Gira - Bicicletas de Lisboa


(Manuel Garcia) #21

Obrigado. O meu ponto era o título da notícia estar mal escrito. Andar de bicicleta sem capacete não dá multa ao contrário do que sugere o título. Só se for eléctrica e pelos vistos vai haver uma reunião da CML com o Governo Civil na próxima terça feira a propósito disso.
A info que está no site da Gira não está de acordo com a actuação da polícia e pelos vistos com o código da estrada. Não digo que a polícia não tenha razão ao fazer cumprir o código, mas se calhar as entidades deviam coordenar-se antes de começar a passar multas.


(Nuno Lobo) #22

Ninguém se entende…


(Joao Pedro Barreto) #23

É incrível o estatuto de “autoridade oficial” que a PRP goza perante a imprensa, quando a PRP é uma mera associação privada cujo Conselho Geral é presidido pelo Exmo. Senhor Presidente do ACP.
http://prp.pt/prp2/organizacao/

A notícia acima é evidência disso mesmo:
A PRP afirma que o capacete é obrigatório, logo essa é a VERDADE, como o título refere.

(E notem que eu interpreto que o CE diz que o capacete é obrigatório em pedelecs. Mas não é porque a PRP me disse.)


(PG) #24

É preciso comparar esta lei das PEDELECs nos vários países europeus e tirar conclusões.

A meu ver, deve ser revista e excluída a obrigatoriedade do capacete até certa velocidade (25km/h).

Até era o que eu pensava que a CML já tinha salvaguardado, acho estranho quase 2 anos depois é que a PSP recebe “ordens” para isto…

Pode até ser recomendável, ou sensibilizável, (como é recomendável em qualquer coisa), mas daí a obrigatório, não. Face ao grau de perigosidade estatístico ser muito baixo, cada utilizador terá a escolha de usar ou não.

É preciso a EMEL enviar os relatórios dos acidentes e estou certo que acidentes graves na cabeça com as Gira deve ter havido muito poucos, ou quase nenhuns (em oficialmente “1 milhao de viagens”).

Só a título de exemplo a California acabou de fazer passar uma emenda (votada) no seu “CE” retirando essa obrigatoriedade nas trotinetes electricas:

Por isso, sim, qualquer Lei tem e deve ser alterada em função da evolução social. A Lei não é estática. Agora, ser a favor ou contra, cada um está no seu direito, mas isto pelo menos devia ir a votação política ou coisa do género.


(Daniel Garcia) #25

este artigo está uma grande confusão


(João Almeida) #26

(João Almeida) #27

(Nuno Lobo) #28

A nota de terem 19.200 passes anuais activos para 400 bicicletas assusta-me. Não era suposto já terem mais postos abertos e mais bicicletas?

Acho que a GIRA podia ir buscar bicicletas á China.

https://www.theatlantic.com/photo/2018/03/bike-share-oversupply-in-china-huge-piles-of-abandoned-and-broken-bicycles/556268/

Ehehehe.

Aproveito para desejar um bom ano ao pessoal do Forum! :slight_smile:


(PG) #29

Já não são só 400.

Devem ser perto de 700.

Neste momento são 8 e tal, portanto se vires o site lá pra 1, 2 da manhã, onde praticamente todas as bikes estão nas docas (com este frio então só mesmo para aventureiros à séria :open_mouth:), já vi à volta de 680-690.

https://www.cicloviaslx.com/

Clica numa estação qualquer e diz lá ao lado direito.

De qq forma não deixo de concordar, provavelmente a esta altura já deveriam ser ainda mais e mais estações abertas. Dá-se o desconto da curva de aprendizagem OK, vamos ver se é pra começar a Primavera q isto dá um salto…

Bom ano pra todos tb!


(Alexandre Climber) #30

Fui la agora e estavam 650. Gostaria tambem de “acreditar” que na primavera colocassem as restantes. Mas penso que este numero acima da media(600 e tal versus 400) se deve a que muita gente nao utilize no inverno por causa do frio/chuva. Deste modo,menos gente a andar originam menos avarias/menos paragens para manutenção(furos,trocas de calços,etc). O que bate certo com a teoria que a empresa de manutenção é que esta a falhar com a reposição das bicicletas avariadas.


(PG) #31

Sim, sem dúvida.

O inverno ajuda a Órbita a ter mais “tempo” e menos bikes no estaleiro…

Não deixam de ser responsáveis e têm de melhorar…pelo menos face às notícias que aí andam.

Vamos esperar que seja “passageiro”.


