Ferrovia em Portugal


(Aónio Eliphis) #101

Claro! Se eles não existirem; mas existem em muitas zonas metropolitanas.

Mas não te preocupes caro @Three que o povinho está do teu lado


(Three) #102

Ai sim? Parece que vives num planeta diferente. Existir não basta, têm de ter capacidade para mais passageiros e actualmente não o têm !


(Aónio Eliphis) #103

(Aónio Eliphis) #104

Caros, o artigo que estipula as grandes vantagens da ferrovia em relação à rodovia, tem recebido contribuições adicionais, como gráficos e mais informação técnica. O que há a salientar e no meu entender importante, é que este texto é meramente técnico e nada tem de político-ideológico.


(João Almeida) #105

(João Almeida) #106

“Essa melhor ligação entre a Covilhã e a Guarda, o servir todo o eixo do Médio Tejo ao longo deste corredor, assim como toda a obra da Linha da Beira Alta, como toda a obra da Linha da Beira Baixa, como todo o Corredor Sul, que rasga o Alentejo e o liga com qualidade a Espanha, a ligação fundamental da Linha do Minho, são obras essenciais para que a nossa economia seja mais competitiva e para que os nossos territórios do Interior sejam mais competitivos”


(João Almeida) #107

Falta-te este gráfico do Blogue Menos Um Carro.

Fonte: Eurostat, dados de 2015 (ou os mais recentes quando não existe 2015. Dados para AE na Grécia do NationMaster (Eurostat não tem).
Chipre, Malta não foram incluídas, por serem pequenos estados insulares.


(Aónio Eliphis) #108

excelente gráfico, podes pf enviar-me o link do blogue menos um carro?
Obrigado


(João Almeida) #109

É este, mas o gráfico não aparece, apenas na página de facebook: https://menos1carro.blogs.sapo.pt/ferrovia-vs-rodovia-em-portugal-270164

Também tens este outro link sobre auto-estradas: https://menos1carro.blogs.sapo.pt/261376.html


(João Almeida) #110

Olhem aí a publicidade da DB: http://www.agfilms.tv/film/67/db-german-rail


(João Almeida) #111

Vale muito a pena ver esta entrevista:


(José Miguel Ramos Modesto) #112

Eu conheço.


(João Almeida) #113

Estás a falar do título da entrevista? Qual é o exemplo que conheces?


(Aónio Eliphis) #114

Excelente entrevista, mas julgo que peca pela questão ideológica que temos debatido amiúde.

A linha Lisboa-Porto dá lucro à CP, e muito!
A Fertagus dá lucro!

Não há razão nenhuma para dizer que a ferrovia tem obrigatoriamente de dar prejuízo. Porquê, se a aviação não dá? Se os autocarros não dão? Se o transporte marítimo não dá?


(João Almeida) #115

Ele também diz que há troços que podem dar lucro, mas à escala de um país conheces algum exemplo?

E sobre a questão ideológica, é normal que as entrevistas do É Apenas Fumaça sejam mais viradas à esquerda, a malta do projecto (ou pelo menos alguns deles) pertencem ao Partido Livre.

Mas têm entrevistas muito boas sobre os mais variados temas: Rui Cortes, Pedro Bingre do Amaral, Ricardo Paes Mamede, Luís Sousa Ferreira, André Barata, Gonçalo Marcelo, etc.


(José Miguel Ramos Modesto) #116

A Fertagus é uma linha de comboio surburbana, destinada ao transporte diário de passageiros entre casa e local de trabalho. Ou seja, é um serviço público mais básico que um de comboios de longo curso (não sei se este último poderá sequer ser considerado serviço público… ainda que seja importante obviamente), o que faz com que automaticamente seja mais difícil tirar dele melhores resultados financeiros, ou pelo menos que é mais fácil justificar os prejuízos. Contudo, a Fertagus gera resultados positivos…

Não quero com isto dizer que um serviço público de transporte não deva nunca dar prejuízo. Pelo contrário! Acho que faz sentido que dê! Isto é, que seja subsidiado pelo Estado, como serviço público que é, para ver os custos reduzidos para os utentes e possamos atrair mais utentes para os transportes públicos. O que disse é apenas demonstrativo do quão mal gerida é a CP…


(Three) #117

A contabilização dos “prejuízos” não inclui os benefícios não contabilizados da redução de emissões e poluição associada ao utilização da alternativa automóvel. Por isso duvido que existam realmente “prejuízos” em termos globais, muito pelo contrário. Na contabilidade final essa variável é sistematicamente excluída.


(João Almeida) #118

Se vires a entrevista, percebes que a afirmação do título se refere à escala de um país, o que inclui não só as linhas lucrativas como as não lucrativas. E inclui não só a operação, mas também a infraestrutura. A Fertagus não vai ter que fazer a manutenção da ponte 25 de abril.


(Alexandre Climber) #119

Mas muito provavelmente, pagará uma taxa de concessão para a utilização da mesma…


(João Almeida) #120

Estão aqui as contas:

“É a 31 de Dezembro de 2019, vinte anos depois de ter sido celebrado pelo Governo de António Guterres, o contrato de concessão à Fertagus chega ao fim. O mesmo contrato foi revisto e renegociado durante o mandato de José Sócrates, tendo em 2011 deixado de existir qualquer compensação financeira do Estado à Fertagus como inicialmente previsto. De acordo com uma auditoria do Tribunal de Contas, que considerou esta concessão um exemplo de parceria público-privada bem-sucedida, só entre 2005 e 2010 o Estado pagou à concessionária mais de 100 milhões de euros por compensações de desequilíbrios financeiros ou pela prestação de serviço público; e recebeu da Fertagus apenas 12 milhões de euros em excedentes de receita de bilheteira.”