Porto: Nova rede de ciclovias

Óptimo a avenida da Boavista ter ciclovia até à rotunda, que já não estava na planta do PDM. Também acho que faz todo o sentido. Quanto ao ser a eixo da avenida, face ao perfil que vem do Castelo do queijo até à Antunes Guimarães, ficaria estranho mudar o critério daí para cima.

Parece-me que fica a faltar cobrir ali aquele miolo da rotunda até à baixa.

A diferença é que o perfil que vem do Castelo do Queijo aproveita a antiga linha do eléctrico, não utilizada, o que significa que as bicicletas circulam sozinhas e separadas do trânsito por árvores, etc. Daí para a frente vão circular entre uma faixa BUS e duas faixas para automóveis, o que já me causa alguma confusão, especialmente porque duvido da separação física que venha a ser feita neste caso…

A ver vamos!

Sim, percebo isso.
Mas na perspetiva da câmara quererá uma opção única de localização.
Do Bessa para cima o perfil é mais exíguo, necessariamente será sempre mais uma solução de compromisso.
Concordo contigo, 1.o nível de preocupação é ter uma delimitação física.

Não sei se utilizar a faixa central será a melhor opção.
O problema de muitas destas obras é que deviam ter sido feitas há poucos anos atrás, quando se deram grandes obras de fundo.
Vejo antes como positivo que ao menos estejam a ser feitas pop-ups, principalmente numa artéria tão importante como a Av. da Boavista :slight_smile:

Não me parece que tenham tomado esta decisão por esse motivo, mas apenas porque neste caso querem permitir que continue a acontecer o que já acontece na actual ciclovia - que o pessoal pare para cargas e descargas, etc. Disseram-nos em reunião que a Avenida da Boavista era uma rua de negócio, muito característica, e que não se podia retirar o estacionamento aqui. E isso comprova-se no próprio jornal onde dizem que “a via mais à direita ficará mais liberta para estacionamentos, cargas e descargas e acessos a garagens”.

O que me preocupa são duas coisas:

1 - O espaço lateral à faixa BUS parece-me pequeno para criar delimitação física apropriada.
2 - Queres sair à direita, tens de ficar parado entre uma faixa BUS e duas vias de trânsito à espera da oportunidade para passar.

Ainda assim, como tudo isto, não tenho dúvidas que quando esta ciclovia existir vai ser uma grande evolução em comparação com o que temos hoje em dia. Só acho que neste caso não pensaram a fundo, apenas quiseram resolver o problema da ciclovia actual (estacionamento ilegal e o facto de estar colada aos lugares de estacionamento) sem ter muito trabalho (separação física e colocar a ciclovia à direita do estacionamento).

Não percebo, então, o novo PDM se, afinal, vai haver ciclovia em toda a Av. Boavista.

Aposto que vão pôr as bicicletas a partilhar a via com os elétricos na marginal até à Ribeira.

De acordo que é mau retirar espaço aos peões na marginal entre a ponte Luiz I e o Freixo, mas não há outra hipótese. A via rodoviária já está muito estreita nesse local - exceto entre, grosso modo, a ponte do Infante e o posto de combustíveis, nesse troço- e nem se pode retirar lugares de estacionamento para ganhar espaço porque praticamente não existem.

A minha única reserva é o facto de o canal ser em em paralelos, porque com o baixo volume de eléctricos que lá se verifica parece-me uma boa solução!

Mas há. Tendo em conta as restrições à circulação que já lá existem, seria exequível reduzir a via automóvel para uma, e colocar faixas cicláveis coloridas em cada extremidade.

3 Curtiram

Sobre partilhar com os eléctricos: quando faço a marginal vou sempre na estrada, mas num dia em que fui passear com a família da minha namorada e juntou-se uma miúda de 14 anos que tem receio de andar junto dos carros, usamos a linha do eléctrico e só nos cruzamos com um em cerca de meia hora. Não vejo esta solução como má, embora nunca tivesse pensado nela. A questão aqui, para além do pavimento, é que não fará sentido parte da ciclovia ser na estrada, depois parte na linha do eléctrico e parte na estrada novamente. Se é para ser pela linha do eléctrico tem de ser em toda a sua duração, senão vamos andar aos S’s. Resumindo, uma opção seria entrar na linha do eléctrico após o Farol (onde o eléctrico termina) e aí continuar até chegar à zona da Alfândega. A regra seria ceder passagem ao eléctrico quando nos cruzarmos com ele.

Quanto à segunda questão, pessoalmente vejo com melhores olhos a sugestão do @theurbancycler! É algo visto lá fora, funciona bem, embora no Porto já imagine que vão achar que é uma péssima ideia. Não custa nada sugerir. A verdade é que há uma dualidade de critérios: a CMP retirou, e bem, a ciclovia do passeio na zona da Foz, para dar mais espaço ainda aos peões, e agora vem dizer que entre a Ponte Luiz I e o Freixo o passeio é largo o suficiente para meter uma ciclovia? Não faz sentido.