(Daniel Garcia) #32

o site cicloviaslx tem uma pagina própria para o numero de giras, acho que o valor é registado quando o sistema abre de manha

https://www.cicloviaslx.com/nrgiras.php


(PG) #33

Excelente! Obg, não conhecia, dá para ter uma ideia da evolução. Rumo às expansão da rede! :man_mechanic::raising_hand_man:


(Daniel Garcia) #34

EMEL rescinde contrato com a Órbita e aprova o lançamento do concurso para a expansão da rede GIRA

No interesse do serviço público de qualidade que a EMEL se comprometeu a prestar a quem vive e circula na cidade, a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa rescindiu hoje o contrato assinado com a Órbita, em novembro de 2016, para a aquisição, implementação e operação do Sistema de Bicicletas Públicas Partilhadas de Lisboa e aprovou simultaneamente o lançamento de um novo concurso para a expansão, operação e manutenção da rede GIRA.

A decisão de rescisão por parte da EMEL vem na sequência dos sucessivos incumprimentos contratuais por parte da Órbita, tendo o primeiro ocorrido logo em dezembro de 2017, três meses após o final da fase piloto (realizada entre 21 de junho e 7 de setembro), quando em vez das 43 estações contratadas, apenas 34 estavam em funcionamento, e das 409 bicicletas previstas (273 elétricas e 136 convencionas), o sistema apenas dispunha de 296 (191 elétricas e 105 convencionais).

Desde maio de 2018, as falhas da Órbita foram-se somando, tendo nos últimos oito meses a empresa revelado total incapacidade para prestar o serviço contratualizado.

Atualmente, a rede GIRA dispõe apenas de 92 estações, em vez das 140 previstas. Destas 92 estações, 74 estão em operação, 15, apesar de já se encontrarem instaladas no terreno, com as respetivas ligações elétricas da responsabilidade da EMEL, não podem entrar em operação por falta de bicicletas, e outras três estão inoperacionais por falta de componentes, sendo todas estas falhas da responsabilidade da Órbita.

No que respeita as bicicletas, a rede GIRA no último mês esteve a funcionar apenas com uma média de 500, das quais apenas 200 elétricas, quando deveriam estar em operação (para as 92 estações) 624 bicicletas elétricas e 311 convencionais.

O concurso a ser lançado para a expansão, operação e manutenção da rede GIRA, prevê que sejam adicionadas ao sistema existente até ao total de 3.500 bicicletas, 80 por cento das quais elétricas, e até 350 estações, durante um período máximo de oito anos.

A EMEL garante a continuidade da operação do atual sistema, acautelando a compatibilidade entre as bicicletas e as docas de ambos os concursos, e pretende assim avançar para a expansão do Sistema de Bicicletas Partilhadas na cidade de Lisboa.

Em relação ao contrato com a Órbita, perante os reiterados incumprimentos por parte da empresa, em julho de 2018 a EMEL aplicou, pela primeira vez, penalidades contratuais no valor de 650 mil euros, que não executou na tentativa de não inviabilizar o funcionamento do sistema.

Durante o segundo semestre, e consciente da sua incapacidade em cumprir o contratualizado, a Órbita foi dando nota à EMEL da eventual possibilidade de entrada de um acionista que iria permitir resolver a situação; no entanto tal não veio a concretizar-se.

Em dezembro do ano passado, a EMEL aplicou à Órbita penalidades contratuais no valor de dois milhões de euros e já este ano, no final do primeiro trimestre, penalidades contratuais no valor de mais dois milhões e seiscentos mil euros – as quais ainda não executou até ao momento.

Em resumo, apesar de muitas e continuadas tentativas realizadas por parte da EMEL para permitir à Órbita cumprir com as suas obrigações contratuais, a estagnação da situação, verificada desde junho de 2018, impediu, até à data, a entrada em operação de novas estações e tem vido a originar queixas constantes por parte dos utilizadores da GIRA e a manifestação de alguma desconfiança na rede de bicicletas por parte de potenciais novos utilizadores, impedindo o crescimento da rede e colocando em causa um sistema de mobilidade suave/ativa tão importante para a cidade de Lisboa e que, desde o primeiro dia, se revelou um sucesso.

Na génese da criação da rede GIRA – Bicicletas de Lisboa esteve a preocupação com o bem-estar das pessoas e com a sustentabilidade da cidade, sendo os principais objetivos gerar valor na vida do dia-a-dia de todas e de todos e contribuir para uma maior fluidez da mobilidade urbana e para uma maior qualidade ambiental, através da redução da produção de ruído e das emissões de Gases com Efeito Estufa, tão nocivos para a saúde pública e que tanto contribuem para o desconforto de quem vive e circula em Lisboa.

