Se é o que penso muito graças aos camiões, a largura das vias devido à obras, etc, porque raio não hei-de escrever?
Para além de eu considerar como um local perigoso, para quem vai e principalmente para quem vem do parque das nações nem é a opção mais rápida e curta…
É a sua opinião, João, com todo o direito que tem de a ter. Eu não vejo perigo nenhum naquela estrada — precisamente pelas circunstâncias que reduzem muito a velocidade do tráfego, como aliás mencionei na publicação original, que inclusive levava a que muitos poucos tivessem de me ultrapassar, e aqueles que ultrapassavam deixavam grandes margens de segurança. Em contraste, tantas avenidas do centro da cidade, que se esperariam mais transitáveis, são bem mais ameaçadoras.
No entanto, a insistência no debate sobre se aquele troço é perigoso ou não é contraproducente, e isto por duas razões:
- porque dispersa a conversa, tirando o foco na legalidade e na abordagem do agente;
- porque a interpretação subjacente demasiadamente fácil de fazer é: “pôs-se a jeito”. Legal e pragmaticamente eu posso e quero circular naquela estrada, ponto final. Não é como se eu estivesse no Eixo Norte–Sul — estava numa estrada com uma via para cada lado e uma velocidade de circulação média de 30–40 km/h. É como quando sai uma notícia sobre um atropelamento fatal em que o condutor do camião ia a 80 hm/h a queimar um semáforo e a notícia acaba com “o peão vestia roupa escura” ou “o ciclista ia sem capacete”. Victim blaming. “A rapariga ia de mini-saia.”