1 Curtiu

Seria a única hipótese caso se queira ciclovia na estrada, mas que só existe alterando a mobilidade rodoviária sem alternativa óbvia para quem deixa de poder circular de automóvel.
Esse troço vai ser alvo de reformulação devido à nova ponte que vão fazer, é possível que algo do género aconteça. Mas é preciso ver que os autocarros também têm de passar nos 2 sentidos…

Em relação à partilha do canal com os elétricos: o cais das pedras teria de mudar o pavimento e os carris serão sempre perigosos, não tenho a certeza que será uma solução boa.

Acho que entre o cais da R. do Ouro e o museu do Carro Elétrico, por exemplo, podia-se eliminar os lugares de estacionamento para criar espaço para uma ciclovia.

A “beleza” da alternativa que mencionei é que em nada altera a circulação automóvel. O objectivo não é retirar espaço ao automóvel, mas sim garantir mais segurança a quem vai de bicicleta. Repara que os automóveis estão a pisar a faixa ciclável, e que a via é transitável para automóveis nos dois sentidos.

O que acontece aqui é que, ao recorrer a cores, define-se claramente qual é o espaço do utilizador de bicicleta, de forma a evitar razias ou situações de insegurança.

Na Holanda esta é uma das piores soluções que eles têm, mas é usada por falta de espaço e porque efectivamente funciona.

1 Curtiu

Ok, não tinha entendido dessa forma, de facto. Nesse caso, até legitimaria o que já acontece pq é uma zona que já tem vários ciclistas a andar lá no meio dos carros.

Mas, adicionalmente, acrescentaria lombas…aquela estrada tem um perfil que convida a acelerar quando se vai de carro.

2 Curtiram

Isto me parece funcionar bem na Brito Capelo, em Matosinhos, não vejo pq não poderia funcionar cá no Porto também. E a frequência do Metro em Matosinhos (ainda que de 12’) acredito ser maior que a do eléctrico.

É preciso mencionar também a questão da bitola (distância entre carris), que no caso do eléctrico do Porto é de 1435mm, ou seja, é possível circular confortavelmente no espaço entre os carris, diferente do que é possível no eléctrico de Lisboa que tem a bitola bem menor.

Um exemplo de marcação de partilha de troços de eléctrico com ciclistas:


Manchester Metrolink

s

4 Curtiram

Existe planos para estender a rede actual de eléctricos pela cidade do Porto, uma das primeiras é pela marginal até Matosinhos terminal dos cruzeiros e ligar a rotunda da Boavista à marginal.

Olá eu sou novo aqui, estive a pesquisar sobre a nova ciclovia que está a ser construída na minha rua e descobri este grupo. Gosto das discussões que aqui se trabalham :+1:
Fui ao site da Câmara e diz que a partir de hoje, 2/11 vão extender a ciclovia que desce a Rua da Constituição até ao cruzamento com a Rua de Serpa Pinto, sendo que a obra termina dia 6/11. Esta é outra daquelas ciclovias que não constam no novo PDM mas que ainda assim constroem, logo, o plano do PDM não diz tudo o que irá ser feito, I guess.

6 Curtiram

No Porto, sobretudo na marginal, teriam que fazer duas coisas se isso fosse para a frente:

  • colocar asfalto em todo o canal para elétricos. Este canal só tem piso liso/regular no centro do canal, entre carris.
  • colocar pilaretes para impedir o acesso automóvel a esse canal e alargá-lo. Há zonas em que o estacionamento é selvagem, sobretudo na zona da Cantareira, em que o próprio elétrico não raras vezes tem dificuldades em passar, tornando o canal ainda mais estreito.

Não acompanho esta solução, mas admito que é a única que permite ter uma via uniforme desde a Foz até à Ribeira.

1 Curtiu

Penso que o objetivo é ir um pouco além de Serpa Pinto e chegar ao canal que vem da Av. França.

O problema é só ser unidirecional… quem quiser fazer o caminho inverso, tem de ir pelo meio dos carros por Damião de Góis.

Que bela trampa! É bom para pessoas que têm rodas fininhas se enfiarem nos carris do eléctrico e caírem!

2 Curtiram

Podes passar o link dessa informação?

Na semana passada reparei que tinham pintado por cima da baía de estacionamento à direita, entre Antero de Quental e Serpa Pinto. Imagino que a ciclovia será nesse corredor e que depois fará ligação com a faixa BUS até à nova ciclovia de ligação entre polos universitários.

No sentido contrário, bastaria permitir a circulação na faixa BUS na Damião de Gois. Não é ideal, mas não os imagino a construir uma ciclovia nessa rua.

Edit: encontrei a info: http://www.porto.pt/transito/rua-da-constituicao_20

3 Curtiram

A ciclovia vai substituir o estacionamento na Constituição. Quanto a Damião de Góis, foi-nos dito em reunião que em 2021 a rua será alvo de intervenção (o pavimento está em muito mau estado, especialmente na via BUS), e que após essa intervenção será provavelmente planeada ciclovia unidireccional lá também.

5 Curtiram

Damião de Góis tem bastante espaço, consegue-se criar uma ciclovia segregada sem grandes problemas.

O problema maior seria em Egas Moniz e Latino Coelho, teriam de mexer necessariamente nos lugares de estacionamento, nessas ruas.