Tendo a situação chegado a um ponto que, a continuar, colocaria em risco a continuidade do serviço prestado à população pela rede GIRA (já considerado parte integrante e indispensável na vida da cidade), e considerando que o sistema é propriedade da EMEL, a empresa decidiu rescindir o contrato com a Órbita, deixando a garantia que a GIRA veio para ficar e que a rede de Bicicletas de Lisboa irá servir as pessoas e Lisboa cada vez melhor. #Lisboa


(Daniel Garcia) #35

(Pedro Sanches) #36

COMUNICADO DA ÓRBITA, BICICLETAS PORTUGUESAS, LDA

Tendo vindo a público através da comunicação social a notícia da rescisão por parte da EMEL SA do contrato de Aquisição, Implementação e Operação do Sistema de Bicicletas Públicas Partilhadas de Lisboa, vulgarmente designadas de bicicletas GIRA, vem a Órbita informar o seguinte:
. Até ao momento de emissão deste comunicado, a Órbita ainda não recebeu qualquer comunicação formal por parte da EMEL no sentido de tal decisão, lamentando-se assim a sua ordem de prioridades;
. A Órbita reconhece que existem problemas na conclusão do projecto das GIRA e na sua operação. Assumimos a nossa quota parte de responsabilidade, mas jamais aceitaremos ser o bode expiatório de um problema que tem mais responsáveis e é mais complexo do que transparece;
. É com enorme surpresa que a Órbita sabe da rescisão do contrato por parte da EMEL, uma vez que esta tem em seu poder uma proposta formal de resolução da situação. Essa proposta garante a conclusão do projecto em curto espaço de tempo e passa pela substituição da empresa sub-contratada pela Órbita para proceder à operação logística do sistema e à reparação das bicicletas, cujo fraco desempenho foi motivo de insatisfação para todas as partes envolvidas. Esta solução era do total conhecimento da EMEL, que participou activamente nas negociações;
. A Órbita orgulha-se do sistema inovador e prático que teve a oportunidade de colocar ao serviço dos Lisboetas e que foi muito bem acolhido pelos utilizadores. É um sistema criado por uma pequena empresa portuguesa, numa fase difícil dos seus mais de 48 anos de existência, em parceria com um conjunto de fornecedores dedicados, quase todos nacionais.
. A Órbita quer agradecer publicamente a todos os colaboradores do Grupo, actuais e anteriores, que se empenharam neste projecto, muitas vezes com manifesto sacrifício pessoal.
. A Órbita continuará a agir de forma pró-activa e de boa fé para acautelar todos os interesses envolvidos, incluindo os da EMEL e dos utilizadores do sistema.
. A Órbita está disponível para prestar esclarecimentos adicionais.
Águeda, 11 de Abril de 2019


(Three) #37

Estão-se a esquecer dos 50 funcionários que rescindiram contrato por falta de pagamento de salários desde Janeiro.Por outro lado sabemos que empresas do estado demoram até 160 dias a pagar …


(Luís L Belard) #38

Esperemos que a empresa fornecedora e de logística que veha(m) a ser seleccionada(s), dê(em) conta do recado.
Vamos ver quem aparece, que experiência tem e que garantias dá, para que esta iniciativa não se perca.
Como alguém já aqui disse, se a Miralago (95% do capital) - Órbita falhou na produção e na sub-contratação da logística, parece haver indício de má gestão.
Para já e por enquanto, estão a perder os utilizadores e os operários.


(PG) #39

É sempre uma história triste (também tive umas 2 ou 3 órbitas em míudo), mas também não devemos ter “demasiada pena”. Faz parte, empresas são nomes apenas, fecha-se uma abre-se outra no que for necessário.

A ver pelas notícias que há, e apenas por isso, presumo que foi do interesse da CML escolher, mesmo a concurso, uma empresa portuguesa, com história, para investir os 23 milhões públicos.

Até aqui tudo bem.

Se a Órbita se propôs a concurso, assinou o contrato, e recebeu a adjudicação, só se pode tirar mesmo conclusões de que algo correu mal por ali, má gestão, má sorte e circunstâncias à mistura, a responsabilidade recai sempre sobre eles.

https://www.dinheirovivo.pt/empresas/fabrica-de-bicicletas-orbita-esta-sem-maquinas-e-sem-trabalhadores/


(Three) #40

Cá está o discurso neo liberal. Faz parte da ganância e sede de lucro capitalista!