contact.html

Vai lá explicar ao sr que o estudo dele está todo engatado a ver se ele repete a coisa com o risquinho no chão, se tivermos finalmente um estudo destes com o selo de aprovação vai ser muito útil para começar a fechar esta discussão. Depois partilha


(João Pedro Abranches Freire) #379

Uma coisa que se pode observar é que a situação de maior segurança é junto à berma com capacete…

A berma pode simbolizar o tal risco que referi à pouco…


(Pedro Sequeira) #380

@Freire onde é que observamos isso? xD parece que estamos a andar em circulos (há uns tempos


(Three) #381

Isto ainda dura ?:sunglasses:


(João Pedro Abranches Freire) #382

Estava a olhar para o segundo gráfico…

Há uma coisa que concordo:

Research suggests drivers tend to believe helmeted cyclists are more serious and less likely to make unexpected moves [2,3];

A eventual redução da distância ser devida ao facto de se considerar que os utilizadores de bicicleta com capacete serem em média mais previsíveis do que os sem capacete.

Tenho observado que comportamentos de maior perigo e menor previsibilidade são praticados em geral por pessoal sem capacete

Seja como for 1.38 m ou 1.47 m é praticamente a mesma coisa…

O mais relevante é que quanto mais próximo da berma maior a distância e maior a segurança para o utilizador da bicicleta…


(Nuro Carvalho) #383

Pois, só que não!


(João Pedro Abranches Freire) #384

É só verificar o trabalho apresentado pelo @sequeira_pedro_rc


(Pedro Sequeira) #385

de facto neste estudo verifica-se isso da posição na via (curiosamente o freire escolhe essa conclusão, mas a do capacete não eheh, apesar deste topico ser sobre capacetes), mas no estudo em pt pela pagina do facebook verifica-se o contrário (em relação à posição na via


(João Pedro Abranches Freire) #386

@sequeira_pedro_rc, no estudo que apresentaste é substancialmente mais relevante o posicionamento do ciclista na via do que o uso ou não do capacete…

No primeiro gráfico tal é mais do que patente, só acho estranho que no trabalho se tenha dado mais relevância à utilização do capacete do que ao posicionamento na via…

No caso do “estudo” do facebook apenas se refere que há mais gente a passar a menos de 1.5 m caso se esteja junto à berma, o que é muito pobrezinho e não revela nada sobre segurança. Se verificares o outro estudo que apresentaste tudo se desenrola até aos 1.5 m.

O “estudo” do facebook só poderá ter alguma relevância caso seja apresentado um histograma de frequências para cada posição, por exemplo considerando intervalos de distância do utilizador ao carro de 0.2 m…


(Pedro Sanches) #387

Experimente sugerir isso lá na página deles. Pode ser que lhes faça sentido, o oiçam, e avancem com esse estudo.


(João Pedro Abranches Freire) #388

Já houve várias tentativas, eles ignoram…


(Pedro Sequeira) #389

@Freire é verdade que lá na pagina faltam os dados base para poder tirar melhores conclusões, já expliquei lá os motivos e pedi várias vezes para os ver

mas essa de: “é substancialmente mais relevante o posicionamento do ciclista na via do que o uso ou não do capacete…” não faz sentido, especialmente nesse sentido

se fosse ao contrário, e o uso do capacete melhorasse a ultrapassagem mesmo que ligeiramente, podíamos argumentar que se calhar não compensava a redução no nº ciclistas, incomodo, etc

mas a ter uma influência no “outro sentido” é ridículo continuar a bater na mesma tecla, pelo menos com base neste estudo ^^

e eles deram mais importância ao capacete porque era isso que queriam estudar… o resto foi um bonus. afinal a decisão do capacete é sim ou não que se decide antes de começar a pedalar, a escolha da posição depende de bastantes coisas…


(João Pedro Abranches Freire) #390

Basta ver o quadro 1 no estudo estrangeiro que referiu…

O bónus acabou por ser mais relevante que a utilização do capacete…


(Pedro Sequeira) #391

epa se calhar o gajo a dada altura por força do hábito entrou numa ciclovia, e depois ao chegar a casa viu que melhores dados do que circular com/sem capacete ou ao centro/na berma era mesmo ir na ciclovia.

mas se o raio do estudo que foi pedido era para descobrir se é mais seguro andar com ou sem capacete se calhar não faz sentido focar no bónus e a conclusão principal ser: “para minimizar o risco de acidente circule em ciclovias”

faz sentido?