Estacionamento automóvel no coração da cidade!

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(Aónio Eliphis) #207

(João Almeida) #208

Na cidade onde se organizam rallies automóveis no Dia Europeu Sem Carros.

CANCELAMENTO DA CORRIDA CIDADE DE AVEIRO
COMUNICADO

O Atletas.net, entidade responsável pela organização da Corrida Cidade de Aveiro, vem por este meio informar o cancelamento do referido evento, inicialmente agendado para a manhã do dia 24 de março de 2019, com partida e chegada na Rua João Mendonça, junto ao Largo do Rossio, em virtude da comunicação da Câmara Municipal de Aveiro que informou a organização da sua não intenção de licenciar o referido evento, com a justificação e passamos a citar: “dos constrangimentos de trânsito que esta prova irá causar”.

Apesar de respeitarmos a decisão da Câmara Municipal de Aveiro, o Atletas.net esclarece o seguinte:

  1. A Corrida Cidade de Aveiro tem vindo a ser organizada anual e interruptamente, desde 2011, sendo autossustentável financeiramente, sem encargos para o erário público;

  2. A organização da Corrida Cidade de Aveiro sempre procurou minimizar os constrangimentos de trânsito no decorrer da hora e meia de duração máxima da prova, através de um elaborado esquema que envolve alternativas de escoamento da circulação automóvel, libertação de corredores para veículos de emergência médica, em especial nos acessos ao Hospital Infante D. Pedro, sinalização provisória, etc, sempre em estreita colaboração com as forças policiais, para além da informação atempada aos agentes turísticos e comerciantes da zona envolvente do Rossio, entre outras ações que visam precisamente minimizar os constrangimentos da habitual circulação automóvel;

  3. No seu historial a Corrida Cidade de Aveiro tem vindo a ser elogiada publicamente pela excelência da sua organização, sendo de resto tida como um exemplo a nível nacional em matéria das boas práticas que devem ser seguidas pelos eventos de corrida em circuitos urbanos;

  4. Expusemos por escrito o nosso contraditório sem que até à data tenhamos obtido qualquer resposta por parte da Câmara Municipal de Aveiro;

  5. Posto isto, entende o Atletas.net, enquanto entidade organizadora, que não estão reunidas as condições para a realização da Corrida Cidade de Aveiro 2019, o que lamentamos profundamente;

  6. Os atletas inscritos na Corrida Cidade de Aveiro foram já informados por email da decisão do cancelamento do evento e dos meios para, obviamente, serem ressarcidos do valor pago pela sua inscrição.

15 de fevereiro de 2019


(João Almeida) #209

Em Amarante é ao contrário. O projecto quer tirar estacionamento e a população manifesta-se contra.

Em Janeiro a população queixou-se:

Agora o discurso do presidente é:

O autarca amarantino garante que, durante a apresentação do anteprojecto do arquitecto, “onde toda a gente foi convidada”, “não houve ninguém que não gostasse da ideia”. José Luís Gaspar conta ao PÚBLICO que “a única questão que foi colocada teve que ver com o estacionamento”. Mas “eu vou tirar [da Alameda] 50 lugares e vou criar 250”, diz, referindo-se ao novo projecto de estacionamento de Amarante, “cujas obras irão arrancar ainda este ano”. “Eu não posso tirar nada sem dar contrapartida”, acrescenta.


(Pedro Sanches) #210

Sempre, sempre o estacionamento e o “ter que andar mais a pé”… #facepalm


(Three) #211

O andar a pé não me chateia, o que chateia é criarem grandes centros históricos arranjadinhos e não existir um único lugar onde se possa estacionar num raio de 2 ou 3 km. É que andar a pé também tem limites práticos.

O resultado: cidades desertas!


(José Miguel Ramos Modesto) #212

Por acaso por todo o lado tem aocntecido exactamente o oposto looool. Quando se aumentam as zonas pedonais, se reduzem as estradas e os lugares de estacionamento, e se aposta mais em transportes públicos, aparecem mais pessoas!

Em Lisboa nem foi preciso apostar mais em transportes públicos para que o favorecimento do peão trouxesse resultados. E nem falo dos turistas… vêem-se mesmo mais portugueses nas ruas de Lisboa a passear que antigamente.

O mesmo aconteceu em Cacilhas (um exemplo que conheço bem), a zona floresceu imenso depois de se ter fechado uma das principais ruas ao trânsito. Depois existem outros centros históricos pejados de carros onde poucas almas se vêem… como Oeiras ou Paço de Arcos (que têm muito mais estacionamento que os centros históricos de Lisboa, ou Cacilhas).

A lógica é muito simples: se se privilegia o peão, ele aparece. Se se privilegia o carro, é ele que aparece (e os recursos que existem alocados aos automóveis faz com que exista pouco espaço para uma pessoa passear e essas zonas perdem interesse. Perdem até as acessibilidades, porque se queremos pessoas num espaço, não é com carros que as vamos ter, porque o automóvel tem uma capacidade super limitativa de transportar multidões - ou antes, não tem).


