Porto: Nova rede de ciclovias

Tem de se entender que não estamos em Utrecht.
Para chegar ao nível em que estão, andaram 30/40 anos nisto.

Nós estamos em 2020 e não há praticamente nada para mostrar no Porto.

É uma opção legítima querer tudo impecável já, mas isso apenas fará correr-se o risco sério de abortar à nascença qualquer tentativa do poder político local em implementar ciclovias.

Sou muito mais a favor da estratégia baby steps e, sobretudo, completamente contra perpetivas do “nós contra eles”. Isso já é a atitude que muitos condutores vão tomar à medida que se avança nisto, é escusado ciclistas também embarcarem nisso.

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Concordo contigo em ser contra a perspectiva “nós contra eles”. Não é essa a minha atitude relativamente à CMP e acredito que há pessoas bem intencionadas na equipa e que acreditam que podem mudar a realidade da cidade. Mas ao mesmo tempo acho que é importante não deixarmos de criticar construtivamente e passarmos a nossa opinião para que algo melhore.

A CMP tem sido infléxivel em alguns aspectos: desenha e constrói ciclovias no meio de avenidas (Avenida de França e Avenida da Boavista (o plano é esse)); parece ter uma obsessão com ciclovias bidireccionais e não se preocupa com o facto de em algumas partes dessas ciclovias não haver a largura mínima legal e necessária para passarem duas bicicletas ao mesmo tempo; faz um ciclista desmontar no passeio, atravessar dois semáforos à mão e continuar a andar noutro passeio para mais à frente poder voltar à ciclovia e continuar o seu caminho.

Parecem-me erros evitáveis com algum esforço e a ideia de serem ciclovias pop-up serve de desculpa para não serem perfeitas.

É claro que fico feliz por ver algo a acontecer e aplaudirei se os troços estiverem todos feitos no final de 2020 como prometido, mas não é por não estarmos em Utrecht que não vou deixar de dizer que sei que podemos fazer melhor :slight_smile:

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Claro que sim Miguel.
Mesmo quando digo que as pessoas tomam decisões sempre a pensar no carro (porque é assim mesmo, é difícil ultrapassar tanta lavagem cerebral desde o berço), isso é em off, mas claramente aplaudo pelo menos a porta aberta a estas alternativas, mesmo que ainda muito a medo.

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Novidade: a zona entre a FAUP e o Teatro Campo Alegre é agora uma zona 30 com sharrows.

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Esta sexta passei pelo percurso da Avenida de Franca, e continua a ver-se carros (incluindo taxis estacionados em segunda fila, ao lado da zona consignada para estes, carrinhas de carga/descarga, particulares) estacionados ilegalmente em cima da via, causando perigo aos ciclistas. Inclusive, quase que vi um atropelamento a uma pessoa que atravessava a passadeira de bicicleta (entenda-se, a parte da ciclovia paralela a passadeira), visto que um carro não abrandou, já após a pessoa ter entrado nessa via.

Por outro lado, continuo a ver este anuncio na pagina oficial de noticias do Porto, bem como em vários locais de publicidade pela cidade.
Em que ficamos, CMP?

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Entende-se que as regras dos automóveis são diferentes. Basta andar pelo Porto para ver quais são…

Não percebi. Na Av. França há pilaretes… referes-te ao Bom Sucesso?

Mas alertas para um ponto importante: falta comunicação orientada para os condutores para a convivência com as novas ciclovias ou percursos cicláveis.

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Era mesmo no Bom Sucesso! Enganei-me no post…

Já começou a propaganda.

Deixei lá um comentário. Sugiro que todos façam o mesmo para que, pelo menos, comecem a ter noção do ridículo deste tipo de discurso.

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O mais “engraçado” é ver os comentários da grande maioria das pessoas. Todos preocupados com as trotinetes nos passeios a alta velocidade, etc. Ninguém questiona a falta de segurança que os seus utilizadores sentem para andar na rua, simplesmente queixam-se de falta de civismo e já falam em mandar suspender o serviço. E com isto, o “não é tudo teu, é tudo nosso!” ganha terreno.

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Quando tão pouca gente utiliza esses meios (sou da opinião que bicicletas e trotinetas partilhadas não passam de brinquedos para turistas no modelo de negócio actual) é perfeitamente normal que ninguém faça essas perguntas.

Sou da opinião que qualquer político / equipa de mobilidade empenhada em mudar a mobilidade da sua cidade devia 1) tentar andar uns dias de bicicleta na sua cidade e 2) ir à Holanda ver como se faz depois de se perceber na pele o mau desenho actual.

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Feito! Acabo de escrever.

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Não tenho visto muito uso das trotinetes. Dizem que é um sucesso, mas tem-me passado ao lado.

Não se entende a insistência nesta campanha.

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Ola, excelente tópico, mas porque não o passam para “dentro” do forum. Assim como está qualquer pessoa tem acesso ao tópico e é indexado pelo google. Dentro das categorias de associados isso já não acontece.

Eu digo isto porque as pessoas que queiram combinar estrategias para contactar a CMP, apresentar experiencias ou sugestões poderão faze-los num circulo mais reservado de associados e não acessível a todos. Tem vantagens e desvantagens. Mas fica esta sugestão como uma outra opção.
De resto a discussão é muito interessante e quando reunirem se quiserem convidem-me a participar para poder partilhar a minha experiencia como projectista.

Abr e força no Porto

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Concordo com este decisão. Aqui tem-se falado de denúncias e por vezes aparecem matrículas de carros. Quem tiver interessado neste tópico, deve ser associado da MUBi.

Entretanto já há umas marcas no chão em Paranhos! Tanto quanto me foi possível saber, vai ficar algo como na imagem. A data prevista parece ser dia 30 de Outubro, mas, segundo um trabalhador, “dependa da chuva”.

Estou muito curioso como vai ficar na Rua de Monsanto. Ali no Carvalhido também pode ficar complicado. O plano parece ser tirar o estacionamento, muitas vezes proibido, dos carros.

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Diogo, no mapa do PDM que foi aí partilhado, na rua Delfim Maia, depois de Arca d’Agua, tenho ideia que ia em frente atravessando a VCI.
Na versão que tens volta à esquerda. Está assim?
Por acaso até me parece ser boa opção. Essa zona é mais calmita.

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Está acessível a planta de modos de transporte suave?

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Olha aqui.

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Parece que estão a testar, mas actualmente, vejo marcas no chão—pequenos pontos e linhas—na Rua de Leonardo de Coimbra, talvez para ligar às ciclovias de Rua António Bernardino Almeida (que, diga-se, precisavam de algumas alterações).

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