(Three) #213

Ah, mas isso não aconteceu. Onde estão os TPs correspondentes ás vias fechadas e estacionamentos suprimidos ?

Não estás a contar com os turistas, espero!


(José Miguel Ramos Modesto) #214

Em Lisboa houve um aumento da oferta de transportes públicos nos últimos anos (conheço bem o caso das carreiras 15E e 748, mas de certo que o mesmo terá acontecido a outras). Mas mesmo assim Lisboa já era bem servida de transportes públicos… não era preciso ir por aí, até porque o aumento da oferta não é assim tão significativo.

No caso de Cacilhas não sei se houve uma melhoria dos transportes públicos nos últimos anos, mas já é bem servida também, com uma oferta regular de metro, muitas carreiras de autocarro e até ligações fluviais ao Cais do Sodré.

Não, não estou a contar com turistas. Eu, que sou de Oeiras e trabalho na Baixa de Lisboa, sei bem o que os meus olhos vêem. Até os meus pais (com o meu pai tendo mais de 60% de incapacidade) vão muito mais frequentemente hoje passear a Lisboa. Em Cacilhas o comércio local floresceu quando a zona se tornou mais aprazível. Hoje de volta e meia vou lá jantar com amigos ou beber um copo, e é um desafogo ver o que se vê por ali (para variar um pouco).

Pah, agora naqueles centros urbanos onde não houve vias fechadas ao trânsito ou supressão de estacionamento… coincidem ser por acaso (“por acaso…”) municípios onde pouco ou nada se aposta em transportes públicos. Aí a política continua a ser a do carro. Oeiras é um grande exemplo disso, o que até é pena, porque o Parque dos Poetas que ali se construiu é um parque fabuloso e está sempre às moscas… parece um jardim fantasma. Lá está… é alcançável apenas de carro. E as pessoas quando pegam no carro tipicamente não é para irem para centros urbanos, é para saírem deles. Porque quando pegamos no carro todos nos sentimos sempre impelidos a dirigirmo-nos para onde nos levam os principais eixos rodoviários, não as ruas e ruelas de uma cidade. O “subúrbio” e a dispersão urbana são produtos da política do carro. E do alcatrão.


(Three) #215

Não me digas que colocaram mais um autocarro por dia? Porque se analisares o serviço do metro agora comparado com 1999, perdeu-se muita oferta. O mesmo se aplica à CP.

Portanto os barcos ausentes e a falta deles não contam?

Então deve ser por isso que até existem mensagens em Chinês nos outdoors, para os Portugueses que lá vão passear.

Estás a ver como percebes ?

Exactamente

Os actuais talvez, no passado foi o comboio.

Dou-te outro exemplo, a marginal de Sines. Enquanto existiu a marginal com uma avenida de duas faixas sempre existiu gente no local durante todo o ano. Desde que restringiram o tráfego e colocaram empedrados não vês lá ninguém fora da época balnear.


(José Miguel Ramos Modesto) #216

Quais barcos ausentes? Tu tens barcos entre o Cais do Sodré e Cacilhas de 10 em 10 minutos, e em algumas alturas do dia o intervalo entre dois barcos chega a ser de 5 minutos! E muito raramente são suprimidos… isso tem acontecido no Seixal.

A oferta do 15E aumentou de forma significativa ao longo de todo o dia, já o 748 que existia apenas nos dias úteis, existe agora todos os dias.


(Three) #217

E portanto o Seixal não interessa? Se o objectivo é retirar tráfego na ponte, todas as ligações interessam. Não se pode olhar apenas o umbigo.

Claramente para servir os turistas. O 15E nunca mais chega à expo que continua apenas com o miserável 728


(José Miguel Ramos Modesto) #218

O 15E à hora de ponta vai cheio de portugueses, não de turistas.


(João Almeida) #219

(Three) #220

Com os tempos de espera típicos é fácil ficar cheio de Portugueses


(José Miguel Ramos Modesto) #221

10 em 10 minutos sensivelmente. E normalmente cumpre… quando não existe um idiota a bloquear a via (e adivinha lá com o que é que o idiota a bloqueou).


(Three) #222

:rofl: Deve ser deve. Sempre que preciso espero sempre mais de 30 minutos.

Com uma trotinete? Já tinha defendido as vias 100% dedicadas aos eléctricos. Coexistência com selvagens simplesmente não funciona!


(José Miguel Ramos Modesto) #223

Comigo nunca se atrasam, e conheço muita gente que faz a mesma travessia todos os dias e dizem o mesmo. Nunca se atrasam. Tens tido azar.

Queres ter vias 100% dedicadas aos eléctricos? Então realmente és o maior fundamentalista aqui… porque isso, só consegues fechando muitas ruas da cidade ao tráfego automóvel. Ou então acabando com as carreiras que passam nessas ruas.